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Entrevista a Adelino Calhau, presidente da Banda de Música

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Futuro da instituição mais antiga do concelho “está nas mãos dos jovens”

FOTO: Rui Guilherme
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Entrevista a Adelino Calhau, presidente da Banda de Música

Adelino Calhau é o “homem do leme” há quase uma década daquela que é, ao mesmo tempo, a instituição mais antiga do concelho e uma das filarmónicas com mais jovens do país. Com este mandato, para que foi reeleito recentemente, é o quinto que cumpre como presidente da direção da Banda de Música de S. João da Madeira.
Com a sua equipa diretiva, este sanjoanense de gema de 59 anos, que já chegou a morar na Ponte mas que agora vive na Quintã, já conseguiu uma sede condigna para a agremiação musical, assim como “impor ordem” onde ela pura e simplesmente não existia.
A nível associativo, há ainda a salientar que, com apenas 22 anos, começou a organizar as Festas do S. João da Ponte e que depois disso nunca mais parou. Já lá vão quase 38 anos desde que integrou a primeira comissão, 18 dos quais à frente da das Festas da Cidade.
Adelino Calhau estudou até ao 12.º ano “na atual Serafim Leite” e também praticou andebol na Sanjoanense até aos 18 anos. Modalidade que teve de abandonar devido a “uma lesão no joelho”.
Começou a trabalhar com os pais, que tinham dois talhos. Entretanto, casou-se e com o casamento pensou em mudar de profissão, passando a dedicar-se ao comércio de peles, área na qual ainda se encontra hoje. Em termos profissionais, também esteve à frente de um restaurante da cidade “20 e tal anos”.

Acabado de ser reeleito para mais um mandato à frente da direção, Adelino Calhau quer continuar a apostar na juventude. E dos projetos que ainda quer concretizar há um que destaca: “Não me sai da cabeça a ideia de criar uma orquestra sinfónica”

Pelo que já ouvimos falar de si, o Adelino tem uma “veia de associativismo”?
Sim. Sempre gostei destas coisas do associativismo. Aliás, acho que tenho um defeito muito grande, que é agarrar-me às coisas. Havia de me soltar. Mas, pronto, reconheço que ando aqui [na Banda de Música de S. João da Madeira (BMSJM)] porque gosto.

Refere-se à instituição mais antiga do concelho?
Sim. A data oficial da sua fundação é 7 de outubro de 1863. Mas mesmo antes de estar legalizada a Banda já trabalhava.

Está ligado à BMSJM há quantos anos?
Vou para o meu quinto mandato. Vou começar o meu nono ano como presidente da direção (cada mandato tem duração de dois anos). Antes, a minha única ligação à BMSJM resumia-se à sua contratação para as Festas da Cidade.

Como surgiu o convite para assumir a presidência da direção?
A direção que me antecedeu, presidida pelo senhor Normando Oliveira, só estava a gerir a BMSJM até aparecer uma nova equipa diretiva. Eles queriam sair. E um dia o Dr. Paulo Cavaleiro, da câmara, disse-me que tinha de ir tomar conta da Banda.
Inicialmente disse-lhe que não, pois achava que a instituição estava bem entregue. Depois, de saber que o Sr. Normando ia sair, convidei um amigo que faleceu há pouco tempo, o Jaime Oliveira, para “pegarmos” na BMSJM, que na altura me disse: “Tu és tolo, já temos muito que fazer”. Mas depois lá acabámos por aceitar o desafio.

“Acho que chegou o momento de dizer as verdades”

Está arrependido por ter agarrado este “desafio”?
O meu discurso é sempre pela positiva, mas acho que chegou o momento de dizer as verdades. Isto deixa-nos exaustos, é muito problemático. É bom lidarmos com muita juventude, mas há pessoas que não são organizadas. Dou-lhe como exemplo a seguinte situação: chegarmos ao momento de partir para uma saída, para uma festa qualquer, e estar um músico a ligar-me para dizer que lhe falta o chapéu ou que se esqueceu do casaco.
Nós temos de ter tudo organizado para não haver falhas e eles passam a vida a falhar. Eles aqui sabem que se lhe faltarem o chapéu já não entram na formatura. Tem de haver regras. Hoje penso que todos têm muito respeito por mim, mas inicialmente não era assim.

