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Bispo D. António Taipa presidiu à dedicação da Igreja do Parrinho

FOTO: Fernando Aguiar
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A Igreja de Nossa Senhora de Fátima foi oficialmente inaugurada no dia 13 de maio, domingo passado, no Parrinho.
A receção aos convidados aconteceu das 16h00 às 17h00 até quando o Bispo D. António Taipa presidiu à dedicação da igreja e do altar da Igreja de Nossa Senhora de Fátima do Parrinho.
Se os presentes pareciam muitos cá fora, antes de abrirem a igreja, a confirmação deu-se quando entraram todos para a eucaristia.
Os 270 lugares sentados estavam todos ocupados, tiveram de colocar algumas cadeiras nas laterais e depois do último banco da igreja e muitas outras pessoas ficaram de pé. Por isso, é certo que 300 ou mais pessoas assistiram à inauguração oficial da Igreja do Parrinho.
Entre os presentes estavam Álvaro Rocha, atual pároco sanjoanense, Domingos Milheiro, pároco sanjoanense cessante, e outras figuras da Igreja da região. Um momento que contou com a presença do presidente da câmara Jorge Sequeira, acompanhado do vice-presidente José Nuno Vieira e das vereadoras Irene Guimarães e Paula Gaio, de Manuel Castro Almeida, ex-presidente da câmara municipal, e Paulo Cavaleiro e Fátima Roldão, vereadores da oposição.
A seguir à dedicação da igreja e do altar e à eucaristia, procedeu-se ao descerrar da placa que simboliza a inauguração da Igreja do Parrinho.
O pároco Álvaro Rocha focou a sua intervenção em duas palavras: “feliz” e “responsabilizado”. A primeira é “feliz” porque “sinto-me um felizardo por chegar aqui e ter uma igreja tão bonita, bela e pródiga de celebrações para dedicar. Sinto-me um homem feliz. Quero partilhar esta alegria convosco. Primeiro, com o padre Domingos Milheiro e com a comissão - seja zeladora, seja de fábrica e com toda a paróquia - que tanto lutou por esta obra. Depois com todos vós aqui presentes”, disse o pároco da cidade.
E, a segunda, “responsabilizado” porque “ter nas mãos esta capela significa cuidar dela, mas preciso de vós. Quero pedir que continuemos como hoje, juntos, próximos, exatamente como Maria nos quer. A mãe quer a família junta, empenhada, a crescer. Só Deus sabe que recompensa segundo a largueza do nosso coração”, pediu Álvaro Rocha.
O processo envolto da Igreja do Parrinho “levou tempo, levou realmente tempo demais. Fomos envelhecendo e fomos continuando”, reconheceu Joaquim Alves, em nome da comissão zeladora. À parte disso, “não só me sinto feliz, mas responsável”, assumiu Joaquim Alves, aproveitando o momento para “agradecer a todos que ajudaram a construir esta capela”. O membro da comissão zeladora deixou um agradecimento especial a Manuel Castro Almeida pelo facto de ter estado “empenhado desde a primeira hora em que conseguíssemos este projeto” e à Fábrica da Igreja que “deu luz verde para trabalharmos”.
Já aos presentes, Joaquim Alves passou o testemunho da responsabilidade. “Vocês são os responsáveis da capela a partir de hoje. Eu fiz o que pude, já não tenho nenhum cabelo preto”, indicou o membro da comissão zeladora. Por último, um “agradecimento a todos os elementos da pequena comissão, companheiros de luta”. Quando toda a gente pensava que Joaquim Alves tinha passado o testemunho da responsabilidade, afinal ele apenas estava a partilhá-lo, porque vontade de ajudar e fazer mais não lhe falta. “Podeis contar comigo se aparecer outro sítio para fazer uma capela”, concluiu o membro da comissão zeladora.

“A religião é ligação”

O presidente Jorge Sequeira, em nome da Câmara Municipal de S. João da Madeira, demonstrou ser com “muita honra e devoção que nos associamos ao ato de dedicação desta capela. Um dia muito importante para a nossa comunidade. A cidade vai ficar enriquecida espiritualmente por poder fruir deste espaço para celebrar a mensagem cristã”.
“De uma forma ou de outra, todos nos revemos na mensagem de esperança por um mundo melhor, paz, apoio aos desfavorecidos e aos pobres que está inerente ao exemplo de Jesus Cristo”, continuou o presidente da câmara, relembrando que “o Padre Álvaro Rocha disse numa das eucaristias a que fui assistir que a religião é ligação”. E de facto “a religião liga as pessoas e no nosso país, terra, a religião católica tem desempenhado esse papel de ligação entre sanjoanenses e portugueses”, assumiu Jorge Sequeira.
O Município está “indelevelmente ao lado da liberdade de culto, religiosa e deseja colaborar vivamente com todos os que estão lado a lado com projetos de paz, esperança e por um mundo melhor”, revelou o autarca, saudando a comunidade católica local, os seus antecessores, em especial Manuel Castro Almeida, e a comissão, em especial Domingos Milheiro e Joaquim Alves.
Jorge Sequeira terminou a intervenção com votos de que a Igreja do Parrinho “marque a vida da nossa terra e seja espaço de muitas felicidades”.

