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Comércio tradicional está a aderir ao projeto “São João Nosso”

FOTO: Diana Familiar
FOTO: Direitos Reservados
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A Associação Comercial de S. João da Madeira instalou no dia 5 de dezembro 20 azulejos inteligentes à porta de lojas de comércio tradicional.
Até ao momento, o projeto “São João Nosso” instalou um total de 33 azulejos inteligentes que chegaram para ficar no comércio tradicional sanjoanense.
A meta é “chegar aos 50 azulejos interativos até ao final do ano e depois continuar a crescer”, afirmou Paulo Barreira, presidente da Associação Comercial (AC) de S. João da Madeira (SJM).
Um dos objetivos estratégicos é colocar azulejos interativos em todas as lojas de comércio tradicional da Rua da Liberdade, sendo esta a rua sanjoanense com maior número de azulejos interativos. A AC pretende tornar a Rua da Liberdade na “primeira rua completamente interativa a nível nacional”, revelou Paulo Barreira ao labor.
O projeto “Comércio Nosso”, uma marca que nasceu em Aveiro em 2014 e cresceu até então, já chegou às cidades do Porto (“Porto Nosso”) e de S. João da Madeira (“São João Nosso”) e, mais recentemente, está a arrancar em Lisboa. Mas não é para ficar por aqui, terras lusitanas, a ideia é mesmo chegar às lojas de comércio tradicional portuguesas espalhadas pelo mundo.
O principal intuito deste projeto é contar, divulgar e conservar a história e o espólio do comércio tradicional que caracteriza cada cidade. A ideia é, de certa forma, fazer com que “todas estas cidades acabem por se interligar e que as pessoas que utilizem as plataformas conheçam a oferta e a história de cada cidade”, explicou Inês de Carvalho, mentora do projeto juntamente com Hélder Santos.
O comércio tradicional é “parte da identidade da cidade. Aliás, o comércio é onde
sabemos as histórias mais fabulosas que atravessam de geração em geração e que muitas vezes ficam guardadas, esquecidas”, salientou Inês de Carvalho ao labor.
O primeiro passo do projeto “São João Nosso” é precisamente através da instalação do azulejo inteligente ilustrado com algo simbólico da cidade onde está instalado. No caso de S. João da Madeira, o azulejo tem dentazes que representam a indústria ou não fosse esta a cidade do labor.
As pessoas podem aceder ao conteúdo de cada azulejo através do QR Code ou da tecnologia NFC, uma antena instalada na maioria dos telemóveis que apenas precisa de ser ativada, bastando encostar o dispositivo eletrónico ao azulejo e esperar que ligue diretamente à plataforma do projeto “São João Nosso”. Quem não tiver a oportunidade de consultar o conteúdo através do telemóvel, pode sempre anotar o link inscrito no fim de cada azulejo, inserir num computador e aceder à informação.
Os próximos passos do “São João Nosso” são a plataforma da aplicação, uma loja de venda online dos produtos mais distintos de cada um e a realidade aumentada que permitirá ver o número de lojas de comércio tradicional em cada rua e em cada cidade que integra o “Comércio Nosso”.

O comerciante está “recetivo” e a “dar o benefício da dúvida”

A reação dos comerciantes tem sido positiva ao projeto “São João Nosso” porque “identifica o nosso próprio património industrial, conta-se a história da marca e nós temos a nossa e é valorosa”, contou o presidente da AC sanjoanense.
Neste momento, o comerciante está “recetivo” e a “dar o benefício da dúvida a esta associação constituída por sanjoanenses e que trabalha de forma voluntária para bem do comércio de rua”, assumiu Paulo Barreira, considerando este “voto de confiança” dos comerciantes como “motivador para continuar a desenvolver este tipo de iniciativas”.

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