O Adelino teve de conquistar esse respeito?
Sim. Mas olhe que inicialmente foi muito difícil. Depois de ter chegado aqui, foram 18 elementos embora (16 músicos e dois professores). O Sr. Normando quando me entregou as chaves, na passagem de testemunho, disse-me: “Olhe, só desejo que consiga aquilo que não consegui: meter a mão nestes indivíduos, que não há quem meta as mãos neles”.

Mas isto porquê? Porque eram pessoas já, por si só, difíceis de lidar? Ou porque deixaram-nas andar na BMSJM sem regras?
Os 18 que foram embora foram por iniciativa própria. Fizemos uma assembleia com os pais e até propus que se quisessem seria eu a ir-me embora. Estavam convencidos que isto ia ser como eles queriam, mas não foi.
A BMSJM dava-lhes professores gratuitos (não pagavam nada para aprender). À maior parte dava também instrumento. Dava-lhes farda, incluindo sapatos e isso tudo. E depois quando tínhamos uma saída, por exemplo quando a autarquia nos convidava para ir ali ao jardim municipal e, na mesma altura, havia uma atividade de uma banda qualquer que era remunerada, eles deixavam a nossa Banda para ir ao outro lado.

Não tinham sentido de responsabilidade?
Sim, é isso. Foi então que comecei a impor que quem tocasse aqui não tocava noutro lado. Ainda temos alguns músicos de fora que vão tocar aqui e acolá, mas os da casa não. Os da casa só tocam cá.
Penso que como bairrista que sou, como sanjoanense que sou, defendo a instituição. E acho que os músicos tinham por obrigação de a defenderem ainda mais do que eu. Isto é deles, não é meu. Eles é que aprendem música, que ainda ganham algum dinheiro quando temos atuações em festas.

Ou seja, quando há cerca de 10 anos chegou cá deparou-se com um cenário de “desordem”.
Pronto. Estavam habituados assim. A antiga direção já foi embora porque não conseguia pôr mão neles.

Passado todo este tempo, qual é o balanço que faz? Conseguiu impor respeito?
Ao fim de dois anos, já tinha conseguido impor respeito. Isto tinha de “dar tábuas ou casqueiras”. Não podia ser de outra maneira. Quem está cá sabe que tem de ser assim. Sabe que há regras para cumprir. Por vezes, lá vem um ou outro que se esquece disto e daquilo. Mas nada como antigamente.

Neste momento a filarmónica é composta por quantos músicos?
63 Músicos. Já tivemos menos e já pensámos em ter 65. Mas há sempre um ou outro que falha.

Certamente que não falamos apenas de músicos de S. João da Madeira (SJM).
Infelizmente tivemos de recorrer a músicos de fora, porque os de SJM vão para outros lados. Temos também jovens das freguesias vizinhas.

Músicos de que idades?
O mais novo deve ter 11 anos. Não é de SJM, com muita pena minha, mas já é dotado. O mais velho é o Álvaro, que deve ter 60 e tal anos.

Estamos perante uma Banda de Música (BM) com muitos jovens então.
A média de idades da nossa BM ronda os 18 anos.

Há quantos anos foi criada a Escola de Música (EM)?
Olhe, a EM já existia quando viemos para cá. Na altura, funcionava em moldes diferentes. Eram as três pessoas que estavam cá que assumiam a maior parte das aulas e depois chamavam um ou outro professor para ensinar os instrumentos em que tinham mais dificuldade. Agora cada instrumento tem o seu professor especializado.
A garantia da nossa BM tem sido a EM. Se não fosse a EM não havia continuidade.

