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Presidente da câmara suspende obra no Parque Ferreira de Castro

FOTO: Diana Familiar
FOTO: Diana Familiar
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O “alerta” foi dado por Teresa Correia. Segundo a vereadora do PS, o Parque Municipal Ferreira de Castro, em S. João da Madeira, “está um verdadeiro caos”, estando-se “em meados de junho e as pessoas a não poderem usufruir daquele espaço” verde do concelho.
A socialista disse ao presidente da câmara municipal querer “acreditar que dali vai sair alguma coisa”. Mas a verdade é que neste momento “não sei que acompanhamento está a ser feito [à obra]” e isso preocupa-a. Não fosse aquela, no seu entender, “uma situação prioritária”.


“Quero que [o parque] seja o mais natural possível”
O próprio Ricardo Figueiredo é de opinião que o Parque Ferreira de Castro como está não está bem. Tanto que, na sequência da visita ao local a 16 de maio último, dia de elevação de S. João da Madeira a cidade, e outras duas posteriores que fez acompanhado por técnicos camarários, “resolvi suspender a obra por um curto espaço de tempo, que será iniciada após revisão de alguns detalhes de arquitetura”.
Para o edil, “mais vale parar, pensar e corrigir”, uma vez que, na sua ótica, “há ali um conjunto de linguagens e materiais [parque infantil, fonte, monumento a Ferreira de Castro, esculturas, café, sanitários, bancos em granito, bancos de jardim em madeira, etc.] que são completamente diversos e não se adequam”.
Aliás, um dos objetivos é que “a intervenção permita a escorrência de águas pluviais sem que haja impacto visual demasiado notório”. Ricardo Figueiredo quer que “[o parque] seja o mais natural possível”, “simplificar a paisagem”.
Recorde-se que, além da reflorestação do espaço, o projeto de requalificação inicial previa a resolução dos problemas de drenagem que levam lama à alameda central e aos parques de jogos, assim como intervenção nos equipamentos, entre os quais o parque infantil. Um investimento de 100 mil euros, que seria realizado em duas fases e deveria ter sido concluído em 2016.

“Dissemos que o projeto era uma aberração”
A vereação do “partido da rosa” congratulou-se por o edil sanjoanense “ter suspendido a obra para se rever o projeto”. Até porque “nunca é tarde para corrigir o que está mal”, afirmou Ricardo Silva, que, no entanto, aproveitou o momento e o tema para avivar a memória da maioria e “dar umas alfinetadas”.
“Em reunião de câmara dissemos que o projeto era uma aberração” e que, por exemplo, “a nível de sanitários, dissemos que era imperioso reabilitar as casas de banho”, “atirou”, lamentando, de seguida, “o tempo que se perdeu com aquele projeto”.

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