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Amanhã, Sexta-feira Santa, a partir das 21h30, no Parque de Nossa Senhora dos Milagres, 18 grupos da Paróquia “dão alma e vida” a uma tradição local com quase 20 anos

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Via Sacra no Parque para assinalar o Centenário de Fátima

FOTO: Direitos Reservados
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Amanhã, Sexta-feira Santa, a partir das 21h30, no Parque de Nossa Senhora dos Milagres, 18 grupos da Paróquia “dão alma e vida” a uma tradição local com quase 20 anos

Este ano, a Via Sacra não vai ser, como é habitual, nas ruas da cidade de S. João da Madeira, mas sim nas imediações da Capela de Nossa Senhora dos Milagres. Nesta zona do Parque de Nossa Senhora dos Milagres já há 14 cruzes de pedra, representando as estações da Via Sacra, o que obviamente “tira” algum trabalho à organização, mas a razão da mudança de local é outra.
A ideia da Irmandade do Santíssimo Sacramento (ISS) - que, em colaboração estreita com o pároco de S. João da Madeira, organiza a Via Sacra há cerca de três anos - é assinalar localmente o Centenário das Aparições de Fátima que se celebra este ano.
Em conversa com o labor, Isménio Fernando e Alfredo Correia, ambos pertencentes à ISS, falaram desta que é uma das tradições religiosas mais acarinhadas pelos sanjoanenses e que já tem - imagine-se - 18 anos. Isménio Fernando, que também integra o Grupo de Leitores, apontou “5 de março de 1999” como a data mais provável da primeira Via Sacra. “Começou pela mão do Grupo de Assistência Paroquial, com o senhor Ribeiro e a esposa, dona Glória”, completou.
Isménio Fernando não fez parte do grupo organizador nesse primeiro ano, mas logo no ano seguinte foi convidado e, desde então, “fiz as procissões da Via Sacra até 2005”. Altura em que “o Padre Domingos [Milheiro] chamou-me e pediu-me para assumir a totalidade da organização, que foi o que fiz até ter [desde há aproximadamente três anos] também a colaboração da Irmandade do Santíssimo”.


“Mantemos a tradição religiosa. Não queremos tornar isto num espetáculo”
Esta Sexta-feira Santa, a partir das 21h30, no Parque de Nossa Senhora dos Milagres, vai ser feito então mais um exercício espiritual que ajuda quem o faz a reviver a paixão e morte de Jesus Cristo. Na impossibilidade de o Padre Domingos Milheiro presidir à Via Sacra, devido a problemas de saúde, “é o Padre [Augusto] Farias das Missões de Cucujães” que o vai fazer.
“Mantemos a tradição religiosa. Não queremos tornar isto num espetáculo”, assegurou Alfredo Correia, acrescentando que “a vivência [que proporcionam às pessoas] é mais próxima da realidade de há 2.000 anos” do que aquela que terão em outras partes do país onde também são feitas Vias Sacras.
Em relação aos figurantes, vão ser “entre 70 a 90”, distribuídos pelas várias estações. Segundo Isménio Fernando “participam praticamente todos os movimentos da Paróquia”. A saber: Mensagem de Fátima, Irmandade do Santíssimo Sacramento, Grupo de Leitores, Movimento de Cursilhos de Cristandade, Catequese da Adolescência, Curso para Matrimónio, Grupo Missionário, LOC, Capela de Casaldelo, Grupo de Vicentinos e de Assistência Paroquial, Franciscanos e Carismáticos, Capela do Parque, Catequese Infantil, Capela de Santo António, Capela do Parrinho e Grupo de Jovens.
E a estes juntam-se o Agrupamento de Escuteiros e os Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira – o primeiro para “abrir a procissão” e os segundos, não só para prevenção, mas também para, “através de três dos seus clarins, darem solenidade ao momento em que Jesus Cristo morre”.
Além disso, a Irmandade do Santíssimo Sacramento conta com o apoio logístico da câmara municipal e, igualmente, da junta de freguesia, que “limpou aquela zona do Parque” para a cerimónia de amanhã. Também a PSP de S. João da Madeira colabora com os organizadores desta celebração.
Em termos de público, Isménio Fernando e Alfredo Correia estão esperançados que poderão vir a assistir à Via Sacra “cerca de 4.000 pessoas”. Isto, a julgar pelo número contabilizado por alto no ano passado.


Padre Milheiro não preside à Via Sacra deste ano
Por o Padre Domingos Milheiro ainda se encontrar em período de convalescença, é um congénere das Missões de Cucujães, o Padre Farias, quem vai presidir à Via Sacra desta próxima Sexta-feira Santa. De qualquer modo, o pároco sanjoanense, há já 18 anos, pensa “em voltar ao ativo” e, quando isso acontecer, pretende, por exemplo, “completar as obras da Capela de Santo António [que ainda não estão concluídas] ” e inaugurar a Capela do Parrinho, que “ainda não foi inaugurada, porque não tivemos pressa e porque entretanto adoeci”.
Na quinta-feira passada, o reverendo de 76 anos recebeu o labor na sua casa para falar de como a Paróquia de S. João da Madeira vive a Páscoa. “Estamos a falar de uma paróquia muito grande, não só em termos de habitantes, mas também de participantes nas celebrações, nos movimentos, na catequese”, etc., que “vive intensamente a Páscoa”, afirmou.
Aproveitando a conversa com o nosso semanário, ainda fez questão de dirigir uma mensagem aos seus paroquianos: “Que todos se encontrem com Deus e realizem o objetivo do tempo da Quaresma, que é a conversão do coração, da mente e das atitudes. E que as práticas penitenciais do jejum e da abstinência, da esmola e da oração sejam frequentes, exatamente, para dar valor à vida cristã de cada um”.

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