“Não me sai da cabeça a ideia de criar uma orquestra sinfónica”.
Volvidos quase 10 anos, acaba de ser reeleito presidente da direção. Qual é o balanço que faz?
Sou reeleito porque mais ninguém quer vir para cá. Infelizmente só tem havido listas únicas.

Aquilo que o Sr. Normando passou em outros tempos também estão a passar?
Passamos todos. Agora é assim: ainda me dá gozo estar cá. Sinto que eu e os meus colegas de direção ainda temos algo mais para fazer. Não me sai da cabeça a ideia de criar uma orquestra sinfónica.

É um dos vossos projetos?
Um dos nossos objetivos é esse. É pegarmos na BM e formar uma orquestra sinfónica em SJM. Mas para isso temos de ir buscar mais gente e contar com a boa vontade do nosso professor e maestro, Zé Américo [José Américo Belinha].
Temos de começar a convidar aí uma juventude. Digo juventude, mas, atenção, não fechamos as portas aos mais velhos. Apenas temos uma apetência especial pelos jovens porque são trabalhados à maneira do professor, à maneira do que a BM pretende. Formamos uma equipa à nossa maneira, percebe?

Quando fala em ir buscar músicos de fora significa que vão ter de lhes pagar.
Quando digo de fora digo de fora da BM. É natural que venham mais alguns músicos de sopros e também músicos de cordas (violinos, violoncelos) porque para a orquestra isso é necessário.
Mas inicialmente queríamos apresentar esse projeto a custo zero! Queríamos desenvolvê-lo durante um ano sem remunerações para ninguém. Se ele vingar certamente que depois a câmara vai ter de o apoiar, porque temos uma sala espetacular para concertos de música sinfónica [Casa da Criatividade].

É um projeto que tem em mente há quanto tempo?
Ando a pensar nisto há dois anos. Sabe que nós, para andarmos cá, temos de ter também uma motivação. Temos de chegar mais além. Já tinha, inclusive, falado nisto com o antigo maestro.
Agora, acho que o atual maestro, não tirando o mérito ao antecessor, tem mais condições para trabalhar este projeto, porque dedica-se exclusivamente ao ensino. Conhece muita gente da música e lida, especialmente, com juventude.
Já lhe falei que não vai ganhar dinheiro com isto, que vai ter de fazer pela vida. Mas se ele conseguir montar essa orquestra vai ter, depois, passado um tempo, de receber um prémio, assim como os próprios músicos.

Quando este projeto poderá vir a ver a luz do dia?
Olhe, este ano, se calhar, é difícil. Já estamos quase a meio do ano e não é só isso. À semelhança do ano passado, vamos a um concurso de bandas, desta vez em Zamora (Espanha). E também porque o maestro está a “chatear-me” para a BM gravar um CD.

Vai ser o vosso primeiro CD?
Não. Já temos um CD, mas já é antigo. Estamos a pensar gravar este lá para novembro, dezembro.

Então, veremos o projeto da orquestra sinfónica concretizado para o ano?
Para o ano, se calhar é possível. Temos de começar a convidar os tais músicos dos outros instrumentos que não temos cá.

Esta orquestra é “a menina dos seus olhos”?
Não.

Então qual é?
Olhe, era a sede. A sede foi uma grande vitória para a BM, que, apesar de ser a instituição mais antiga da cidade, estava posta de lado. Nós viemos para cá e fizemos com que os sanjoanenses voltassem a acreditar na BM

Agora onde estão sedeados?
No Auditório Municipal. Fizemos com que as pessoas acreditassem na BM. Fizemos com que o presidente da câmara e os seus vereadores também acreditassem no nosso trabalho. Quando viemos para cá a edilidade dava 25 mil euros de subsídio à BM, valor que com a crise foi reduzido para 17.500. Agora em 2017 deram-nos mais um bocadinho, aumentando para 20.000 euros.
Não chega para tudo, mas já não está mal. Sabemos que a câmara tem muitos “filhos”. Mas o trabalho que temos desenvolvido tem mostrado à cidade que vale a pena mandar para aqui os filhos. Não se paga nada. É gratuito.