“Fico feliz por verificar união de esforços para que as coisas aconteçam”

Do ponto de vista de D. António Taipa, “tentar explicar ou comentar o que aconteceu é reduzido”. Ainda assim decidiu fazê-lo. “Gostei muito de cá vir presidir a esta celebração da dedicação da igreja e do altar que é profundamente significativa porque é uma celebração quase se sente interiormente. Por isso, para mim é sempre uma felicidade muito grande presidir a esta celebração”, confessou o Bispo auxiliar do Porto.
No âmbito do ato a que presidiu, D. António Taipa verificou aquilo que deve de ser sentido numa visita pastoral, estando a realizar a mesma durante esta semana em S. João da Madeira. O Bispo auxiliar constatou “o encontro com todas as instituições que servem, fundamentalmente, a paróquia e a câmara municipal, e eventualmente a junta, que provam como servindo a mesma gente, por razões diversificadas, objetivos diversos devemos entendermo-nos como complementares”. Aliás o D. António Taipa destacou o quão “bom” é que “as pessoas e as gentes sintam e verifiquem que aqueles que estão ao seu serviço de uma ou outra vertente se dão bem na prestação e serviços”. “Por isso, fico feliz por verificar união de esforços para que as coisas aconteçam”, completou o Bispo auxiliar do Porto. A cerimónia terminou com um jantar convívio, seguido do terço e um concerto com o órgão de tubos na Igreja do Parrinho.

O primeiro casamento da Igreja do Parrinho

O jovem casal Raquel Barbosa, natural da Mourisca (S. João da Madeira), e Renato Rodrigues, natural de S. Martinho (Oliveira de Azeméis), celebraram o sacramento do casamento no dia 12 de maio, pelas 12h00, na Igreja do Parrinho. O que à partida tem tudo para ser um ato normal celebrado numa igreja, é, mas tem um fator diferenciador. O casamento de Raquel Barbosa e Renato Rodrigues foi o primeiro casamento na Igreja do Parrinho.
“Eu fiz a catequese e todo o meu percurso ligado à igreja na antiga Capela do Parrinho. Por isso, tinha todo o sentido em celebrar naquele preciso local o nosso casamento”, revelou Raquel Barbosa ao labor.
A celebração do casamento naquele espaço que fez parte da sua infância e adolescência contribuiu, e muito, para “uma sensação muito boa e uma emoção muito grande” num dos dias mais importantes da sua vida, confidenciou a jovem sanjoanense. As instalações da Igreja do Parrinho são “fantásticas. Um espaço simples, mas com muito simbolismo”, exteriorizou Raquel Barbosa ao labor.

Capela provisória do Parrinho inaugurada há 34 anos

Devido ao aumento da população, a Capela provisória do Parrinho foi inaugurada a 13 de maio de 1984. O Padre Moura Aguiar rezou uma missa campal e a capela foi consagrada à Nossa Senhora de Fátima. Nesse mesmo dia foi constituída uma comissão, constituída pelo Padre Moura Aguiar (falecido), o Padre Domingos Milheiro, Joaquim Alves, Augusto Rodrigues, Laurinda Rodrigues, Ivânio Correia, Luís Castro (falecido) e Laurinda Castro, para a construção da capela.
A licença da obra foi aprovada em 2006, mas ficou na gaveta até 2010. A Comissão da Fábrica da Igreja deu “luz verde” para a obra a 24 de março de 2010. A obra começou a 15 de setembro de 2010. A primeira missa foi celebrada a 15 de setembro de 2012. Depois, a comissão teve de esperar mais quatro anos para resolver os problemas de urbanização e obras exteriores.
Os problemas de saúde do Padre Domingos Milheiro levaram a que a dedicação da nova igreja fosse realizada aquando da chegada do novo pároco Álvaro Rocha.
A Capela do Parrinho é da autoria dos arquitetos J. Teixeira de Sousa e José Carlos Sousa e tem capacidade para cerca de 300 pessoas.
O espaço tem 270 lugares sentados, mais aqueles que ficam de pé, duas salas de catequese, secretaria, arquivo, sanitários e torre para sino. O mobiliário é constituído por um altar em mármore, o sacrário em madeira dourada, o ambão, a cadeira do padre e os bancos para os fiéis. A destacar as peças criadas gratuitamente pelo artista Victor Costa, um Cristo em bronze instalado no altar e os dois vitrais à entrada. A capela também tem equipamento para transmitir as missas em circuito televisivo, tal como aconteceu no dia da dedicação da igreja e do altar, e o sino é coordenado via eletrónica. A Capela do Parrinho custou cerca de 500 mil euros, mais cerca de 100 mil euros para mobiliário e 189 mil euros para os arranjos exteriores.

Desde 1984 a 2018

Comissão zeladora da Capela do Parrinho

Padre Aguiar (falecido)
Padre Domingos Milheiro
Joaquim Alves
Augusto Rodrigues
Laurinda Rodrigues
Ivânio Correia
Luís Castro (já falecido)
Laurinda Castro

Padre Aguiar entregou a chave da capela a Joaquim Alves em 1984

A inauguração da Capela provisória do Parrinho a 13 de maio de 1984 foi presidida pelo Padre Moura Aguiar perante “cerca de 1.000 pessoas”, recordou Joaquim Alves, membro da comissão zeladora, ao labor.
“O Padre Aguiar no fim da inauguração deu-me a chave e disse-me: olha rapaz, ficas agora incumbido de fazer uma capela nova”. E assim foi. Joaquim Alves e os restantes elementos da comissão para a construção da capela “sempre” tiveram “a ideia de fazer uma capela nova”, revelou ao labor.
Um projeto apoiado desde a primeira hora pelo pároco Domingos Milheiro, substituto do antecessor Moura Aguiar.
Por curiosidade, Joaquim Alves tem a chave da Capela do Parrinho desde 1984 até então.
Os 25 anos da Capela do Parrinho também receberam a presença de muita gente. A inauguração da nova Capela do Parrinho contou com “mais de 300 pessoas”, confirmou Joaquim Alves ao nosso jornal.

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