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“De alma e coração”, candidatura da coligação PSD/CDS-PP “propõe-se governar a cidade com os sanjoanenses”

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Paulo Cavaleiro “está talhado para ser autarca”

FOTO: Rui Guilherme
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“De alma e coração”, candidatura da coligação PSD/CDS-PP “propõe-se governar a cidade com os sanjoanenses”

Esta última terça-feira, ao final da tarde, o Largo de Santo António, junto aos Paços da Cultura, encheu para assistir à apresentação pública da candidatura Maioria Por S. João da Madeira às Autárquicas 2017, marcadas para 1 de outubro. Entre as ausências notadas, destaca-se a do atual autarca Ricardo Figueiredo, que por se encontrar “de férias” não pôde estar presente, mas que nem por isso deixou de ser saudado.
Dos candidatos da coligação que junta PSD/CDS-PP, apenas se ficou a conhecer aquele que já era conhecido de todos, ou seja, o cabeça de lista à Câmara Municipal de S. João da Madeira, que, segundo Manuel Castro Almeida, “demorou 20 anos a preparar-se para a função [de presidente de câmara]”. Além do mandatário e dos “convidados especiais” Luís Marques Mendes e João Almeida, respetivamente o antigo presidente do PSD e o porta-voz do CDS-PP nacionais, Paulo Cavaleiro foi o único a subir ao palco montado sobre “as pedras desta calçada onde tantas vezes brinquei em criança com os meus amigos” e “junto aos antigos Paços do Concelho, um edifício que acompanhou de perto o meu crescimento”.
“A jogar em casa” portanto, o “vice” que agora se candidata à liderança da autarquia falou “de alma e coração” aos muitos sanjoanenses que ali se encontravam, com a emoção a vir ao de cima em algumas partes do discurso. Sobretudo ao início, quando falou da família e também do “legado dos nossos antepassados que fizeram de S. João da Madeira uma terra independente e dona do seu próprio destino, mas sempre aberta à região, ao país e ao mundo”.

Candidato da coligação “com total disponibilidade para continuar a servir, como sempre, a minha cidade”

Porque, “no fundo, o mais importante é Sentir S. João!”, apresentou-se “com total disponibilidade para continuar a servir, como sempre, a minha cidade”. Mas também “com a determinação necessária para reforçar o projeto autárquico que tem assegurado um desenvolvimento imparável a S. João da Madeira”. Projeto “cujas marcas fortes são bem conhecidas de todos: boas contas; capacidade de captação de financiamento comunitário; forte investimento público; redução progressiva de impostos; diversificação da base produtiva da cidade, juntando à sua dinâmica indústria tradicional, como o calçado e a chapelaria, novos setores emergentes, como as tecnologias e as indústrias criativas; criação de riqueza e a sua distribuição por quem mais precisa”.
O ex-deputado pelo círculo eleitoral de Aveiro à Assembleia da República (AR) fez questão de recordar “investimentos públicos em centros empresariais, como a Sanjotec e a Oliva Creative Factory, e na requalificação e ampliação das zonas industriais”. E também “puxou” dos números das exportações (quase 700 milhões de euros) e do emprego (procura de emprego passou de perto de 1.500 para cerca de metade) do concelho, bem como do investimento na cultura (uma média de 95 euros por habitante) e da taxa bruta de escolarização, que é uma “das mais elevadas do país”. Tudo isto para dar nota que é esta “estratégia de desenvolvimento” que leva S. João da Madeira a estar “no topo do rating dos municípios portugueses elaborado pela Marktest, que analisa o dinamismo demográfico, o dinamismo económico e a qualidade de vida dos concelhos portugueses”.

Bloqueios da oposição foram lembrados

Na ocasião, e apesar de Castro Almeida ter dito antes que “campanhas pela negativa não são a nossa prática”, Paulo Cavaleiro “trouxe à memória” dos presentes os “dois anos de bloqueios da oposição a vários investimentos”, “situação que só terminou com as eleições intercalares de janeiro de 2016, que deram ao executivo a maioria necessária para que S. João da Madeira voltasse à normalidade e pudesse voltar a avançar”.
“Tudo o que se conseguiu fazer em apenas ano e meio, desde janeiro de 2016, é revelador da força do nosso projeto autárquico, agora em coligação com o CDS-PP. E dá-nos a segurança, confiança e determinação para dar um novo impulso à cidade”, vincou.
Norteada por “cinco grandes desígnios” (proximidade, transparência, exigência; dedicação  e criatividade) e sob o lema “Sentir S. João de alma e coração”, “aquilo a que esta candidatura se propõe não é governar a cidade e os sanjoanenses, mas sim governar a cidade com os sanjoanenses!”, garantiu.

“É preciso levar as pessoas a votar”

Para Castro Almeida, “as sondagens, que até dão uma vantagem confortável a esta candidatura, não ganham eleições”. Como tal, “é preciso levar as pessoas a votar”, avisou o antecessor de Ricardo Figueiredo, não mostrando ter dúvidas que Paulo Cavaleiro está, de facto, “bem preparado” para assumir a presidência da edilidade e que os sanjoanenses “vão dar, mais uma vez, um sinal de discernimento” votando nele.
Em seu entender, o candidato do PSD/CDS-PP, além de um “eterno apaixonado” por S. João da Madeira e um “trabalhador incansável”, “conhece os meandros do poder em Lisboa”, não sendo, por isso, “um acaso que o coloca agora como candidato a presidente da câmara”.
Na altura, o ex-edil e também secretário de Estado ainda recordou as novas piscinas: “quero ver como ele vai sair desta causa”, para a qual “já houve dinheiro”. “Precisamos de uma piscina em condições, de categoria”, porque “a atual, que era muito boa há 30 anos, hoje é a pior da região”, defendeu. Assunto que, pouco tempo depois, voltaria a vir à baila pela voz do próprio Paulo Cavaleiro: “o financiamento europeu de três milhões de euros está irremediavelmente perdido pela irresponsabilidade de uns poucos que travaram a vontade da larga maioria.  Mas os sanjoanenses não são de desistir, por isso vamos à luta para concretizar este sonho. Conto com todos os sanjoanenses e conto todos os órgãos autárquicos para avançarmos”.

Paulo Cavaleiro comparado a “uma formiguinha”

Alinhando pelo mesmo diapasão de Castro Almeida, mas esclarecendo que estava ali sem quaisquer obrigações e deveres políticos, Marques Mendes também teceu largos elogios a Paulo Cavaleiro. Este, na sua ótica, “está talhado para ser autarca”.
“Esqueçam que o Paulo Cavaleiro é laranjinha (…). Ele é, antes de mais, uma formiguinha, que só sabe trabalhar”, o que “é uma garantia para o cidadão”, afirmou o comentador da SIC, vincando, de seguida, o seu “bairrismo”, “espírito de iniciativa e empreendedorismo”, “conhecimento e experiência”. “Com todas estas caraterísticas é impossível haver melhor do que o Paulo Cavaleiro”, assegurou.
Por sua vez, João Almeida disse ter “as maiores expetativas” em relação ao desempenho do seu “amigo”: “Se como vice-presidente notamos uma diferença, por que razão não iríamos [o CDS-PP] confiar nele como presidente?”.
“Estamos aqui porque este projeto faz sentido, esta coligação faz sentido”, garantiu o deputado centrista à AR, perante uma assistência onde se encontrava, entre outros, Manuel Correia, que lidera a concelhia local do CDS-PP.

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