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Apreciação da informação escrita do presidente da câmara, na última Assembleia Municipal, “deu pano para mangas”

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Praça de Barbezieux “está em miserável estado”

FOTO: Gisélia Nunes
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Apreciação da informação escrita do presidente da câmara, na última Assembleia Municipal, “deu pano para mangas”

Marcada inicialmente para 30 de abril, a Assembleia Municipal (AM) de S. João da Madeira continuou na passada segunda-feira, 7 de maio, tendo durado até perto da meia-noite.
Dos cinco pontos cuja discussão transitou para esta sessão, o último - apreciação da informação escrita do presidente da câmara - foi o que mais deu que falar, mais parecendo um segundo período de antes da ordem do dia do que outra coisa. Digamos que o “documento suficientemente explicativo”, como lhe chamou Jorge Sequeira, não convenceu totalmente a oposição. A começar pela coligação a que pertence Manuel Correia.
O deputado centrista foi o primeiro a subir ao púlpito, questionando o executivo municipal sobre “para quando a despoluição do rio Ul?” e lamentando por deste relatório não fazer parte “o restabelecimento do diálogo entre a câmara e a junta de Milheirós de Poiares” tendo em vista a integração da freguesia no concelho sanjoanense.
Debruçando-se, desta feita, sobre a área social, em particular sobre as instituições direcionadas para a terceira idade, o membro da coligação PSD/CDS-PP ainda deu nota que o Portugal 2020 apoia projetos de inovação social, devendo, na sua ótica, a autarquia estar atenta.
Seguiram-se João Neves (PSD/CDS-PP) e Artur Nunes (PS), com o primeiro a perguntar o porquê do aumento do endividamento do Município em 598 mil euros entre 31 de dezembro de 2017 e 31 de março de 2018, que o chefe do Município justificou com o pagamento de um empréstimo e o pagamento a fornecedores.
Já o socialista defendeu a gratuitidade do TUS também para os beneficiários do Cartão Sénior - “medida que não ponderamos”, deu a saber o edil; a abertura da Casa da Criatividade e dos Paços da Cultura durante as férias; e uma intervenção no parque infantil do Mercado Municipal. Além disso, mostrou-se surpreendido por serem adjudicadas obras a empreiteiros que têm processos judiciais com a edilidade, algo que, de acordo com Jorge Sequeira, “não é motivo legal de exclusão do concorrente”.

“Alertas de há um ano caíram em saco roto”

Embora ainda esteja a inteirar-se do arquivo do Município, a “informação” de que Jorge Sequeira dispõe para já levou-o a dizer a Jorge Cortez que houve uma geminação entre S. João da Madeira e a cidade francesa de Barbezieux.
O assunto “veio à baila” pela voz do deputado da CDU, que também denunciou que a Praça de Barbezieux, “a maior praça que temos”, “está em miserável estado”. “Os alertas de há um ano [feitos na Assembleia Municipal também pela CDU] caíram em saco roto”, lamentou.
A propósito, o edil adiantou que aquela praça sanjoanense “vai ser intervencionada pelos nossos serviços de jardinagem” e que, além disso, “vamos melhorar a sua sinalética”. O responsável político acrescentou que “o próprio Parque Radical [recentemente requalificado] é um elemento de valorização da praça” em causa.
De notar que, tal como o labor apurou junto da edilidade depois desta sessão do órgão deliberativo municipal, a Praça de Barbezieux foi limpa ao nível da vegetação na própria segunda-feira, dia da AM.
Nesta primeira ronda de intervenções, o comunista ainda trouxe a público outras questões, entre as quais a “situação muito ruim [dos porteiros] que só terminou devido à ação enérgica da CDU”, o TUS - Transportes Urbanos Municipais (falta de pontualidade, correção de alguns itinerários, melhoria das paragens de autocarro), os parquímetros, os animais errantes e a degradação das casas sociais da GNR e da PSP na Devesa Velha e na Mourisca, respetivamente.
Acerca dos porteiros, Jorge Sequeira garantiu que a autarquia, as direções dos agrupamentos de escolas e as associações de pais estão a “estudar uma solução” de forma a encontrar “um modelo” que satisfaça todas as partes envolvidas. Entretanto, tal como já foi amplamente noticiado pelo labor, “a câmara aumentou o subsídio que dava às associações de pais, porque entendeu que a existência de porteiros contribui para a qualidade do serviço que é prestado aos alunos e pais”.
Quanto à habitação social da GNR e da PSP, “não me parece que seja possível negociar a transmissão desses imóveis [para a câmara], respondeu o líder autárquico.

PSD/CDS-PP “sugere” que PS integre próxima edição do Festival de Teatro

Após “apontar o dedo” ao facto de “as obras financiadas tardarem em ficar concluídas”, Pedro Gual, da coligação “Maioria por S. João da Madeira”, fez questão de felicitar Jorge Sequeira pela sua intervenção na cerimónia da entrega de troféus, de sexta-feira transata, aos grupos participantes no Festival de Teatro de S. João da Madeira (FTSJM).
E já que estava a falar do FTSJM ironizou: “para o ano, vamos ter também o PS local a fazer parte do Festival de Teatro”. Isto, com base no recente comunicado socialista sobre as obras da EN223, que, em seu entender, tem tudo para ser “uma peça de ficção”.
“Em defesa da sua dama”, Pedro Gual enumerou as várias diligências tomadas pelo seu partido ao longo destes anos e deixou claro que “se a obra não avançou mais cedo é porque o Governo [de António Costa] assim não quis”.
Minutos depois, Paulo Barreira (PSD/CDS-PP) “voltou à carga” referindo que “era bom que reconhecessem que todos contribuíram para as obras da EN223” e que o dito comunicado, publicado na imprensa local na semana transata, é “falacioso, enganador e tenta manipular a opinião pública”.

Mudam-se os executivos, mudam-se as oposições

“A nossa postura enquanto oposição é um bocado diferente”, esclareceu Pedro Gual, prosseguindo: “não nos vão ouvir dizer mal de S. João da Madeira [como fez o PS enquanto oposição]” nem a coligação PSD/CDS-PP tem “problema algum em dizer que o executivo PS fez uma coisa bem-feita”. “Porque a nossa prioridade é o bem da comunidade” e “o presidente da câmara já tem oposição que chegue dentro do próprio partido”, justificou o social-democrata, na sequência do que Rodolfo Andrade havia afirmado anteriormente.
Para o líder do grupo parlamentar do PS, “ainda há muito a fazer e há muitas preocupações para com os sanjoanenses e S. João da Madeira, mas também já muito foi feito”. Esta “postura diferente, com visão, que olha para os jovens e o futuro” da nova câmara “merece os nossos parabéns e apoio”.
Por exemplo, na opinião do socialista, “a Assembleia Municipal Jovem é uma medida que pode parecer não muito importante, mas é de uma abrangência louca”. “Um dia, a cidade perceberá a sua importância”, avisou, recordando em jeito de crítica que o antecessor deste executivo “nem sequer o Conselho Municipal Jovem valorizava”.

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