Não é preciso pagar para frequentar a EM?
Não.

Quantos alunos e professores tem a EM?
Neste momento temos à volta de 68 miúdos. Professores? Temos sete.

Com a EM não querem fazer concorrência à Academia de Música?
Não. Nem pensar nisso. A Academia faz o seu trabalho e nós fazemos o nosso. A EM deve ter uns 20 anos, só que funcionava em outros moldes, como já referi.

Voltando à sede, por que é só há dois anos é que conseguiram uma sede?
Isto estava já prometido a outras direções. E, no nosso caso, só no quarto mandato é que nos entregaram a chave.
Agora temos de ver que a Academia de Música quando entrou em obras veio para cá. Depois teve de se fazer aqui obras. E, pronto, estas coisas levam o seu tempo.

Atualmente as instalações onde estão são suficientes?
São. Temos ali aquele espaço do qual queremos fazer uma zona social. Só que são necessárias obras e, para já, não há dinheiro para isso. Vamos lá ver como vamos conseguir dar a volta à situação. De uma maneira ou de outra aquilo tem de ser feito.

A propósito deste espaço polivalente? Sabemos que chegaram a apresentar uma candidatura?
Sim, foi feita uma candidatura, uma vez mais, com a ajuda do Dr. Paulo Cavaleiro, que tem sido muito amigo da nossa BM. Isto tudo que aqui está foi trabalho dele. Ele é que mexeu os cordelinhos, já com o Dr. Castro Almeida e agora com o Dr. Ricardo Figueiredo.

“80% dos músicos da BM frequentaram a EM”
Dos 63 músicos que compõem a BM quantos andaram na EM?
80% dos músicos da BM frequentaram a EM. Os outros 20% são professores que também tocam na BM. E temos aí uns quatro ou cinco, mais velhos, que já cá andavam.

O que foi feito? O que falta fazer?
A BM para estar viva tem de ter atuações, tem de ter saídas. Porque o músico que ensaia uma, duas vezes por semana só recebe um prémio quando tem festas. O que eles ganham nessas festas é para a gasolina e para os lanches que gastam quando vêm aos ensaios. Não é para ficarem ricos. E isto tem de ser dinamizado pela direção. Fazemos muitos quilómetros, gasta-se muito dinheiro em telefone, atrás de contactos.

Normalmente como é a vossa temporada?
A temporada do ano seguinte começa a ser preparada em agosto, setembro.

São muito solicitados?
Não. Nós é que temos de ir ao encontro dos serviços. Dizem que antigamente era o contrário. Eram só cartas, telefonemas, etc.. Agora ninguém telefona. Temos de ser nós a fazer os contactos. Já fizemos 12, 14, 16 festas. Neste momento estamos com oito.

Por todo o país?
Quando vim para a BM pensei em hoje ir ali, amanhã acolá, mas não é assim que funciona. Temos que repetir muitas festas, porque se não repetirmos não conseguimos “segurá-las”, digamos assim. Mas depois também há terras onde a BM “cai no goto” da organização das festas. Temos um exemplo que é a maior romaria do país: a Senhora da Agonia, em Viana do Castelo.
Costumamos ir também para a zona de Alijó, Caminha. Este ano, conseguimos entrar numa festa que dizem que é também de loucos - Senhora da Ajuda em Sobral de Monte Agraço - numa aldeia que pertence a Arruda dos Vinhos, mesmo a chegar a Lisboa. Vamos lá no dia 8 de setembro.

Além das festas, fazem concertos aqui na cidade?
Sim, alguns a convite do Município. Outros por iniciativa própria. Costumamos fazer um concerto de Natal, outro de Ano Novo. Ainda há pouco tempo fizemos um concerto de Páscoa.

