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Este sábado

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O chapeú é o “rei“ do Carnaval

Abrigo das Laranjeiras
FOTO: Diana Familiar
Centro de Atividades e Tempos Livres "Artes e Traquinices"
FOTO: Diana Familiar
Creche M Alberto Pacheco
FOTO: Diana Familiar
Colégio Infantil Santa Filomena
FOTO: Diana Familiar
Escola Básica e Secundária Dr. Serafim Leite
FOTO: Diana Familiar
Universidade Sénior
FOTO: Diana Familiar
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Este sábado

Os 1.680 participantes da 37.ª Edição do Carnaval das Escolas vão ter todos em comum um adereço, o chapéu, que é nada mais nada menos do que o tema escolhido pela Câmara Municipal de S. João da Madeira.
O desfile de Carnaval começa este sábado, dia 3 de feveiro, pelas 10h00, na Avenida da Misericórdia. E tem duas novidades. A primeira é terminar o corso carnavalesco na Praça Luís Ribeiro e não no Estádio Conde Dias Garcia. A segunda é a presença de um grupo de foliões que vai interagir com os participantes e com o público, apurou, em conversa com alguns participantes, o labor.
Os pequeninos entre os dois e três anos da Creche Alberto Pacheco vão fantasiados de Inspector Gadget com uma gabardina e um chapéu que é um verdadeiro esconderijo de engenhocas. “Eles entendem que vão estar numa festa com palhaços e fantasias, mas só têm bem a perceção no momento“, afirmou Patrícia Barreiras, diretora e educadora da Creche Alberto Pacheco da Santa Casa da Misericórdia (SCM), ao labor.
Os meninos mais crescidos, com idades compreendidas entre os seis e os 14 anos, do Centro de Atividades e Tempos Livres “Artes e Traquinices“ da SCM escolheram a fantasia de palhaços. O tempo para a preparação dos adereços foi escasso em comparação com o ano anterior e para quem trabalha “em pontas é pior“ porque “trabalhamos apenas ao início da manhã ou final da tarde com os meninos“, explicou Rita Fernandes, responsável pelo ATL.
Acerca do que os miúdos acham do Carnaval, a resposta é muito simples. “Eles adoram porque como não participam nas escolas (que optaram pelas Marchas Populares) querem participar e aderem a 100%“, revelou Rita Fernandes ao labor.
Os mais pequeninos, entre os 12 e os 24 meses, do Centro Infantil da SCM vão acompanhados pelos encarregados de educação. O acompanhamento dos pequeninos a partir dos 24 aos 36 meses fica ao critério dos encarregados de educação. Até aos seis anos vão acompanhados pelas colaboradoras, esclareceu a diretora técnica Marta Vidinha.
Todos eles vão fantasiados de Super Mario porque “escolhemos sempre um tema que os miúdos consigam viver“, explicou Marta Vidinha ao labor.
O Carnaval “não é uma atividade de muita satisfação nesta faixa etária porque alguns choram, ainda não percebem muito bem, as fantasias causam receio“, admitiu a diretora técnica do Centro Infantil.
Ao longo do corso carnavalesco, quando avistarem pintores parisienses em ponto pequeno são os meninos do Abrigo das Laranjeiras da SCM. Os mais pequenos, dos 12 aos 24 meses, acompanhados pelos encarregados de educação e até aos cinco das técnicas.
A ideia de irem de pintores surgiu porque “eles adoram pintar“ e optaram pelos “pintores parisienses pela boina“ indo assim ao encontro do tema chapeú, explicou a responsável Alexandra Lima ao labor.
Uma reação comum a todas estas profissionais ligadas à educação é o receio pela presença de foliões porque os seus meninos são todos muito pequeninos e o terminar do desfile na Praça.
“Espero que corra bem“, mas “tenho um bocado de receio“ pela presença dos foliões e pelos “meninos serem tão pequeninos“, assumiu Patrícia Barreiras.
“Como o percurso é diferente, estamos renitentes. Não sabemos bem o que se vai passar“, assumiu Alexandra Lima. “Até pela questão de segurança dos miúdos, as condições em que vamos poder entregar os miúdos aos pais“, complementou Marta Vidinha.

