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A Coleção Norlinda e José Lima recebeu uma Menção Honrosa na categoria colecionador

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Prémio Colecionador atribuído à Coleção de Arte Bruta e Singular Treger/Saint Silvestre

FOTO: Direitos Reservados
FOTO: Diana Familiar
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A Coleção Norlinda e José Lima recebeu uma Menção Honrosa na categoria colecionador

Os colecionadores Richard Treger e António Saint Silvestre receberam o Prémio Colecionador atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM) 2017 pela Coleção de Arte Bruta e Singular que pode ser visitada no Núcleo de Arte da Oliva, sito na Oliva Creative Factory, em S. João da Madeira.
A cerimónia da entrega de prémios da APOM realizou-se no dia 9 de junho, sexta-feira passada, no Museu Nacional Soares dos Reis no Porto.
Tanto esta coleção como a Coleção Norlinda e José Lima estavam nomeadas para o Prémio Colecionador dos APOM 2017. O Museu do Calçado também era candidato ao Prémio Museu do Ano (ver texto ao lado).
A distinção atribuída à Coleção de Arte Bruta e Singular Treger-Saint Silvestre – única na Península Ibérica – apanhou de surpresa os colecionadores.
“Ficámos supercontentes. Contentíssimos, como é claro, porque havia muitos concorrentes (130 candidaturas de Portugal Continental e Ilhas) e ganhamos o prémio da coleção privada do ano”, disse António Saint Silvestre, admitindo também estarem “contentes por os nossos vizinhos – Coleção Norlinda e José Lima – ganharem uma Menção Honrosa e pelos prémios e Menção Honrosa atribuídos ao Museu do Calçado”.
“Portanto, S. João da Madeira é o centro do mundo”, afirmou António Saint Silvestre ao labor.
O colecionador espera que o Prémio Colecionador atribuído à Coleção de Arte Bruta e Singular Treger/Saint Silvestre leve as pessoas a quererem conhecer estas obras e artistas únicos, o Núcleo de Arte, os Museus do Calçado e da Chapelaria e a própria cidade sanjoanense.
A Coleção Treger/Saint Silvestre é “o resultado da visão inspirada de Richard Treger e António Saint Silvestre ao longo de três décadas. A coleção é constituída por mais de 1.000 obras de 250 artistas e compreende um grande núcleo de Arte Bruta, assim como as obras-primas de Arte Outsider Internacional e de Arte Singular Europeia”, transmite o Núcleo de Arte da Oliva. Continuando, “a sua natureza torna-a única no contexto da Península Ibérica e rara na Europa. A sua extensão geográfica inclui Europa de Leste e Oeste, Continente Americano, África e Ásia, contendo também várias obras de artistas portugueses. Cronologicamente, contém obras de clássicos de Arte Bruta do final do século XIX – início do século XX, seguido de Arte Bruta pós-Dubuffet assim como as mais recentes descobertas de Arte Singular e Outsider”.
A importância desta coleção “deve-se não só à grande dimensão, resultado de intensa atividade de descoberta e aquisição durante mais de 30 anos, como também ao pioneirismo de criação de uma coleção representativa de um género artístico que apesar de identificado há cerca de 60 anos só muito recentemente foi institucionalmente reconhecido”, comunica o Núcleo de Arte da Oliva. 
A Coleção Treger/Saint Silvestre está em depósito desde 2013 no Núcleo de Arte da Oliva sito na Oliva Creative Factory. As obras têm sido dadas a conhecer através de uma programação de exposições que explora as inúmeras dimensões da Coleção Treger/Saint Silvestre.

"O nosso desejo é dar a conhecer a todos os níveis etários a arte contemporânea"

A APOM distinguiu com Menção Honrosa a Coleção Norlinda e José Lima que se encontra em depósito no Núcleo de Arte da Oliva. Tendo sido a base para a criação deste equipamento cultural na cidade sanjoanense.
A colecionadora Norlinda Lima demonstrou estar "feliz" e "satisfeita" para com os prémios e menções honrosas atribuídas a colecionadores e equipamentos culturais sanjoanenses.
A Menção Honrosa dada à Coleção Norlinda e José Lima só podia ter sido bem recebida. "Tudo quanto seja dar a conhecer a coleção é um aspeto positivo", constatou Norlinda Lima, também em nome do marido José Lima, ao labor.
"O nosso desejo, quer meu, quer do meu marido, é dar a conhecer a todos os níveis etários a arte contemporânea", confessou Norlinda Lima, salientando que o casal quer, acima de tudo, "dar a conhecer a arte ao mundo".
A Coleção Norlinda e José Lima é "uma das maiores coleções de arte contemporânea privadas de Portugal. Foi iniciada por José Lima na década de 1980 e tem vindo desde então a crescer e a ser revista pelo colecionador. Presentemente é formada por cerca de mil obras de arte contemporânea onde estão representados mais de 250 artistas nacionais e internacionais", relembrou o Núcleo de Arte da Oliva, continuando, "embora a grande dimensão e qualidade das obras sejam razão para o destaque nacional da coleção a sua singularidade e importância deve-se também à amplitude desta representatividade, apresentando uma visão pessoal do colecionador extremamente conhecedora da produção artística contemporânea, notando-se nela um forte compromisso do colecionador com a arte do seu tempo".
A Coleção Norlinda e José Lima "tem vindo a ser apresentada ao público através de exposições produzidas pelo Núcleo de Arte, que têm sido apresentadas na antiga Fábrica da Oliva e em várias outras instituições artísticas nacionais e internacionais", divulgou o Núcleo de Arte. 

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