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Junta acusada de falta de “assertividade”

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A transferência de competências da câmara municipal para a junta de freguesia (JF), as instalações e as despesas de manuntenção do Parque de Nossa Senhora dos Milagres são “assuntos em aberto”, que continuam sem resposta desde 2015. Na última sessão da Assembleia de Freguesia (AF) de S. João da Madeira, que teve lugar no Fórum Municipal, Paulo Silva (PS) trouxe a público estes três temas recorrentes, cuja resolução, em seu entender, tem vindo a arrastar-se no tempo porque “a câmara PSD tem boicotado o executivo da junta que é do PS”.
“Boicotes à parte”, a verdade é que, segundo o socialista, “esta junta tem o nosso voto de confiança que hoje sai reforçado pela forma como tem vindo a liderar e pelas iniciativas que tem vindo a promover ao longo destes quatro anos”. Casos das atividades desportivas no parque, Passeio Anual Sénior, Passeio Cultural Sénior, Orçamento Participativo (OP), Picadinha, etc..
Paulo Silva, entretanto, continuou “em defesa da sua dama” recordando que a JF, “com tão parcos recursos, foi o primeiro órgão a avançar com o OP em S. João da Madeira”.

“Os parcos recursos são de sempre”

Da bancada do PSD não tardou a surgir Jorge Duarte. Segundo este membro da AF ligado ao “partido laranja”, “os parcos recursos são de sempre”, “daí termos de dar mérito também às JF anteriores”. Juntas que promoveram algumas atividades que, entretanto, tiveram continuidade com a atual junta, como, por exemplo, a “Picadinha”, Passeio Anual Sénior, Encontro de Ilustração, entre outras. “Esta junta fez algumas e deixou de fazer outras”, afirmou.
Quanto à transferência de competências da câmara para a JF, Jorge Duarte defendeu que “compete à JF ter capacidade de intervenção para conseguir essas competências”. Aliás, em seu entender, se esta situação se mantém “é porque a JF não foi assertiva o suficiente”.
Paulo Silva “voltou à carga” não só para dizer que “assertividade” foi coisa que não faltou a este executivo, mas também para esclarecer que “nunca falei mal das juntas anteriores, apenas falei destes últimos quatro anos”.
Relativamente aos passeios seniores, “aqui está a diferença entre a esquerda e a direita. É impossível combater o isolamento sénior em apenas dois dias [como era política de anteriores executivos]”. Este problema é agora combatido com várias iniciativas que se estendem ao longo do ano (Passeio Anual Sénior, Passeio Cultural Sénior, TermalSénior, idas à praia, etc.), conforme referiu o jovem do PS.
Por falar em idas à praia, Victor Cabral lembrou que “há pessoas que já não são capazes de conduzir”. Por isso, esta iniciativa “quebra isolamento. Isto é ação social”, sublinhou o socialista, acrescentando que “a junta de freguesia cria multiplicadores que ajudam o Estado a poupar dinheiro”.

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