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Assembleia aprova moção da CDU sobre o acesso à A1 e à A29

FOTO: diana Familiar
FOTO: Direitos Reservados
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As condições de circulação na ligação do IC2 em Arrifana às autoestradas A1 e A29 são “um longo calvário para a população”, descreve a CDU na sua moção.
“Os cruzamentos e os entroncamentos implementados ao longo dos anos, que fluíram para a EN223, associados ao crescente aumento da circulação automóvel, criaram estrangulamentos de circulação que a todos martiriza”, criticou a CDU.
Por isso, a assembleia municipal aprovou unanimemente a moção da CDU sobre o acesso à A1 e à A29 que reclama junto do Governo a realização das obras de requalificação da EN223.
“O Governo anterior chegou a lançar o concurso para a requalificação da EN223”, mas “por razões que se desconhece esta obra ainda não iniciou”, lê-se na moção alterada. Anteriormente, a moção dizia que a obra tinha sido abandonada pelo atual Governo. A CDU concordou em alterar a informação depois de o PS discordar com a frase que considerava não ser verdade. Assim, a moção foi aprovada unanimemente.
Para Rodolfo Andrade, líder dos socialistas, este é “um assunto que deve ser tratado com urgência” e “o atual Governo está com o assunto em cima da mesa”. Os comunistas estavam “perfeitamente convencidos de que a obra estava abandonada. Por que não foi lançada?”, questionou Jorge Cortez em nome da CDU.
O líder do PS não conseguiu avançar com mais “informação detalhada” sobre as obras de requalificação da EN223. O “anterior Governo só lançou o concurso” e “o atual Governo está a trabalhar neste processo para levar às expropriações de terrenos”. “O Governo não abandonou a obra”, salientou o líder de bancada do OS.
Então, “o Rodolfo Andrade está de acordo que por razões que a própria razão desconhece a obra não avançou?”, voltou a questionar Jorge Cortez. A resposta de Rodolfo Andrade não tardou. Se o avanço da obra “significa colocar lá uma máquina então não avançou”. Agora, se “uma obra implica fazer expropriações, negociações, então podemos dizer que já está a avançar. A obra está a avançar”, assumiu o líder dos socialistas.
Perante esta troca de ideias, Ilídio Leite, líder de bancada do PSD, considerou que, “no seu íntimo, o PS está dividido” entre resolver o problema da cidade e proteger o camarada António Costa. A seu ver, é uma “discussão esotérica começar ou não as obras devido às alterações do projeto que podem ser feitas com a obra em curso”, defendeu Ilídio Leite, salientando, em nome dos sociais democratas, “queremos que a questão fique resolvida”.
O deputado independente Zeferino Justo concorda que deve ser feita pressão para que a obra seja levada a cabo pelo Governo. Mas “não é só fazer obra. Penso que mais vale começar mais tarde e bem-feita. Os 3,2 milhões que são para gastar são do bolso das pessoas que andam de bolsos vazios. Por isso, pensar bem antes de começar a obra”, avisou Zeferino Justo.
Os comunistas ficaram “a saber que a obra não foi abandonada”. “Mas vamos tentar ser verdadeiros e por razões que não se conhece, a obra não começa. Não está lá uma enxada”, indicou Jorge Cortez, concordando em alterar o texto da moção, como anteriormente mencionado, para que fosse aprovada unanimemente.
O líder socialista aproveitou o momento para deixar claro que defenderá o camarada António Costa sempre que bem entender desde que não colida com os interesses dos sanjoanenses e de SJM. Tal como “se está a passar neste caso concreto”, frisou Rodolfo Andrade.
Ora, “a obra não foi abandonada, mas transferida para 2018”, concluiu Ilídio Leite, recorrendo a uma intervenção anterior de Rodolfo Andrade sobre a urgência do Hospital de S. João da Madeira.
O ponto da requalificação da EN 223 será abordado hoje, pelas 21h25, na assembleia municipal.

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