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A sanjonanese aceitou este novo desafio profissional e espera regressar brevemente com um novo espetáculo à sua terra natal

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António Cabrita e São Castro são os novos diretores artísticos da Companhia Paulo Ribeiro

FOTO: Direitos Reservados
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A sanjonanese aceitou este novo desafio profissional e espera regressar brevemente com um novo espetáculo à sua terra natal

A dupla criativa São Castro e António Cabrita aceitou ser os novos diretores artísticos da Companhia Paulo Ribeiro.
O convite foi feito pelo próprio Paulo Ribeiro “pouco tempo depois” de ter sido nomeado para ser diretor artístico da Companhia Nacional de Bailado, disse São Castro, ex-atleta da Associação Desportiva Sanjoanense (ADS), ao labor.
Tanto António Cabrita como São Castro ficaram “muito surpresos” com o convite que foi “completamente inesperado”, confessam os bailarinos e coreógrafos, admitindo que tiveram de “refletir” e “ponderar várias questões pessoas e profissionais” antes de aceitar este desafio que “acarreta uma enorme responsabilidade”.
Após “uma conversa com o Paulo Ribeiro” “tivemos a certeza de que queríamos aceitar este desafio e fazer dele o nosso foco para os próximos tempos”, afirmam António Cabrita e São Castro.
Os bailarinos e coreógrafos sentiram na conversa com Paulo Ribeiro “a confiança que ele tem em nós enquanto dupla criativa e a enorme vontade que ele tem de preservar a continuidade e desenvolvimento da Companhia Paulo Ribeiro, entregando-a para isso a novos criadores que transportam para o seio da companhia perspetivas artísticas diferentes”.
Os novos diretores artísticos apresentaram a nova temporada deste ano da Companhia Paulo Ribeiro na semana passada, através de uma conferência de imprensa, no estúdio da companhia no Teatro Viriato em Viseu.
Os artistas António Cabrita e São Castro ainda agora assumiram as novas funções na Companhia Paulo Ribeiro e “não podíamos estar mais entusiasmados com os próximos meses”, assumem ao labor.
A nova temporada da Companhia Paulo Ribeiro fica marcada pelas três novas criações e pelo ciclo de workshops de formação em dança contemporânea.
Além dos diretores artísticos, os corógrafos Leonor Batara e Pualo Ribeiro também vão criar para a Companhia Paulo Ribeiro em 2017.
Os bailarinos e coreógrafos António Cabrita e São Castro vão criar a sua primeira peça “Um Solo para a Sociedade” na Companhia Paulo Ribeiro com estreia a 9 de junho no Teatro Viriato. “Gostaríamos muito de ter a oportunidade de apresentar este solo e/ou peças da Companhia Paulo Ribeiro ao público sanjoanense”, confidenciaram os artistas, especialmente São Castro tendo em conta a sua “relação pessoal com S. João da Madeira”.
Os novos diretores artísticos avançam também com a reposição do repertório criado nos últimos dois anos pela Companhia Paulo Ribeiro com a digressão de peças criadas pelo próprio Paulo Ribeiro em 2015 e 2016.
A peça “A Festa (da Insignificância)” em que António cabrita e São Castro são intérpretes será apresentada em Bourdeaux, França. Já a digressão de “Ceci n’est pas un film. Um dueto para Maçã e Ovo” começa em Torres Vedras, continua em Coimbra, Porto, Lisboa e termina no Funchal.

São Castro prefere que “o futuro se vá desvendando, naturalmente, e em respeito pelo tempo do presente e do passado”

Por um lado, dirigir a Companhia Paulo Ribeiro – uma referência no panorama nacioal e internacional da dança contemporânea – “implicará preservar um repertório desenvolvido, maioritariamente pelo Paulo Ribeiro como coreógrafo, ao longo dos últimos 20 anos, salvaguardando essa identidade artística da companhia”. Por outro, “potenciar a criação artística de outros autores e criadores, dando-lhes todas as condições favoráveis à criação através da estrutura da companhia”, deram a conhecer os diretores artísticos as suas novas funções na companhia.
António Cabrita e São Castro terão ainda de “criar estratégias de formação para um público geral interessado em dança contemporânea através da criação de projetos que propiciem o desenvolvimento e o interesse da comunidade para este género de expressão artística tão universal que é a dança”.
A Companhia Paulo Ribeiro continuará a ser uma estrutura residente do Teatro Viriato em Viseu. Uma cidade que é “cada vez mais incontornável no campo cultural português com um público exigente muito graças ao trabalho desenvolvido desde 1998 a Companhia Paulo Ribeiro e o Teatro Viriato e, mais recentemente, o Lugar Presente, também fundado pela companhia, com ensino articulado de dança”, salientou a dupla criativa, considerando que “a articulação desenvolvida entre estas três estruturas permite reunir em Viseu condições muito favoráveis ao desenvolvimento da dança contemporânea portuguesa”.
A agenda de António Cabrita e São Castro durante este ano será dividida entre Lisboa e Viseu. Uma vez que quando receberam os convites já tinham assumido compromissos enquanto intérpretes das peças “Play False” e “Rule of Thirds”.
Por último, mas não menos importante, quisemos saber quando é que São Castro regressa às suas origens. A própria achou “curioso” essa questão porque “não penso muito no futuro a longo prazo”, respondeu ao labor.
A bailarina e coreógrafa sanjoanense prefere que “o futuro se vá desvendando, naturalmente, e em respeito pelo tempo do presente e do passado”, sempre fiel à premissa de “concentrar-me em fazer o meu melhor em tudo a que me proponho fazer, seja quando ou onde for e, para isso, preciso de sentir que tenho condições favoráveis para que seja possível”.

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