“Vai ser uma surpresa, vamos ver como vão reagir“

O chapeú vai ser a principal atração dos meninos e meninas do Colégio Infantil de Santa Filomena. O chapeú de cada um deles foi levado para casa para ser personalizado por eles e pelos encarregados de educação, deu a conhecer Maria Cristina Pereira, diretora técnica do Colégio de Santa Filomena.
As crianças ficam “muito entusiasmadas, adoram“ participar no Carnaval e este ano o tema é “bom tema pela história e indústria ligada ao chapéu. Um tema que pode ser trabalhado de muitas formas“, considerou Maria Cristina Pereira ao labor.
A diretora técnica do Colégio de Santa Filomena partilha do receio em relação aos foliões e ao término do desfile na Praça. Quanto aos foliões, “vai ser uma surpresa, vamos ver como vão reagir“. O terminar na Praça terá a vantagem de “estimular a parte comercial“ e a desvantagem de “ser um espaço pequeno e de menor visibilidade“ em comparação com o estádio, constatou Maria Cristina Pereira. Mas, receios à parte, “vamos fazer o nosso melhor para que tudo corra bem e acabe em festa“, rematou a diretora técnica do Colégio de Santa Filomena ao labor.

“Um dia muito importante em que vai todo o agrupamento unido para a rua“

O Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite tem o maior número de participantes, para sermos precisos 710 alunos, do jardim-de-infância ao secundário, no Carnaval.
O processo de mobilização de “tanta gente“ é “muito complicado“ e “só é possível porque temos um grupo de professores que investe muito do seu tempo fora das horas letivas nisto porque são muitas pessoas“, destacou Helena Resende, membro da direção do agrupamento Serafim Leite.
Enquanto pessoa responsável pelo contacto com os alunos e, por conseguinte, pela mobilização dos mesmos para a participação no Carnaval, quando estão todos fantasiados no dia “o trabalho compensa porque é o dia mais espetacular em termos visuais aqui na escola cheia. Um ambiente fantástico“, confessou Helena Resende ao labor.
O alunos “gostam de participar. Agora não vou negar que a partir do secundário têm a motivação dos bilhetes para as piscinas“, reconheceu a professora, acreditando, mesmo assim, que “se não houvesse, muitos iam participar na mesma“.
O Carnaval é “um dia muito importante em que vai todo o agrupamento unido para a rua“, concluiu Helena Resende ao labor.
O chapeú como património nacional vai ser a marca adotada pelos participantes da EB2,3 e do Agrupamento de Escolas João da Silva Correia. Apesar de algum receio com o término na Praça em que os alunos vão realizar a sua coreografia orientados por um professor, “estamos confiantes de que vai ser engraçado ver as escolas e os foliões na zona central“, assumiu Paulo Bastos, membro da direção do agrupamento, até porque “prognósticos só no fim do jogo“. Neste caso, do Carnaval.
O Agrupamento de Escolas Oliveira Júnior decidiu não desvendar nem um bocadinho da forma como vai tratar o tema chapéu e guardar o efeito surpresa para o dia do corso carnavalesco.
Por sua vez, os alunos da Universidade Sénior com idades entre os 60 e os 78 anos vão “usar chapeús e roupas de várias épocas“, adiantou a diretora Susana Silva, confidenciando que eles “gostam“ do Carnaval e “puxam sempre muito uns pelos outros“.
Caso as condições atmosférias sejam adversas adversas, o desfile de Carnaval fica adiado para o próximo sábado, dia 10 de fevereiro, à mesma hora, com ponto de partida na Avenida da Misericórdia.

O Carnaval em números

Fanfarra dos Bombeiros Voluntários e Infantes : 70
Majoretes (Secundária João da Silva Correia): 46
Universidade Sénior:25 
Lar e Centro de Dia S. Manuel: 35 
Colégio Infantil Santa Filomena: 150
Creche Alberto M. Pacheco: 45 
ATL Artes e Traquinices: 130
Abrigo Infantil das Laranjeiras: 100
Centro Infantil SJM: 149
EB 2/3 SJM: 120
Escola Secundária Oliveira Júnior: 100
Agrupamento Dr. Serafim Leite: 710

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