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Sobrevivência da comunicação social em causa

FOTO: Direitos Reservados
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Numa intervenção na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, Susana Lamas, deputada à Assembleia da República eleita pelo PSD, exigiu recentemente ao ministro da Cultura medidas que normalizem o processo de atribuição de incentivos à comunicação social regional e local, depois de “falhas cometidas” “em 2016 e 2017”.
Segundo nota de imprensa enviada ao labor, a parlamentar social-democrata recordou a Luís Castro Mendes que o que está em causa é a própria sobrevivência do setor, que, em seu entender, “merece ser valorizado e tratado com maior dignidade”.
Na ocasião, a também membro da Assembleia Municipal de S. João da Madeira afeta à coligação PSD/CDS-PP ainda retomou o problema em torno da Lusa, questionando o conhecimento do ministro acerca da “impossibilidade de cumprir o contrato de serviço público, devido a um conjunto de cativações, assim como à constante falta de resposta de pedidos de contratações e investimentos, que põe em causa ao normal funcionamento da agência”.


Susana Lamas também em defesa do setor social
Desta feita, intervindo numa audição ao ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, José Vieira da Silva, a deputada à AR apelou a uma maior atenção ao setor social.
Entre outras questões, de acordo com o comunicado recebido pelo nosso semanário, Susana Lamas “apontou o dedo” à burocracia associada ao processo de distribuição dos cabazes alimentares e que também tem sido a causa do encerramento de várias cantinas sociais.
De igual modo, abordou a dívida à Segurança Social, lamentando que não tenha “havido relatório da conta, sendo importante conhecer esses números, para termos noção das tendências da Segurança Social, designadamente a componente da dívida”. E quis saber com o que podem contar as instituições no que toca ao quadro comunitário de apoio, sublinhando a “importância do mapeamento de equipamentos sociais”.
A outro nível, Susana Lamas referiu a sinistralidade laboral, que “tem muitos impactos relativamente as consequências sociais e humanas e à destruição da própria vida profissional”.
Revelando dados da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), adiantou que em 2017 se registaram menos 23 vítimas mortais do que em 2016, mas mais feridos graves. Mesmo assim, no ano passado, morreram 115 pessoas e 315 ficaram feridas com gravidade, números que a levaram a perguntar “o que está a ser feito neste âmbito, designadamente no que diz respeito ao recrutamento de inspetores [da ACT]”.

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