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Bloco exige solução para o cheiro a “Casqueira”

FOTO: Diana Familiar
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As candidaturas do Bloco de Esquerda (BE) a S. João da Madeira, Santa Maria da Feira e Oliveira de Azeméis “comprometem-se com a população para encontrar uma solução para os impactos que estas empresas – Luís Leal & Filhos e Rogério Leal & Filhos – estão a ter na qualidade de vida destes concelhos”, começou por dizer Moisés Ferreira, deputado do partido eleito pelo círculo de Aveiro para a Assembleia da República (AR), numa conferência de imprensa em frente às unidades fabris.
A petição pública “Cheiro a Casqueira Não!” da autoria de Maria Clara Carvalho, primeira subscritora e criadora do Movimento Cívico Ar Limpo, recolheu 5.100 assinaturas, foi discutida em julho pela AR. Na mesma sessão, três projetos de resolução apresentados por Os Verdes, BE e CDS-PP foram aprovados unanimemente, tal como noticiou a 27 de julho o labor.
“O que dizemos é que com mais força no BE nestas eleições estaremos nos órgãos locais para os quais formos eleitos a reivindicar aquilo que foi aprovado na AR”, prometeu Moisés Ferreira. O BE quer “impedir que a laboração destas duas empresas de transformação de subprodutos animais tenha um impacto negativo na qualidade de vida”. Para isso, “é preciso encontrar formas, métodos e técnicos para colmatar de uma vez por todas esta questão dos cheiros. Seja por implementação de barreiras arbóreas, seja por obrigar as empresas a implementar outro tipo de tecnologia ou instrumentos para evitar a emissão e propagação de odores”. Moisés Ferreira referiu ainda que estas empresas “têm outro impacto de natureza ambiental que é a poluição de linhas de água, algumas que passam aqui perto, como a Ribeira da Lage”. O deputado bloquista criticou também “a forma como as autoridades competentes lidam com este assunto que é uma forma insuficiente em que vêm aqui passam uma pequena multa. Na verdade, o crime compensa”. O BE quer que as autarquias e o Governo atuem sobre o cheiro a “Casqueira”. “Elas devem-se juntar em defesa da população e é preciso que esta empresa faça medidas para acabar com o mau cheiro e poluição”, disse Moisés Ferreira.
A empresa Rogério Leal & filhos esclareceu que não se dedica à transformação de subprodutos animais desde abril de 2011 pelo que "não somos responsáveis por quaisquer maus cheiros ou odores nauseabundos", respondeu em julho deste ano ao labor depois petição “Cheiro a Casqueira Não” e os três projetos de resolução, anteriormente mencionados, terem sido levados à Assembleia da República. A outra empresa – Luís Leal & Filhos – não prestou qualquer tipo de declarações. Ainda assim, “o BE acredita que a duas empresas continuam a ter responsabilidade não só no cheiro a casqueira, mas também, em alguns momentos, de poluição e contaminação de linhas de água”, assumiu Moisés Ferreira.
Acerca deste assunto, Fernando Sousa, candidato do BE à câmara municipal sanjoanense, disse: “penso que tecnicamente com um bom investimento era possível eliminar o cheiro”. Além disso, “a câmara não tem pressionado o suficiente juntamente com outras autarquias”.

BE tem uma proposta para “o regulamento do bem-estar animal”

A candidatura do BE a S. João da Madeira visitou na manhã de sábado o Albergue para Animais Errantes em Casaldelo.
O que viram foi “uma casa com um certo luxo. Penso que é muito pequeno [tem apenas oito jaulas] e caberá lá muitos poucos animais”, afirmou Fernando Sousa ao labor. Isto, em jeito de crítica à “câmara municipal por não estar a respeitar o projeto que saiu vencedor do orçamento participativo municipal [OPM]”.
Recorde-se que, segundo os bloquistas, atualmente existem cerca de 30 animais acolhidos nas instalações junto aos estaleiros da câmara, aos quais acrescem muitos outros animais que estão em família de acolhimento.
Sendo de opinião que as autarquias devem ter um papel fundamental no acolhimento, adoção e promoção do bem-estar dos animais, o BE não só defende a construção do albergue conforme o projeto vencedor do OPM e o aumento da capacidade para animais em isolamento, como também tem uma proposta para “o regulamento do bem-estar animal que inclui o financiamento da castração dos animais, adoção de animais, entre outras coisas”, revelou Hugo Seixas, candidato do partido à assembleia municipal.
Uma proposta válida “não só para os animais que se encontram abandonados na estrada da nossa cidade, mas também para as pessoas que têm animais, mas não podem fazer isso por si só porque pesa no orçamento familiar”, acrescentou Belmira Ferreira, candidata do BE à assembleia de freguesia, ao labor.
Além disso, o BE é também a favor de que se adote a figura do animal comunitário e que se criem locais de bem-estar animal no espaço público.
Para o partido, “o fim do abate de animais nos canis municipais e intermunicipais é um passo importante que foi conseguido a nível nacional e deve ser acompanhado de políticas a nível local que valorizem o bem-estar animal”.

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