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Este ano, o Centro Humanitário não se quedou pela mera distribuição de cartazes para assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

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Cruz Vermelha “serve” pequeno-almoço a pessoas desfavorecidas

FOTO: Direitos Reservados
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Este ano, o Centro Humanitário não se quedou pela mera distribuição de cartazes para assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

“Venha tomar o pequeno-almoço connosco” foi o desafio lançado pelo Centro Humanitário (CH) de S. João da Madeira da Cruz Vermelha Portuguesa a várias entidades de cariz social da cidade que trabalham com carenciados, inclusive pessoas em situação de sem-abrigo, tendo em vista “assinalar de forma diferente” o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Até à passada segunda-feira, aquando do contacto do labor, apenas a Santa Casa da Misericórdia, através da sua equipa Trilho, a Associação de Jovens Ecos Urbanos e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de S. João da Madeira tinham respondido afirmativamente ao repto.
A ideia de Joana Correia e da sua equipa é que na próxima terça-feira, 17 de outubro, utentes daquelas três instituições sanjoanenses apareçam nas instalações do CH situadas no nr.º 43 da Rua Guerra Junqueiro, entre 10h00 e as 11h30, para tomar um pequeno-almoço condigno, de que constarão “pão, café, doces, fruta, marmelada feita com marmelos da nossa horta [comunitária]”, etc..
São esperadas, pelo menos, “entre 20 a 30 pessoas”, previsão feita pela diretora técnica tendo em conta o número de “indivíduos que já vêm cá todos os dias de manhã buscar pão e bolos”.
Em declarações exclusivas ao nosso jornal, a diretora técnica adiantou ainda que decidiram promover, pela primeira vez, esta iniciativa porque “achamos que era mais significativo e útil do que distribuir cartazes”. “Pretendemos lembrar as pessoas da importância de uma refeição”, acrescentou.

Pobreza em Portugal

Só no ano passado, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a pobreza no nosso país, facultados pelo CH ao labor, quase 2,6 milhões de portugueses estavam em risco de pobreza ou exclusão social, apesar de um aumento de 79 euros no rendimento mensal das famílias.
Também segundo o INE, Portugal está “acima da média europeia (23,7%) com 26,6% de pessoas em situação de pobreza e de exclusão social” e “é o segundo país da União Europeia com maior percentagem de estrangeiros de países terceiros que vivenciam privação material severa (29,8%)”.
O INE avança ainda que “a taxa de desemprego do 1.º trimestre de 2017 situou-se nos 10,1%, o desemprego jovem nos 25,1% e o desemprego de longa duração nos 6,0%” e que, em igual período, 11,8% dos jovens com idades entre os 15 e os 34 anos não estavam empregados, nem a estudar, nem em formação”.
Relativamente a abril passado, existiam 96.034 famílias e 214.220 beneficiários com processamento de Rendimento Social de Inserção (RSI). No mesmo mês 165.075 de pessoas beneficiavam do Complemento Solidário para Idosos (CSI)”. Por falar em idosos, “o risco de pobreza aumentou para os idosos em 2015, situando-se nos 18,3%, ou seja, mais 1,3 pontos percentuais do que no ano anterior”.

Centro Humanitário lança livro sobre tráfico humano

Depois da iniciativa “Montras de Sensibilização” com a qual, em finais de julho último, assinalou o Dia Mundial Contra o Tráfico de Seres Humanos, o Centro Humanitário (CH) de S. João da Madeira da Cruz Vermelha Portuguesa surge de novo em defesa da luta contra este flagelo mundial. Desta feita, com “Contra-Correntes” e por altura do Dia Europeu de Combate ao Tráfico de Seres Humanos (18 de outubro).
Trata-se de um evento agendado para a próxima quarta-feira, a partir das 21h15, nos Paços da Cultura, e que consistirá numa tertúlia de sensibilização e (in)formação sobre a temática através da qual “conheceremos a realidade através da arte e dos agentes no terreno (médicos, psicólogos, assistentes sociais, forças de segurança pública, entre outros)”, avançou ao labor Joana Correia. Ana Coimbra, médica, coordenadora da Juventude da Estrutura Local da Cruz Vermelha Portuguesa de Coimbra e “trainer” na área do Tráfico de Seres Humanos, e Tânia Mendes, ligada ao projeto “Mercadoria Humana 3”, são duas das oradoras convidadas.
Em conversa com o nosso semanário, a diretora técnica do CH sanjoanense adiantou ainda que na ocasião também vai ser apresentado o livro infantil "Fê – herói por um dia - uma história sobre os perigos de falar com estranhos”.
Da autoria de Joana Correia e Diana Pereira e com ilustração de Inês Graça e Francisco Carvalho, este conto infanto-juvenil versa sobre “a importância de ouvirmos e seguirmos os conselhos dos nossos pais, amigos e professores, como forma de prevenir o recrutamento para exploração em crianças e jovens”. A sua venda reverterá a favor de campanhas de sensibilização do CH no âmbito desta problemática.

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