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EN223 “disputada” entre partidos

FOTO: Arquivo Labor
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De um lado Susana Lamas, do outro Rodolfo Andrade. Nesta sessão da Assembleia Municipal (AM) de S. João da Madeira, a obra de beneficiação da EN223 deu azo a “troca de galhardetes” entre as bancadas da coligação PSD/CDS-PP e do PS.
No período de antes da ordem do dia, Susana Lamas foi a primeira a trazer a público o assunto. Tal como já havia feito na conferência de imprensa que a “sua” coligação tinha dado horas antes, a deputada da AM e também à Assembleia da República disse que “valeu a pena colocarmos este assunto na agenda”, bem como “todo o trabalho de ‘formiguinha’, de resiliência”, levado a cabo nestes últimos anos.
Ainda a propósito, “deu uma alfinetada” ao autarca Jorge Sequeira por, em seu entender, ter chegado “atrasado”. “O anúncio [do arranque da obra] aconteceu a 11 de janeiro. Pena que tenha reunido [com a Infraestruturas de Portugal (IP)] apenas a 15”, ironizou Susana Lamas, que, na ocasião, também não “poupou” Rodolfo Andrade por, em tempos, ter dito que a EN223 não era prioritária.
Por falar no líder do grupo socialista com assento na AM, este não tardou em congratular “o atual Governo, o atual executivo municipal e o PS por tudo que fizeram para que esta questão fosse resolvida”, sem esquecer de agradecer a “quota-parte” do PSD/CDS-PP. E também não demorou a “dar o troco” a Susana Lamas.
“Nunca disse que isto não era uma prioridade”, garantiu Rodolfo Andrade, acrescentando que “olhar para a A32 e o valor das portagens deve ser uma prioridade ao mesmo nível” que a empreitada da EN223. Aliás, para este membro do PS, devia ser feito “um estudo para ver até que ponto é possível reduzir o valor da portagem entre Milheirós de Poiares e o Porto sem reduzir a receita total do concessionário” da autoestrada, porque “há muitas pessoas que não usam mais a A32 porque é cara”.

“Assunto de todos e que interessa a todos”

Alinhando pelo mesmo diapasão, surgiu Jorge Sequeira pouco tempo depois. De acordo com o presidente da câmara, este é um “assunto de todos e que interessa a todos”. “A obra vai arrancar” e isso, sim, “é que é importante”, completou, dando nota ainda que “o contrato [de adjudicação] já foi assinado a 2 de fevereiro”.
Quanto a ter chegado “atrasado” a este processo, “não podia reunir com a IP antes de ser eleito”, respondeu assim a Susana Lamas.
Sobre a sugestão de Rodolfo Andrade, trata-se de uma situação que “iremos equacionar”.

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