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Apresentada no 2.º Encontro da Rede Portuguesa de Turismo Industrial, Norma Portuguesa da Qualidade do Turismo Industrial visa a “proteção da qualidade deste serviço”

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“A valorização do trabalho é o objetivo de qualquer cidade civilizada”

FOTO: diana familiar
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Apresentada no 2.º Encontro da Rede Portuguesa de Turismo Industrial, Norma Portuguesa da Qualidade do Turismo Industrial visa a “proteção da qualidade deste serviço”

O 2.º Encontro da Rede Portuguesa de Turismo Industrial começou com uma homenagem a Vanda Cardoso, técnica de Turismo da Câmara Municipal de S. João da Madeira que esteve na génese do projeto do Turismo Industrial, infelizmente partiu cedo demais, por parte do presidente Jorge Sequeira. Uma homenagem estendida a toda a equipa do Turismo Industrial que leva este “projeto para a frente com muito empenho e dedicação”.
A importância do Turismo Industrial é indiscutível uma vez que desde a sua fundação em 2012 até 2017 recebeu 130 mil visitantes em S. João da Madeira. Destes visitantes, “26 mil só em 2017 oriundos de todas as partes do país e do mundo”, destacou Jorge Sequeira.
O Turismo Industrial dá a conhecer os operários, os processos de produção de cada empresa e os empresários. Os parceiros deste projeto são a Flexitex, a Molaflex, a Bulhosas, a Heliotextil, a Cortadoria Nacional de Pelo, a Fepsa, a Evereste, a Helsar e a Viarco, única produtora de lápis na Península Ibérica no circuito da indústria viva. O circuito da indústria tecnológica inclui o Centro Tecnológico-Sanjotec, o Centro Tecnológico do Calçado de Portugal, a Oliva Creative Factory e a Academia de Design e Calçado. Já o património industrial apresenta a Oliva Circuito do Ferro através de visitas aos museus da Chapelaria e do Calçado.
A Câmara Municipal de S. João da Madeira tem “empenho total para valorizar este projeto” em que “ganham os visitantes, as empresas e os colaboradores”, assegurou Jorge Sequeira, adiantando que “vamos desenvolver todos os esforços para este ano superar o número de visitantes, aumentar o número de empresas e estudar o alargamento da rede”.
O Turismo Industrial visa, acima de tudo, valorizar a indústria e vai ao encontro das últimas palavras de Jorge Sequeira: “a valorização do trabalho é o objetivo de qualquer cidade civilizada”.
A apresentação, a análise e a candidatura à Norma Portuguesa da Qualidade do Turismo Industrial era um dos destaques deste encontro. “A norma vai permitir que as entidades percebam que existem determinados requisitos mínimos para a proteção da qualidade deste serviço”, explicou Alexandra Alves, responsável pelo Turismo Industrial de S. João da Madeira. Desde identificação dos visitantes dentro das empresas, questões de segurança, de higiene, estacionamento para autocarros, até certificar que existe sinalética dentro das empresas, exemplificou. “A norma da qualidade vem certificar aqueles sítios ou empresas que de facto estão a apostar na qualidade da prestação deste serviço com monitores qualificados e profissionais”, acrescentou Alexandra Alves.

Turismo Industrial é “um nicho de mercado interessantíssimo para promovermos os nossos destinos”
“Acho que cada vez mais é importante em todos os setores, não só no do turismo, apostar efetivamente na excelência e na qualidade”, afirmou Melchior Moreira, presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP). Nesse sentido, a Norma Portuguesa da Qualidade do Turismo Industrial é “fundamental, acima de tudo, para certificarmos um produto que é novo de certa maneira em termos de turismo e que nasceu aqui neste Município”, destacou Melchior Moreira.
O Turismo Industrial de S. João da Madeira “abriu também de certa maneira a consciência do Turismo de Portugal no sentido de percebermos obviamente que tínhamos aqui um nicho de mercado interessantíssimo para promovermos os nossos destinos. Não só S. João da Madeira que tem uma grande atratividade naquilo que é o Turismo Industrial, mas através daqui poder chegar a outros municípios que começam a ter este segmento e este produto”, considerou o presidente do TPNP.
Por esta razão, “era importante certificar, era importante chancelá-lo, com uma norma de qualidade e esse é hoje também um caminho de sucesso no turismo. Qualquer turista em termos nacionais ou internacionais procura turismo de excelência e de qualidade”.
Contudo, a estratégia do Turismo Industrial não pode estar confinada ao próprio município. A criação de uma rede que será “importante para o crescimento do turismo na região” uma vez que a “atratividade no turismo interno está em fase de crescimento muito grande na região do Porto e do Norte”. A prova disso está no número crescente de turistas que procuram o Turismo Industrial para “viver a história” de determinadas áreas industriais e da própria cidade, procurando sempre levar “uma recordação” das pessoas e dos locais, salientou Melchior Moreira.

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