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Bancadas marcaram território na Assembleia Municipal

FOTO: Diana Familiar
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A eleição de Clara Reis como presidente e de Márcia Lopes e Lilia Laranjeira como primeira e segunda secretárias, respetivamente, marcou a primeira sessão da Assembleia Municipal (AM). Bem como a marcação de território de cada uma das bancadas.
A primeira sessão da AM começou com um protesto seguido de uma intervenção política de Jorge Cortez eleito pela CDU.
O protesto por causa da “ilegalidade na convocação desta Assembleia Municipal. “O presidente da Assembleia Municipal cessante só tem poderes para convocar o ato de posse e não a sessão da assembleia para a eleição da mesa”, indicou Jorge Cortez, esta prática que tem sido recorrente em outros mandatos, que “julguei” que fosse corrigida com “uma mudança de ciclo”. A seguir, Jorge Cortez dedicou o seu “tempo de antena” em nome da CDU a todos os sanjoanenses e ao público em geral.
Da CDU “não esperem um comportamento diferente do que temos tido. Continuaremos a pugnar pelo melhor para a cidade”, esclareceu o Jorge Cortez, único deputado eleito por esta força política, prometendo que neste novo ciclo “manteremos a mesma coerência”.
A CDU será sempre a favor das propostas favoráveis à cidade sejam de que partido forem. A construção de novas piscinas municipais continua a ser um dos projetos apoiados por esta força política desde que as condições sejam favoráveis ao município. A CDU quer que as parcerias público privadas da água, da limpeza e dos resíduos sólidos sejam avaliadas e que as assimetrias deixem de existir em S. João da Madeira. Também quer a melhoria de condições das coletividades, dos mais pobres, das habitações sociais, e salientou a falta de apoio à terceira idade.
As palavras foram mais duras quando o tema foi o hospital. Um “roubo que fizeram ao retirar o Serviço de Urgência Médico Cirúrgica e a administração” do Hospital de S. João da Madeira e “passaram tudo para o Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga” com sede em Santa Maria da Feira, reprovou Jorge Cortez, lembrando que “este rebuçado da ´urgenciazinha´ - leia-se Serviço de Urgência Básica – está longe do que nos retiraram (o Serviço de Urgência Médico Cirúrgica)”. Outra das lutas da CDU continuará a ser a Revitalização da Linha do Vale do Vouga.

“Oposição direta e assertiva na crítica sempre que se justificar e sem rodeios”

A Pedro Gual, em nome da bancada do PSD/CDS, coube a segunda intervenção da noite. Começou por dizer: “O PSD deixou a cidade com boas contas. Conseguimos manter a dívida. Temos uma invejável qualidade de vida e todas as condições para que assim se mantenha”.
Os resultados eleitorais ditaram que à coligação PSD/CDS caberia o papel de oposição. Os restantes elementos eleitos podem esperar uma “oposição direta e assertiva na crítica sempre que se justificar e sem rodeios” por parte da coligação, assumiu Pedro Gual. Também podem “contar com empenho e dedicação pelos sanjoanenses”. Tal “como fizemos no passado, faremos no futuro”, sublinhou em nome da bancada da coligação que ainda não decidiu quem será o seu líder.
A primeira observação de Rodolfo Andrade, líder da bancada socialista, foi dirigida para a Assembleia Municipal que estava “extremamente bem representada”, esperando que os cidadãos continuem a estar presentes nas sessões deste novo mandato.
As eleições autárquicas deste ano “iniciaram um ciclo político novo, diferente e com propostas/soluções alternativas ao que vinha sendo desempenhado nos últimos anos”, constatou o líder da bancada do PS.
As palavras seguintes seriam dirigidas a Ricardo Figueiredo que “em tudo dignificou a cidade e tudo fez para levar S. João da Madeira cada vez mais longe”, afirmou Rodolfo Andrade. Apesar do elogio ao legado do presidente da câmara municipal cessante, independente apoiado pelo PSD/CDS, “não temos dúvidas de que daqui a quatro anos S. João da Madeira estará muito melhor” sob a governação socialista.
Agora que todos os órgãos autárquicos são liderados pelos socialistas, “o PS estará na Assembleia Municipal como sempre esteve”. Isto é, “extremamente crítico e confiante naquelas que serão as melhores decisões” para os sanjoanenses, afirmou Rodolfo Andrade.

“As vossas questões serão a nossa prioridade. Estamos aqui para vos responder”

A mesa da Assembleia Municipal será constituída só por mulheres pela primeira vez na história do município sanjoanense, fez questão de realçar Jorge Sequeira, novo presidente da Câmara Municipal, agradecendo “as palavras de PS, PSD/CDS”, tomando nota das palavras da CDU e felicitando todos os membros da AM.
De Jorge Sequeira, antigo deputado na AM, os membros deste órgão autárquicos podem esperar uma “colaboração estrita, ativa e sempre guiada pela transparência e que nenhuma pergunta e nenhum esclarecimento ficará por responder”.
A AM será presidida com “empenho” e “dedicação” em que “todos discutiremos as propostas para S. João da Madeira”, afirmou Clara Reis, esperando “a colaboração de todos em respeito pelo legado de Abril” e que todos consigam “contribuir para que mais cidadãos participem na vida da cidade”.
Clara Reis acredita que este será “um bom grupo de trabalho” de forma a homenagear Josias Gil, o falecido presidente da Assembleia Municipal, que “mais do que tudo era um amigo”. A nova presidente deste órgão autárquico garantiu aos cidadãos que “as vossas questões serão a nossa prioridade. Estamos aqui para vos responder”.

Uma proposta única apresentada pelo PS e subscrita pelo PSD/CDS apresentou os nomes de Clara Reis, presidente, e Márcia Lopes e Lilia Laranjeira, como primeira e segunda secretárias, para constituírem a mesa da AM. A seguir passou-se à votação. O nome de Clara Reis recebeu 21 votos a favor e um branco, Márcia Lopes 21 votos a favor e um branco e Lilia Laranjeira 19 votos a favor, dois brancos e um nulo.

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