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Médico fez turno de 24 horas na Urgência

FOTO: Arquivo Labor
FOTO: Arquivo Labor
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No Hospital de S. João da Madeira

O Serviço de Urgência Básico (SUB) do Hospital de S. João da Madeira estará com falta de médicos, segundo informação que chegou ao labor.
Neste momento, o SUB tem dois médicos a realizar turnos de 12 horas (12h00/20h00 e 20h00/12h00), cada um no Hospital de S. João da Madeira.
Um desses médicos terá completado no dia 29 de dezembro o seu turno de 12 horas e regressado no dia seguinte, 30 de dezembro, para realizar mais um. Esse mesmo médico entrou às 8h00 do dia 30 e só saiu às 8h00 do dia seguinte, 31 de dezembro, completando assim um turno de 24 horas seguidas.
A razão estará relacionada com a ausência de um outro médico para completar o turno seguinte, segundo fonte ligada ao centro hospitalar.
A situação terá sido reportada à diretora clínica e ao conselho de administração (CA) do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEDV) que agrega os Hospitais de S. João da Madeira, Santa Maria da Feira e Oliveira de Azeméis.
“O que se está a passar é a exploração do século XXI. Não é uma coisa normal”, afirmou a fonte ligada ao centro hospitalar, adiantando que muitos médicos estarão desagradados com a possibilidade de a contratação dos seus serviços passar a ser feita através de uma empresa privada e com valores pagos à hora inferiores aos valores pagos até então.
De acordo com a mesma fonte, um baixo-assinado por médicos ligados ao CHEDV contra ao anteriormente mencionado terá sido entregue ao CA.
“Muitos médicos não têm disponibilidade este mês de janeiro porque a administração queria contratar uma empresa privada para poder assumir a contratação dos médicos para todo o centro hospitalar”. O que “está mal. Quem devia fazer contratação era os recursos humanos do hospital porque é a entidade patronal”, considerou a mesma fonte ao labor.
A falta de médicos também estará a ser sentida no Hospital de S. Sebastião em Santa Maria da Feira e no Hospital de S. Miguel em Oliveira Azeméis que integram juntamente com o Hospital de S. João da Madeira o CHEDV, assegurou a fonte ligada ao CHEDV.

Médico faltou devido a “doença súbita” e “não terá sido possível, em cima da hora, colmatar a ausência”
O SUB do Hospital de S. João da Madeira tem “a sua equipa definida de acordo com o que está legalmente estatuído”, começou por responder o CHEDV, explicando que as escalas dos profissionais de saúde dos seus três serviços de urgência são definidos pelos responsáveis dos serviços (áreas médicas, de enfermagem, de técnicos de diagnóstico, de assistentes técnicos e de assistentes operacionais) e “incluem os profissionais do quadro da instituição, aos quais se juntam, no caso da área médica, um conjunto de profissionais em regime de prestação de serviços”.
“O CHEDV programa sempre as escalas respeitando as dotações de pessoal. Infelizmente, em determinadas situações pontuais, somos confrontados com ausências não programadas de pessoal (por doença súbita, por motivos atendíveis, como falecimento de familiares, assistência a menores dependentes, etc), as quais são comunicadas com pouca ou nenhuma antecedência. Sempre que isso sucede procuramos preencher essas faltas, alocando profissionais de outros serviços para colmatar essas falhas inesperadas”, continuou em resposta ao labor.
“A situação que se refere enquadra-se nessa situação (doença súbita de um profissional) e não terá sido possível, em cima da hora, colmatar a ausência com outro profissional, apesar de todos os esforços efetuados”, justificou o CHEDV acerca do sucedido na urgência do Hospital de S. João da Madeira.
Acerca dos médicos em regime de contrato de trabalho e em regime de prestação de serviços, o CHEDV informou que “no caso daqueles que têm vínculo em regime de prestação de serviços, a maioria assumiu contrato diretamente com o CHEDV e os restantes são contratados através de uma empresa de serviços médicos com a qual formalizamos um contrato na sequência de um concurso público efetuado para o efeito”. “Os preços pagos aos médicos que prestam serviços em regime de prestação de serviços, nos Serviços de Urgência do CHEDV, não são definidos pela nossa instituição, mas sim determinados por documento legal (Despacho n.º 5346/2017, - Diário da República n.º 116/2017, Série II de 2017-06-19)”, concluiu o CHEDV ao labor.



 

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