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Auditoria à Águas de S. João não agradou a todos

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A apreciação da resposta aos quesitos relativos à Águas de S. João foi levada à assembleia municipal depois desta ter pedido uma auditoria a esta empresa municipal no mandato anterior.
A resposta chegou, mas “peca por tardia”, reagiu Rodolfo Andrade, em nome da bancada socialista, que, no mandato anterior, “insistiu dezenas, centenas de vezes e de várias formas e maneiras” sobre a realização de uma auditoria à Águas de S. João. Aos olhos dos socialistas existem “erros e incorreções no funcionamento da empresa” exemplificando com o caso mais recente em que cobrou a água com base num tarifário que ainda não tinha entrado em vigor.
Um grupo de trabalho constituído por um elemento de cada uma das bancadas do mandato anterior (PSD, PS, CDU, Movimento Independente SJM Sempre) elaborou as questões colocadas ao auditor. As respostas apuradas pelo auditor no seguimento da auditoria à empresa municipal não satisfizeram os socialistas. O relatório tem “perguntas sem resposta, respostas vagas e pouco esclarecedoras”, afirmou Rodolfo Andrade, sugerindo uma nova reunião do grupo de trabalho com o presidente da câmara, um representante interno da Águas de S. João e o auditor da empresa contratada para realizar a auditoria e a criação de um novo grupo de trabalho. Também questionou o valor pago pelo anterior executivo por esta auditoria, mas Jorge Sequeira não estava em condições de dar uma resposta a pronto. O deputado Artur Nunes, do PS, demonstrou a mesma insatisfação em relação às respostas dadas às questões colocadas pelo grupo de trabalho sobre a Águas de S. João.
O conteúdo do relatório correspondeu ao que era esperado por Jorge Cortez, atribuindo a responsabilidade sobre a auditoria ao grupo de trabalho e não ao executivo anterior. Os principais problemas desta empresa municipal são o algoritmo, a legalidade dos escalões e emissão de faturas em excesso ou em demasia, indicou Jorge Cortez, lembrando que recentemente foram emitidas 13 faturas quando o ano tem apenas 12 meses, mas em tempos também foram emitidas menos de 12 faturas.
A reunião de um novo grupo de trabalho deve de ser “acautelada” para não voltar a acabar a trabalhar “em espiral”, salientou o deputado comunista.
A bancada da coligação PSD/CDS vai “continuar a acompanhar o dossiê” da água, disse Susana Lamas, considerando que este relatório apresenta todas as respostas às questões colocadas. “Quando não temos as respostas que queremos as respostas estão erradas”, incitou a deputada em nome da coligação, concordando ainda com a criação de um novo grupo de trabalho para acompanhar a Águas de S. João.
A insatisfação dos deputados em relação ao relatório levou o presidente da câmara a disponibilizar-se para pedir a presença do perito para que possa esclarecer os deputados que integraram o grupo de trabalho no mandato anterior. Depois de ter lido o relatório, Jorge Sequeira está “a analisar profundamente” o documento, adiantando, desde já, que uma das questões a ser tratada a “breve trecho” é a “divulgação de informação no site da empresa sobre os benefícios para seniores”.
A criação de uma comissão para análise do relatório foi aprovada com 20 votos favoráveis (12 do PS e oito do PSD/CDS) e uma abstenção da CDU.

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