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Superação passará pela "colaboração local, distrital e nacional", pelo "evitar de erros do passado" e pelo "encontro do caminho que nos levará novamente à liderança da cidade"

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Susana Lamas lidera PSD em "tempos difíceis"

FOTO: Diana Familiar
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Superação passará pela "colaboração local, distrital e nacional", pelo "evitar de erros do passado" e pelo "encontro do caminho que nos levará novamente à liderança da cidade"

A primeira mulher a liderar o PSD de S. João da Madeira, Susana Lamas, tomou posse ao fim da tarde do dia 19 de maio, juntamente com a restante equipa, na Sanjotec.
Um local que representa o "excelente legado" deixado pelo PSD e a "inovação" que o partido precisa para este "novo quadro político", disse Susana Lamas.
O PSD depois de liderar os destinos da cidade sanjoanense durante 16 anos de forma ininterrupta, os últimos quatro coligados com o CDS-PP, perdeu a liderança para o PS nas eleições autárquicas de 2017. Agora, a coligação ocupa o lugar de oposição. E neste que é considerado "um tempo político difícil" para o partido, em particular, e de descredibilização da classe política, em geral, "deparamo-nos com tantos companheiros e amigos", constatou a nova líder do PSD, deixando o comprometimento de que "tudo faremos para merecer o apoio de todos os militantes e simpatizantes".
Susana Lamas quer fazer "mais (interna e externamente) pelo PSD", ser "capaz de atrair novos militantes" e ser "uma alternativa credível, competente, séria e exigente à governação".
Entre as primeiras medidas estão a aposta num conselho estratégico essencial para a construção e prosperidade do Município sanjoanense e a entrega de 20 cartões a novos militantes. Já de olhos postos nas eleições europeias e legislativas, "precisamos de todos sem exceção", apelou Susana Lamas, assumindo que o PSD "não tem tarefa fácil" pela frente, "mas acreditamos que é possível".
Nos próximos quatro anos "não vamos ficar agarrados ao passado, não vamos ficar cristalizados no presente, mas pensar o futuro", adiantou a nova líder do PSD sobre estes "tempos difíceis" cuja superação passará pela "colaboração local, distrital e nacional", pelo "evitar de erros do passado" e pelo "encontro do caminho que nos levará novamente à liderança da cidade". Um caminho em que "contamos com todos" e "todos podem contar connosco", concluiu Susana Lamas.
O PSD está "bem consolidado" no distrito de Aveiro, mas "temos de continuar essa consolidação", indicou Salvador Malheiro. O presidente desta distrital falou de três objetivos "claros“. Eles são as eleições europeias, legislativas e, ainda que distantes, as eleições autárquicas. Acerca destas últimas, "sabemos que têm de ser preparadas com alguns anos de antecedência e não tanto na véspera eleitoral", apontou Salvador Malheiro, destacando, para já, o facto de o PSD ter "a sua base de ação assente na credebilidade em seriedade, competência e coragem", características que reconheceu no discurso de Susana Lamas e no novo líder do partido Rui Rio.
O presidente da distrital de Aveiro do partido demonstrou disponibilidade para "ajudar o PSD a ser poder em S. João da Madeira" porque, a seu ver, só com ele ao poder será possível "o desenvolvimento e a qualidade de vida aos sanjoanenses".

“As europeias vão ser o primeiro grande susto de António Costa“
A intervenção de Manuel Castro Almeida começou com a distinção entre as ideologias da esquerda e da direita, mas ideologias à parte, acabou por focar as atenções nos resultados das últimas eleições autárquicas.
“Eu não estou assim tão destreinado porque vivi muitos anos na oposição em S. João da Madeira“, declarou Manuel Castro Almeida, presidente da câmara desde 2001 a 2013, altura em que passou a liderança a Ricardo Figueiredo até 2016. “Quando éramos oposição e ganhámos a câmara éramos a terceira força. Passámos para a maioria absoluta. Já estamos melhor, passámos a segundo para ser autarca. Não há impossíveis“, recordou o vice-presidente do PSD nacional.
O resultado das últimas eleições autárquicas “não é drama nenhum, é a vida“ até porque “nada é eterno“, considerou Manuel Castro Almeida.
Agora “temos de fazer bem o papel de oposição: não temos de fazer a quem hoje é poder o que não queríamos que nos fizessem a nós“, considerou o vice-presidente do PSD.
O antigo presidente da câmara partilhou com os presentes o que um amigo seu socialista, sem identificá-lo, lhe disse: “a vida não está fácil para a câmara porque já está tudo feito“. No entendimento de Manuel Castro Almeida, “devia querer dar elogio e desculpar a atuação da câmara“. “Quando este loteamento (Sanjotec) foi feito estavam previstos mais edifícios iguais a estes, tendo as condições subterrâneas para continuar. A pensar assim não fazíamos isto. É preciso visão, arrojo, vontade“, incitou o vice-presidente do PSD.
Manuel Castro Almeida quis dar a conhecer a sua visão sobre como o PSD pode “vir a ganhar as próximas eleições“ que passa por “desfazer alguns mitos criados na sociedade portuguesa“. O primeiro mito é o de que António Costa já ganhou as eleições e o PSD perdeu. “As europeias vão ser o primeiro grande susto de António Costa. Abre-se o caminho para disputar taco a taco as eleições legislativas de 2019“, afirmou Manuel Castro Almeida. Os outros mitos estão relacionados com a descida do défice, a estabilização das contas públicas e o crescimento económico.
No meio de tudo isto, “um ponto que não pode passar despercebido“ é “a criação de um conselho estratégico“. “Uma estrutura que vai correr o país inteiro para encontrar boas soluções para o país. Vamos começar a ter o PSD a formular propostas alternativas e a mostrar ao país como se faz diferente e melhor“, adiantou Manuel Castro Almeida.

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