Diga-me duas coisas que foram feitas e duas que faltam fazer.
Olhe, conseguimos uma sede e fazer a BM chegar ao nível que chegou. A BM nunca teve tantos executantes como agora. Alargámos o leque de músicos para lhe dar outra qualidade. É verdade que lhe falta um ou outro pormenor a nível de instrumentos, mas é uma BM que está equilibrada e isso é um orgulho.
O nosso presidente da câmara costuma dizer que “com pouco dinheiro se faz muito” e eu digo que com muita juventude fazemos muito. A nível musical conseguimos fazer muito. Porque não é qualquer direção, qualquer maestro, que arrisca a meter tantos jovens numa BM.

A nível de instrumentos, viaturas, estão satisfeitos com os que têm?
Bem, bem não estamos. Mas também não estamos mal. Temos um carro velho, que está pintadinho e ainda não ficou pelo caminho. É o carro que leva os instrumentos. Tem levado o material aonde temos ido sem avarias. Se me diz assim “ficava bem um carro com uma carroçaria diferente, mais moderna, ficar ficava, mas há outras prioridades, por exemplo, a nível de instrumentos.

E onde vão buscar o dinheiro para isso tudo? O vosso orçamento é de quanto?
O nosso orçamento é de 50.300 euros. Temos o apoio da câmara e de algumas empresas, o dinheiro das festas para pagar os prémios aos músicos, as quotas dos associados.

Compensa participar numa festa? São bem pagos?
Não. Dou-lhe um exemplo: peço 3.000 euros para 63 pessoas e eles acham muito dinheiro. Sabe que há bandas muito boas, bandas que estão no segundo escalão e depois há aquelas que vão por qualquer preço.

Em que patamar a BM se encontra?
Estamos no segundo nível a trabalhar para chegar lá cima.

Quantos associados a BM tem?
A BM vai no número de associado 700 e tal. Mas vamos ter de fazer uma atualização.

E as quotas são muito elevadas?
Ainda temos quem pague 50 cêntimos por mês. Mas nós propomos a quem se inscreva como sócio um euro por mês, 12 euros por ano. Depois quem quiser pagar mais pode fazê-lo.

De que forma é que acham que poderiam convencer os jovens a tornarem-se associados?
Dizer aos pais quando eles vêm inscrever os filhos na EM para, pelo menos, fazê-los sócios.

Contam também com a ajuda da junta de freguesia?
Financeiramente não. Mas prometeu-nos ajudar a nível de transporte. Só que temos um grande problema. Não podemos levar alguns músicos no autocarro devido à sua idade.

Quer acrescentar algo ao que já disse?
Queria que os jovens continuassem a aparecer, porque o futuro da Banda está nas mãos dos jovens. E fazer também um apelo aos sanjoanenses: se puderem, inscrevam-se como sócios. É um euro por mês. Sei que os tempos estão difíceis, mas não é uma coisa de outro mundo.
A nível de angariação de receita, também fazemos um peditório pelas fábricas. Escolhemos um certo número de empresas para nos darem 100 euros anuais.

São muitas as empresas que colaboram?
Queria ver se chegava às 50.

Têm quantas neste momento?
Temos 20 e quê. Se chegarmos às 50 o problema financeiro da BM fica resolvido

Adelino Calhau organiza festas há 38 anos
Vamos mudar de página e focarmo-nos nas Festas da Cidade. Continua a ser o presidente?
Sim. Mas passo a bola a quem estiver interessado.

Há quantos anos é presidente?
Vai para 38 anos. Este ciclo das Festas da Cidade começou quando veio para cá o Padre Domingos Milheiro, há 18 anos. Os outros 20 foram de S. João, que era só festa de rua. Não havia parte religiosa.

Quando são as Festas da Cidade este ano?
De 22 a 26 de junho.

Já há programa?
Por incrível que pareça não.

Não têm um artista em mente? Não quer levantar a ponta do véu?
Não.

E orçamento?
65 Mil, 70 mil euros.

A comissão de festas é composta por quantos elementos?
12 Elementos, incluindo uma mulher.

Fazem peditório?
Fazemos peditório porta a porta e nas empresas. Começámos em fevereiro. Os sanjoanenses são generosos. A maior parte da população colabora.

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