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“Uns querem sair, outros ficam, outros não são escolhidos. É a vida”, disse Ilídio Leite, líder da bancada do PSD, depois das listas da coligação terem “aquecido” a assembleia municipal

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“O exercício da política é temporário”

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“Uns querem sair, outros ficam, outros não são escolhidos. É a vida”, disse Ilídio Leite, líder da bancada do PSD, depois das listas da coligação terem “aquecido” a assembleia municipal

A escolha do candidato e a construção das listas do PSD/CDS foram o alvo dos socialistas na última sessão da assembleia municipal. A segunda sessão continua segunda-feira, dia 18, pelas 21h30, no Fórum Municipal.
O deputado socialista Artur Nunes foi o primeiro a intervir e a tocar no assunto. O que causou “estupefação” a Ilídio Leite, líder da bancada do PSD, porque achava que estava numa assembleia municipal e não na assembleia de militantes do PSD, onde o assunto que é “um assunto do partido” deve ser tratado.
O assunto voltou à baila com Rodolfo Andrade, líder da bancada socialista, que considera que “o candidato (da coligação) colocou os interesses partidários acima de S. João da Madeira”, questionando, “queremos um presidente que não tem apoio nem confiança de quem trabalhou com ele nos últimos tempos?”. “Um candidato pouco ambicioso e sem ideias”, continuou Rodolfo Andrade. Logo a seguir, o líder socialista apelou a “uma campanha com respeito e dignidade”. No seu entender, isso não está a acontecer. A prova disso está na inauguração de uma exposição, sexta-feira passada, na biblioteca municipal, em que estavam presentes Paulo Cavaleiro, vice-presidente e candidato pela coligação, e Jorge Sequeira, candidato socialista. “O fotógrafo da câmara municipal publicou 27 fotografias na página de Facebook e em nenhuma aparece o candidato do PS”, criticou Rodolfo Andrade.
Quando “a maior preocupação” do líder do PS é “trazer à assembleia municipal a lista do PSD, diz muito sobre a valia do projeto que lidera”, incitou Ilídio Leite.
Para o líder da bancada laranja, “o exercício da política é temporário. Uns querem sair, outros ficam, outros não são escolhidos. É a vida”, lembrando que Rodolfo Andrade numa entrevista revelou que “tinha muito gosto em ser vereador no próximo mandato”, ainda assim “continua na assembleia”.
A última palavra acabou por ser de Rodolfo Andrade para dizer que “nunca pus em causa a composição das listas do PSD”, repetindo que “o candidato não tem o apoio daqueles que o conhecem do ponto de vista do trabalho e para o futuro”.

As obras e as piscinas
A conversa partiu para as obras. “A câmara apresentou obras, mas isso não nos satisfaz nem aos sanjoanenses”, afirmou Rodolfo Andrade, perguntando pelos courts de ténis, a ampliação do Parque Urbano do Rio Ul, os parques infantis, entre outras.
E a seguir focou a dívida. “Se o município tinha uma dívida de 12 milhões em 2013, hoje cifra-se em 6 milhões de euros”, disse Ilídio Leite, para ir de encontro às “palavras lapidares” de Rodolfo Andrade: “o mito das boas contas caiu”.
O “valor da dívida saldado” dava para levar a cabo o projeto de novas piscinas municipais, disse o líder da bancada laranja, entendendo assim que “o tempo deu razão ao PSD e ao executivo da câmara municipal”. Ilídio Leite relembrou ainda que “O PS dizia que mais à frente haverá mais fundos comunitários. Nunca mais surgiram. O tempo não vos deu razão”, concluiu.

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