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“Nunca foi nossa intenção desvalorizar ou subtrair a oposição desta discussão que é entendida como estrutural”, reconheceu o presidente da câmara Jorge Sequeira

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“A forma como o assunto foi tratado não foi positiva”

FOTO: Direitos Reservados
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“Nunca foi nossa intenção desvalorizar ou subtrair a oposição desta discussão que é entendida como estrutural”, reconheceu o presidente da câmara Jorge Sequeira

A transferência de instalações da Junta de Freguesia de S. João da Madeira para os Paços da Cultura começou por ser tema na Assembleia de Freguesia, depois na Assembleia Municipal e, na semana passada, na reunião de Câmara.
A forma como foi dada a conhecer “ultrapassa uma certa linha” do relacionamento estabelecido até então entre o executivo e a oposição, na ótica de Paulo Cavaleiro. “A forma como o assunto foi tratado não foi positiva”, acrescentou o vereador da oposição. Uma vez que esta decisão não era um desígnio do programa eleitoral socialista, “merecia por si só uma conversa com a oposição”, considerou Paulo Cavaleiro.
“Acho que a câmara não está a ponderar todos os prós e contras” porque “uma coisa deste género merecia um cuidado maior”, insistiu o vereador da coligação PSD/CDS.
Paulo Cavaleiro recordou o facto de existir uma Loja do Cidadão no edifício onde estão localizadas a junta e a câmara. “Uma luta difícil para tê-la em S. João da Madeira, antes de outros concelhos do Norte, estando até disponível para receber este investimento o Centro Comercial”, disse o vereador da oposição, para quem o cidadão ficará “pior servido” devido ao afastamento destes “serviços complementares. A junta é que vai ficar melhor servida de instalações”. “Devia de ser o cidadão primeiro”, incitou Paulo Cavaleiro, acrescentando que “os Paços da Cultura foram financiados para outro uso”. Aliás, a seu ver, este espaço seria “mais adequado” para receber a Casa da Memória, uma das promessas eleitorais dos socialistas.
“Nunca foi nossa intenção desvalorizar ou subtrair a oposição desta discussão que é entendida como estrutural. Uma prática que temos é a conversa de assuntos estruturais”, reconheceu o presidente da câmara Jorge Sequeira. Acerca deste assunto, o que está “conversado, mas não definitivamente acordado, vamos fazer um protocolo, é que continuará a funcionar o espaço informático, a galeria, a venda de bilhetes e outras coisas poderá ser assegurada pelos funcionários da junta de freguesia”, respondeu Jorge Sequeira. “Atendendo às demais questões, tendo em conta a procura da junta de freguesia, não parece que (a transferência) vá afetar os serviços,” até porque a “ideia é colocar um novo serviço nas atuais instalações da junta de freguesia, tornar mais visitado os Paços da Cultura e recuperar uma funcionária que será muito importante noutros serviços do Município”, informou o presidente da câmara, aceitando as opiniões inversas.

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