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A primeira exposição individual do artista israelita pode ser visitada no Museu da Chapelaria

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A cor e o humor dos chapéus de Maor Zabar

FOTO: diana Familiar
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A primeira exposição individual do artista israelita pode ser visitada no Museu da Chapelaria

A exposição “Por favor, não coma os chapéus de Maor Zabar” está dividida em 11 coleções – Bebé, Pássaros & Abelhas, Plantas Carnívoras, Come-me, Conto Popular, Comida, Infestação, Miniatura, Reminiscência, Nódoa e Criaturas Marinhas – e tem 74 chapéus produzidos entre 2010 e 2017.
“Eu usei muita cor, muito humor. Por isso, vocês vão ver toda a cor e todo o humor que eu usei porque cada coleção é diferente e tem inspirações diferentes”, começou por dizer o artista israelita.
O estado de Maor Zabar era de “muita excitação” porque esta é a sua primeira exposição individual, confidenciou aos presentes.
O artista israelita confessou que queria que cada um dos visitantes “caminhasse, visse e sentisse todo o trabalho” depositado em cada um dos chapéus que são verdadeiras obras de arte.
A primeira coleção completa e com maior sucesso de Maor Zabar foi a coleção “Food Hat Colletion” cuja reação aos chapéus tem sido de “êxtase” por parte dos clientes e de muito interesse nos meios de comunicação um pouco por todo o mundo.
“Há quatro anos fui diagnosticado com a Doença de Crohn e foi-me dito que não poderia comer alguns alimentos. Então, quase como uma terapia, comecei a construir com feltro os alimentos que não podia ingerir”, revelou Maor Zabar no catálogo sobre as exposições dos artistas israelitas, justificando assim a sua coleção sobre comida.
As confissões não ficaram por aqui. “Adoro criar chapéus novos e empolgantes, aos quais me refiro habitualmente como ´obras de arte´. Inspiro-me em tantas coisas com que me deparo ao longo do meu caminho, incluindo a natureza, história de arte e o mundo do espetáculo, que ainda faz parte da minha vida”, continuou.
A coleção “Criaturas Marinhas” foi a última coleção do artista israelita, na qual decidiu “trabalhar com corte a laser e criar peças Plexigass em duas e três dimensões com diferentes transparências, o que não foi tarefa fácil uma vez que tive de encontrar maneira de dobrar o material, fixar todas as partes e ao mesmo tempo criar algo que possa ser usado”.
Maor Zabar não escondeu o gosto em “manter as minhas ideias inovadoras e surpreendentes e criar obras de arte que as pessoas possam usar nas suas cabeças”, destacando o trabalho árduo em criar a sua marca e levar o seu nome aos quatro cantos do mundo.
Nesse sentido, Maor Zabar vai criar a sua própria linha de vestidos de noiva e vestidos de noite e vai abrir a sua primeira loja – a Casa Maor Zabar – onde será possível encontrar vestidos e chapéus.
A exposição “Por favor, não coma os chapéus de Maor Zabar” pode ser visitada até 31 de março no Museu da Chapelaria.

O chapéu dedicado a Portugal

O chapéu “bacalhau cozido com grão de bico” da coleção Comida, feito de feltro de pelo e fibras de feltro, foi criado este ano para homenagear a gastronomia portuguesa. O protocolo assinado entre Maor Zabar e a CM de SJM decreta a doação desse mesmo chapéu ao Museu da Chapelaria.

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