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Parlamento discute petição contra “cheiro a Casqueira”

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É já esta quarta-feira que a petição “Cheiro a Casqueira Não!”, promovida pelo Movimento Cívico Ar Limpo, vai ser apreciada em reunião de plenário na Assembleia da República.
Foi com uma Maria Clara Carvalho “sem expetativas” quanto à discussão da petição pública “Cheiro a Casqueira Não!”, agendada para dia 19 a partir das 15h00, que o labor falou na última segunda-feira. A poucos dias da apreciação na Assembleia da República (AR), a autora do documento apresentou-se “sem papas na língua” afirmando que “o relatório final do deputado [à AR] redator Eng. [António] Topa foi um fiasco e nada acrescentou ao que foi apresentado por mim, no âmbito da comissão [Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação]”.
“Fiascos à parte”, a petição está, em seu entender, “no local certo para serem encontradas soluções, haja vontade política para o efeito e não existam interferências de interesses pessoais”. Entretanto, “até lá, resta aos sanjoanenses e freguesias vizinhas passarem mais um verão de janelas fechadas”. E a Maria Clara Carvalho “estar de consciência tranquila de que fiz tudo o que podia fazer, quer como membro da Assembleia Municipal, quer como cidadã”.
Ao nosso jornal, a sanjoanense adiantou que foi convidada a estar presente no debate da próxima semana e que vai marcar presença no Parlamento acompanhada de Rui Ferreira. Trata-se de um advogado, candidato à Junta de Freguesia de Arrifana pelo PS e que também faz parte do Movimento Cívico Ar Limpo.
Maria Clara Carvalho disse ainda que Rui Ferreira “tem levado este assunto à Assembleia de Freguesia da Arrifana, além de já ter feito queixas das descargas poluentes no parque da azenha à Agência Portuguesa do Ambiente”.
Recorde-se, tal como o labor noticiou oportunamente, que a petição “Cheiro a Casqueira Não!” recolheu 5.100 assinaturas e deu entrada a 29 de novembro de 2016 na AR. O principal objetivo é “encontrar soluções definitivas para o cheiro a gorduras animais provenientes de duas fábricas de transformação de subprodutos animais localizadas na freguesia de Arrifana, concelho de Santa Maria da Feira”, lê-se no relatório final.
De acordo com os peticionários, os odores também atingem as localidades de S. Roque (concelho de Oliveira de Azeméis) e as de Arrifana, Fornos, Souto, Mosteirô e Escapães (Santa Maria da Feira), mas “o município de S. João da Madeira é o mais afetado”. Segundo referem ainda, “em S. João da Madeira passou a haver mais casos de doenças respiratórias, julgando ser importante perceber o impacto da laboração das duas empresas na saúde pública, [sendo que] uma das quais passou a ter licença de laboração definitiva em 2014 com validade até 2020”.
A petição pública “Cheiro a Casqueira Não!” vai ser apreciada no dia 19 de julho, a partir das 15h00, em reunião de plenário na Assembleia da República.
A petição pública sobre o cheiro a “Casqueira”, promovida pelo Movimento Cívico Ar Limpo, recolheu 5.100 assinaturas e deu entrada a 29 de novembro do ano passado na Assembleia da República.
O principal objetivo é “encontrar soluções definitivas para o cheiro a gorduras animais provenientes de duas fábricas de transformação de subprodutos animais localizadas na freguesia de Arrifana, concelho de Santa Maria da Feira”, lê-se no relatório final.
“Os odores referidos são intensificados perante determinadas condições atmosféricas, nomeadamente os ventos vindos do Oceano Atlântico do Norte”, referem os peticionários, acrescentando que “o município de S. João da Madeira é o mais afetado, sendo que, no entanto, os odores atingem também as localidades de S. Roque, do município de Oliveira de Azeméis, e as de Arrifana, Fornos, Souto, Mosteirô e Escapães, do município de Santa Maria da Feira”.
Os peticionários “invocam que em S. João da Madeira passou a haver mais casos de doenças respiratórias, julgando ser importante perceber o impacto da laboração das duas empresas na saúde pública, uma das quais passou a ter licença de laboração definitiva em 2014 com validade até 2020” e “referiram ainda que esta é uma preocupação de todo o distrito, mencionando um estudo recente da qualidade do ar que revelava que 36% da poluição ali existente é proveniente dos odores, ultrapassando o CO2 dos automóveis”, segundo o relatório final.

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