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Deslocalização da Molaflex é “problema grave” para o concelho

FOTO: Gisélia Nunes
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Nesta “segunda ronda” da Assembleia Municipal (AM) de S. João da Madeira datada de 26 de fevereiro, foi a “apreciação da informação escrita do presidente da câmara” que “deu pano para mangas” levando a sessão a estender-se até depois das 23h30.
Aludindo ao poema de Luís de Camões, tanto da “ala” da coligação PSD/CDS-PP como da do PS ouviu-se a expressão “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, em jeito de crítica ao que está a ser feito pelo atual executivo municipal e pelo seu antecessor, respetivamente.
Na última terça-feira, Pedro Gual (PSD) começou por afirmar que “permanece a incoerência no PS”, porque “as mesmas pessoas que estão cá nesta Assembleia Municipal” e que em tempos reprovaram os 22 projetos da maioria liderada por Ricardo Figueiredo “nada disseram” desde que se iniciou este novo mandato, por exemplo, em relação à reabilitação dos quatro prédios de habitação social do Orreiro cujo contrato foi assinado com alguma “pompa e circunstância”.
E Rodolfo Andrade não demorou muito a “dar o troco” lembrando que o PS outrora, enquanto oposição, “chamou a atenção para o problema da perda de centralidade, importância e força” de S. João da Madeira em comparação com outros concelhos, vizinhos e não só. Isto, no entender do líder do grupo socialista com assento na AM, “trouxe-nos alguns constrangimentos” como a “saída de jovens da cidade” e a deslocalização de empresas como é o caso da Molaflex, “que saiu do concelho porque o anterior executivo virou as costas a este problema grave”.
“O PS deu esta nota durante vários anos. Sempre apelámos à reposição da centralidade”, recordou o líder de bancada, acrescentando que agora “este executivo tem nesta questão uma atenção redobrada”. Rodolfo Andrade disse mesmo achar que, não obstante este ser um “trabalho que demora muito tempo”, “estamos no bom caminho” promovendo “eventos de referência” e trazendo “governantes” a S. João da Madeira como tem vindo a acontecer nestes últimos meses. Está, aliás, prevista a vinda do primeiro-ministro António Costa “para muito breve (esta sexta-feira)”.
Ainda do lado do PS, surgiu Victor Cabral contrariando o que tinha ouvido minutos antes. Na sua ótica, “mudam-se os tempos, mas mantêm-se as vontades de continuar a fazer bem”. “Acredito que toda a gente quer o melhor para S. João da Madeira”, referiu, dando de seguida uma “alfinetada” no PSD.
“O PSD está a passar pela síndrome da derrota”, “atirou”, continuando: “esta voracidade de apresentação de projetos, esta necessidade, é um bocado um trauma”.
Por sua vez, e quanto a esta “questão”, o autarca Jorge Sequeira ficou-se por defender que “devemos lutar para estar sempre na linha da frente”.

“Não aceitamos lições de moral seja de quem for”

Mas o assunto não terminou por aqui. Pedro Gual “voltou à carga” questionando “se terem sido feitos dois edifícios da Sanjotec, uma incubadora na Oliva Creative Factory, a Casa da Criatividade”, etc. não foi lutar pela centralidade de S. João da Madeira?”. “Não aceitamos lições de moral seja de quem for”, deixou claro o social-democrata.

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