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“Oferta que veio em tempo oportuno” para “servir um propósito com muita utilidade”

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Câmara entregou carro novo aos agentes do Escola Segura

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“Oferta que veio em tempo oportuno” para “servir um propósito com muita utilidade”

O primeiro carro do Programa Escola Segura (PES) chegou à reforma depois de 20 anos e 200 mil quilómetros ao serviço da Polícia da Segura Pública (PSP) de S. João da Madeira.
A câmara municipal entregou no dia 16 de maio, Dia da Cidade, uma viatura híbrida aos agentes, José Rodrigues, mais conhecido como Tonecas, e Celestino Rodrigues, deste programa.
A câmara municipal tem “obrigações” nas áreas da “educação” e da “segurança” pelo que decidiu “dar nota desta necessidade da PSP”, um “parceiro decisivo em muitas ações”, que foi “bem acolhida na comunidade escolar”, deu a conhecer o presidente Jorge Sequeira.
Por isso, a câmara municipal cedeu com “muita honra e orgulho” a nova viatura à PSP que é uma entidade portadora de um “comportamento e profissionalismo exemplar”, disse Jorge Sequeira.
A nova viatura é uma “oferta que veio em tempo oportuno” para “servir um propósito com muita utilidade” que é o Programa Escola Segura, afirmou o superintendente Serafim Tavares, Comandante do Comando Distrital da Polícia de Aveiro (CDPA), depois de um agradecimento pelo gesto em nome da PSP, não escondendo o espanto por Jorge Sequeira mal ter “tomado posse tomar esta decisão que é de admirar”.
A nova viatura esteve no centro das atenções, mas não só. Um mural da autoria dos artistas Diego Manjate e Sérgio Paiva também despertou as atenções dos presentes.
A comissário Rosa Maria Gomes conversou com os dois artistas a propósito de uma parede da esquadra que queria “humanizar”, relembrou Diego Manjate. Uma vez que a ideia estava relacionada com o Programa Escola Segura, os artistas associaram à mesma a sua mascote, o Falco. Só que os artistas precisavam de mais para trabalhar o longo mural. Então decidiram adicionar “valores” como “a liberdade, a justiça, o rosto do agente Tonecas e o Falco”, explicou o artista Diego Manjate.
O processo de construção deste mural durou cerca de dois meses desde o seu esboço num papel até à sua projeção na parede para desenhar e depois pintar. Os materiais foram cedidos por empresas e particulares.

Programa existe há 20 anos em S. João da Madeira
O PES começou em 1992 a nível nacional e em 1998 na esquadra da PSP de S. João da Madeira.
As visitas começaram com “o agente Rosas a ir a pé e depois de mota às escolas em 1996 e continuou com o agente Macieira”, recordou o agente José Rodrigues ao labor.
A pessoa que viria a ser escolhida para ser “o rosto” do PES em 1998. Ele começou por estar à frente deste programa sozinho. Dos primeiros contactos jamais, esquece um em que entrou na sala de aula da professora Maria Henrique em Casaldelo. “Bates à porta, os miúdos viram a polícia e fogem para a beira da professora. Tal e qual. A presença da polícia no meio estudantil era rara. A polícia era o bicho mau. Até me assustei. Não foi fácil entrar, haver aproximação e mudar a ideia que tinham da polícia”, relembrou o agente José Rodrigues, principalmente “quando chegas a casa e os pais dizem que se não fazes qualquer coisa chamam a polícia”.
O que começou por ser assustador deixou de o ser e é há muito tempo algo normal para a polícia e para a comunidade escolar. O agente José Rodrigues acabou por ser conhecido como o agente Tonecas, devido à sua personalidade extrovertida e ao programa “As lições do Tonecas”, durante os 20 anos de serviço no PES.
No espaço de tempo em que olha e analisa o passado e o presente, o balanço é “espetacular. Não haja dúvida de que é o melhor programa que a polícia tem, o programa que fez com que aproximasse mais o cidadão da polícia e a polícia do cidadão. Nós lidamos com os assistentes, professores, alunos, pais, avós, lidamos com toda a gente nas escolas”, explicou o agente José Rodrigues ao labor.
Com uma carreira ainda pela frente não se imagina a fazer outra coisa. “Não me imaginava a fazer outro serviço. Não quer dizer que não saiba e não possa fazer, mas claro que não imagino fazer outro serviço que não seja lidar com a juventude”, confessou o agente José Rodrigues.
“Eles veem em nós um amigo, confiam em nós. Contudo, eles sabem distinguir quando vamos numa ação de sensibilização e quando vamos para atuar. Nós, elementos do PES, somos os melhores amigos que têm pelo bem, mas pelo mal temos de fazer o nosso papel e há certas e determinadas coisas que não podemos deixar passar”, esclareceu o mesmo ao labor.

Sucesso resulta da “relação aberta” entre a polícia e as escolas
Os agentes José Rodrigues e Celestino Rodrigues são a dupla Rodrigues do PES que não hesita em descrever este trabalho como difícil, mas muito gratificante.
“Tem de se gostar daquilo que se faz, tem de se ser humano, sensível, compreensivo”, admitiu José Rodrigues sobre o que é preciso para o PES, um programa em que “acho que nunca tivemos tão bem como estamos este ano a nível de alunos e problemas nas escolas”. Entre os problemas “temos o consumo de estupefacientes, em pequeno número, mas descansamos os pais porque estamos atentos e os casos estão referenciados”, informou ao labor.
Enquanto o agente José Rodrigues é extrovertido, o agente Celestino é mais sério, acabando por serem um complemento.
“Por norma, um trabalha de manhã, outro à tarde, mas praticamente não cumprimos o horário estabelecido porque fazemos muito mais horas que não são pagas”, contou agente José Rodrigues. Como “não temos hipótese de visitar todas as escolas”, “andamos muito mais em cima do ciclo e das secundárias, levando os programas de sensibilização às primárias. Qualquer problema, somos logo contactados pelas escolas”, contou ao labor.
O sucesso do PES resulta da “relação aberta” entre a polícia e as escolas, responde imediatamente o agente José Rodrigues, acrescentando que o programa conta com a colaboração de outros agentes para a entrada e saída de alunos nas escolas.
O agente Celestino Rodrigues começou por trabalhar na patrulha, depois noutros programas, nomeadamente no Comércio Seguro e na toxicodependência na esquadra da PSP de S. João da Madeira.
O PES “não é um trabalho fácil porque trabalhar com os jovens e adolescentes e todos os problemas que possam ter não é a mesma coisa que trabalhar com adultos”, revelou o agente Celestino Rodrigues. Contudo, é “um trabalho gratificante e que nos faz rejuvenescer e não nos deixa envelhecer”, reconheceu ao labor.
O carro novo é “top”, “uma boa aquisição” e “uma boa ajuda para o PES”, consideraram os agentes. Neste momento, “o que faz mais falta ao programa se calhar é ter outro tipo de meios como um computador porque trabalhamos com este desde 2004 e um outro meio de contacto como um telemóvel com um número oficial para o PES da PSP de SJM”, adiantou o agente Celestino Rodrigues ao labor.


O Programa Escola Segura
O contacto entre a escola e a polícia começou com o agente Rosas em 1996, continuando mais tarde com o agente Macieira
O Programa Escola Segura é implementado oficialmente em 1998 na PSP de S. João da Madeira
O agente José Rodrigues passa a ser o “rosto” deste programa em 1998
O agente Dias junta-se ao agente Rodrigues durante 10 anos neste programa
O Programa Escola Segura conta com a dupla José Rodrigues e Celestino Rodrigues desde 2008

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