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Arthur Borgnis classificou a Coleção Treger Saint-Silvestre como “uma das mais belas coleções do mundo” ao labor

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Obras de Arte Bruta em filme de cineasta francês

Algumas das obras de Artur Bruta da Coleção Treger-Saint Silvestre expostas no Núcleo de Arte da Oliva
FOTO: Diana Familiar
O cineasta francês Arthur Borgnis
FOTO: Direitos Reservados
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Arthur Borgnis classificou a Coleção Treger Saint-Silvestre como “uma das mais belas coleções do mundo” ao labor

As obras de Arte Bruta da Coleção Treger-Saint Silvestre vão entrar num filme do cineasta francês Arthur Borgnis que esteve a fazer filmagens até ontem, quarta-feira, no Núcleo de Arte da Oliva na Oliva Creative Factory.
O cineasta francês está “a visitar todas as coleções importantes de Arte Bruta no mundo. Agora veio aqui porque a nossa coleção privada é uma das maiores coleções de Arte Bruta”, deu a conhecer António Saint Silvestre em exclusivo ao labor.
As obras de Arte Bruta da Coleção Treger-Saint Silvestre vão estar entre outras espalhadas pelo mundo neste filme de hora e meia que será exibido, para já, nas televisões Suíça, Alemã e Francesa.
O cineasta francês Arthur Borgnis classificou a Coleção Treger Saint Silvestre como “uma das mais belas coleções do mundo. Não tenho dúvida sobre isso. Este local (o Núcleo de Arte) é único no mundo porque é o único com uma coleção privada totalmente dedicada à Arte Bruta. Então é único no mundo”.
A coleção chama-se “Mitologias Individuais” e “é isso que caracteriza a Arte Bruta. Os artistas são pessoas que vivem um pouco à margem da vida porque têm problemas mentais ou outros. Eles inventam o mundo e depois exprimem esse mundo através do desenho e da fotografia, esculturas, etc. Eles vivem num mundo paralelo criado por eles mesmos”, descreveu António Saint Silvestre.
Os colecionadores Richard Treger e António Saint Silvestre ficaram “contentíssimos” por terem escolhido incluir a sua coleção privada.
“Posso dizer-lhe que todas as pessoas importantes da Arte Bruta vieram aqui ao Núcleo de Arte. E também lhe posso dizer que há muitas pessoas de S. João da Madeira que não puseram aqui os pés”, lamentou António Saint Silvestre ao labor.
A razão poderá ser a “falta de interesse nas coisas. As pessoas em geral não se interessam em arte. Acho que falta comunicação, mais divulgação não só mas para além de S. João da Madeira”, assumiu o colecionador.
“Nós tivemos uma galeria de arte em Paris durante 25 anos, acumulamos mais de 1.000 obras e durante anos emprestamos obras para museus do mundo inteiro até surgiu oportunidade de as expor aqui no Núcleo de Arte”.
As obras da Coleção Treger Saint Silvestre já estiveram numa exposição em Lisboa e agora vão para Aveiro. Os colecionadores receberam um convite de Madrid que devido a problemas de comunicação ficará para concretizar no próximo ano.
“O que é importante que as pessoas saibam é que quando pedem peças emprestadas a um museu é porque elas têm qualidade”, sublinhou António Saint Silvestre ao labor.

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