a informação essencial
Pub
Partilha

Rondando os 100 mil euros, apoio camarário mantém-se “praticamente inalterado” há 20 anos

Tags

Câmara desafiada a atualizar subsídio anual dos bombeiros

FOTO: Gisélia Nunes
Partilha

Rondando os 100 mil euros, apoio camarário mantém-se “praticamente inalterado” há 20 anos

Aproveitando a sua presença na cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira (AHBVSJM), Carlos Coelho desafiou o presidente, bem como os restantes membros do executivo municipal, “a ficarem na história” “como os autarcas que, ao fim de 20 anos, terão oportunidade de responsavelmente deliberar uma atualização justa e correta do subsídio anual”. Este mantém-se “praticamente inalterado” há cerca de duas décadas, levando o líder diretivo da AHBVSJM, na passada segunda-feira, a questionar o porquê disto acontecer.
Ainda a propósito, o dirigente reeleito disse entender que “esta medida deverá ser acompanhada da elaboração e assinatura de um contrato-programa entre ambas as partes, no qual fique claramente expresso o que a câmara municipal quer no futuro dos seus bombeiros para a cidade, bem como as verbas que disponibiliza para o cumprimento desses pedidos”.

Esta é “a altura de pensarmos mais à frente!”
Na sua ótica, esta é “a altura de pensarmos mais à frente! Até porque este ‘status quo’ atual que se vive nos bombeiros está a caminhar muito rapidamente para o fim da linha. Muitos dos nossos autarcas já o compreenderam e têm vindo a trabalhar as coisas no sentido de garantir um futuro estável, proporcionando melhores condições e atualizando os subsídios aos seus bombeiros”.
“Senhor presidente - prosseguiu o responsável - S. João da Madeira já perdeu muito terreno. Sei, como todos nós sabemos, que ainda agora chegou à câmara municipal, mas gostaria de sensibilizá-lo e de solicitar a sua contribuição para que S. João da Madeira não fique para trás no que aos bombeiros diz respeito”. Até porque, conforme referiu, será menos “pesado” para os cofres do Município “apoiar mais e melhor os bombeiros que temos do que, num futuro mais ou menos próximo, o custo de vários milhões de euros anuais com um corpo de bombeiros municipais”.
Na ocasião, Carlos Coelho também deu a conhecer a quem estava no salão nobre do quartel sede alguns dos projetos e ideias que ele e a sua equipa têm em mente concretizar nos próximos três anos, o que aliás já tinha adiantado ao labor logo após as eleições da AHBVSJM. O “número 1” da direção há quase 20 anos voltou a falar da execução da segunda fase da ampliação e requalificação do quartel operacional, uma obra importante para “suprir insuficiências [de instalações e condições] sentidas atualmente”.
Note-se que com esta intervenção orçada em “mais de 200 mil euros” e que só poderá ir avante com “uma boa contribuição da câmara municipal e de alguns mecenas e da indústria e comércio locais”, a AHBVSJM pretende, por exemplo, aumentar a capacidade logística (passar a ter cozinha, refeitório e churrasqueira), criar uma oficina e espaços de lavagem auto, bem como uma sala de crise e gabinetes de proteção civil municipal, entre outros objetivos.
Na mira estão, igualmente, a “remodelação da frota automóvel [concretamente ao nível das ambulâncias]”; a profissionalização a 100% dos serviços da Central de Telecomunicações; uma nova campanha de angariação de associados e, durante este ano, uma ação de reatualização e consequente remuneração dos sócios atuais: a criação de condições que permitam a constituição de uma segunda Equipa de Intervenção Permanente (EIP); etc..

Município sensibilizado para apoiar “soldados da paz”
Presente pela primeira vez num ato solene da AHBVSJM desde que foi eleito, Jorge Sequeira foi outro dos intervenientes da noite, não poupando elogios à associação humanitária de que em tempos foi diretor.
Em resposta a Carlos Coelho, o autarca assegurou que “a câmara e todas as forças vivas da sociedade estão mobilizadas no apoio” a esta instituição de S. João da Madeira. Aliás, e no que à autarquia diz respeito, “no Orçamento Municipal de 2018 está já previsto um aumento de cerca de 30% do subsídio para os bombeiros voluntários [reforço de 30 mil euros] para financiamento da parte que lhe compete da Equipa de Intervenção Permanente [EIP]”. Isto é, “para pagar metade dos ordenados dos elementos da EIP e encargos com Segurança Social e seguro”, como esclareceu, por sua vez, Carlos Coelho ao jornal à margem da sessão.
“Mas não vamos ficar por aqui”, sublinhou o edil, acrescentando que “está em estudo e preparação um regulamento municipal para atribuição de benefícios aos bombeiros” e que “estamos disponíveis para estudar outras formas de apoio”.
Jorge Sequeira assumiu ter a perfeita noção que “os bombeiros voluntários são o nosso principal agente de Proteção Civil”. Tanto é assim que “já estamos a trabalhar ativamente” em conjunto.
“Já colaborámos na atualização do Plano Municipal de Emergência (…). Brevemente convocarei a Comissão Municipal de Proteção Civil para levar à prova final a revisão” do dito plano, enumerou assim alguns exemplos desse trabalho em parceria.
Nesta assembleia-geral conduzida pelo novo presidente, Ângelo de Sousa, depois de empossado, ouviram-se ainda o seu antecessor Domingos Ferreira; o Comandante Distrital de Operações de Socorro (Codis) de Aveiro, António Ribeiro; o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Aveiro, Marco Braga; e o comandante do corpo ativo da AHBVSJM, Normando Oliveira.

Comentários

Pub

Notícias relacionadas