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Assembleia Municipal prossegue esta próxima segunda-feira, às 21h15

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Animais “dominam” período destinado ao público

FOTO: Gisélia Nunes
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Assembleia Municipal prossegue esta próxima segunda-feira, às 21h15

O público voltou a comparecer e a fazer-se ouvir nesta última sessão da Assembleia Municipal (AM) de S. João da Madeira. Desta vez, com o tema “animais” a ocupar a maior parte do tempo destinado aos munícipes.
Ana Couto foi a primeira a subir ao púlpito para denunciar o “envenenamento de cinco gatos com remédio dos ratos” nas imediações da EB1 de Fundo de Vila. A sanjoanense, moradora na Avenida do Brasil, perguntou “de quem é a responsabilidade?” e “quantos mais terão de ser assassinados?” para que sejam tomadas medidas por quem de direito. Questionou ainda “para quando a conclusão do albergue para animais errantes e a esterilização dos animais?”.
Por falar em albergue, Ana Couto também não se escusou a lembrar que “foram gastos 70 mil euros do erário público” na construção de muito menos boxes do que aquelas que foram construídas, por exemplo, no município de Albergaria-a-Velha (25) com apenas 30 mil euros. Na sua opinião, isto “é uma afronta à inteligência de qualquer cidadão”.
Seguiram-se Daniel Silva e Luísa Ramalho, os dois também “trazendo à baila” a mesma temática. No caso da segunda, mostrou “desagrado e preocupação” por a proposta da criação de um gatil apresentada pela Ani São-João - Associação dos Amigos dos Animais de S. João da Madeira no âmbito do Orçamento Participativo não ter sido aprovada.

Em defesa da esterilização de cães e gatos

Raquel Pinho, da Ani São-João, deu a saber à AM o despacho 3283/2018 que institui apoios financeiros às esterilizações de cães e gatos efetuadas pelas câmaras municipais, cujos formulários para candidatura já foram disponibilizados pela DGAV (Direção-geral de Alimentação e Veterinária) no seu site. E ainda os contactos que a associação sanjoanense fez, entretanto, junto da Associação de Municípios das Terras de Santa Maria (AMTSM) e do Canil Intermunicipal (CI) da AMTSM.
Dada a ausência de resposta por parte da AMTSM, Raquel Pinho colocou algumas questões a Jorge Sequeira sobre quais os procedimentos encetados a este respeito e salientou que a Ani São-João se ofereceu para trabalhar junto da AMTSM na operacionalização do dito despacho.
Além disso, recordou que existem presidentes de câmara de municípios que partilham com S. João da Madeira o CI da AMTSM que são publicamente contra a Lei n.º 27/2016, o que infelizmente não comunga com a política local do “Abate Zero”.
A título de curiosidade, registe-se que nos emails enviados à AMTSM, a Ani São-João refere que, ao todo, a DGAV disponibilizará 500 mil euros e que cada município terá um financiamento máximo de 15 mil euros.
A associação de proteção animal diz desejar, tal como as congéneres, que esta verba seja despendida rápida e preferencialmente até 30 de novembro deste ano (prazo‑limite de aplicação do despacho), beneficiando o maior número possível de animais, sobretudo fêmeas, pois se este valor for aplicado com eficácia ganhar-se-á a credibilidade necessária para requerer mais financiamento.

“Lamento que [o albergue] ainda não esteja aberto”

“Não é oportuno construir um gatil municipal quando se está a programar um gatil intermunicipal”, disse o presidente da câmara em resposta a Luísa Ramalho, completando: “foi aprovado [recentemente] o projeto de ampliação do CI da AMTSM com vista a mais boxes para cães e a construção de um gatil”.
De acordo com o autarca, foi ainda apresentada uma outra candidatura intermunicipal tendo em vista, desta feita, a esterilização de animais.
Relativamente ao albergue, afirmou: “lamento que ainda não esteja aberto”, contudo, “hoje mesmo o Município submeteu uma candidatura para nos auxiliar a fazer os trabalhos de pavimentação e equipamento” daquele espaço.
Além disso, “a breve trecho vão iniciar-se as obras de vedação e iremos fazer um protocolo com a Ani São-João”.

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