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A Autoridade Nacional de Proteção Civil divulga as medidas de prevenção a tomar com a descida de temperaturas nos próximos dias

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Tempo “frio” e “seco” até sábado

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A Autoridade Nacional de Proteção Civil divulga as medidas de prevenção a tomar com a descida de temperaturas nos próximos dias

A temperatura começou a descer a partir de terça-feira à noite, dia 17 de janeiro, levando a tempo “frio” e “seco” até sábado em todo o país, segundo a informação enviada pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), depois do contacto a 16 de janeiro do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), às redações.
“Os valores de temperatura mínima deverão variar aproximadamente entre 0o e 4o C, na
generalidade do território, e será significativamente mais baixa nas regiões do interior, em
particular nas regiões do Norte e Centro, onde poderá descer até - 8o C”. Já “os valores da temperatura máxima não deverão ultrapassar os 8o a 12o C no litoral oeste e no interior sul, sendo ligeiramente superior na costa sul do Algarve (entre 12o e 14o C) e significativamente inferior no interior Norte e Centro, onde os valores não deverão ultrapassar
5o/6o C”, lê-se no comunicado enviado pela ANPC.
Desde terça-feira até hoje, quinta-feira, o vento tem soprado “mais
intenso, em geral de intensidade moderada, forte nas terras altas, o que acentuará o desconforto térmico sentido pela população”, acrescentou a mesma fonte.
A ANPC lança o alerta sobre “efeitos expectáveis” face ao anteriormente descrito. Tal como, “intoxicações por inalação de gases, devido a inadequada ventilação, em habitações onde se utilizem aquecimentos com lareiras e braseiras;
incêndios em habitações, resultantes da má utilização de lareiras e braseiras ou de avarias em circuitos elétricos;
eventual formação de gelo em troços de estradas com ensombramento permanente; e especial atenção com os grupos populacionais mais vulneráveis, crianças, idosos e pessoas portadoras de patologias crónicas e população sem-abrigo”.
O impacto destes feitos “pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações”, avisa a ANPC.
As medidas de prevenção são “que se evite a exposição prolongada ao frio e às mudanças bruscas de temperatura; o uso de várias camadas de roupa, folgada e adaptada à temperatura ambiente; a proteção das extremidades do corpo (usando luvas, gorro, meias quentes e cachecol); e a ingestão de sopas e bebidas quentes, evitando o álcool que proporciona uma falsa sensação de calor”, segundo comunicado.
A ANPC salienta “especial atenção” com “a proteção em termos de vestuário por parte de trabalhadores que exerçam a sua atividade no exterior, e evitar esforços excessivos resultantes dessa atividade” e com “os aquecimentos com combustão (ex. braseiras e lareiras), que podem causar intoxicação devido à acumulação de monóxido de carbono e levar à morte”.
Nestes dias, os cidadãos devem “assegurar uma adequada ventilação das habitações, quando não for possível evitar o uso de braseiras ou lareiras;
evitar o uso de dispositivos de aquecimento durante o sono, desligando sempre quaisquer aparelhos antes de se deitar;
ter em atenção a condução em locais onde se forme gelo na estrada, adotando uma condução defensiva;
especial atenção por parte das famílias e vizinhos, e das redes sociais de proximidade, com as situações de pessoas idosas ou em condição de maior isolamento; e
estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança”, concluiu a ANPC em comunicado.

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