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Moradores estiveram sem comunicações uma semana

FOTO: Diana Familiar
FOTO: Diana Familiar
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Na Rua Teixeira de Pascoais

Os moradores da Rua Teixeira de Pascoais tiveram problemas nas comunicações de diferentes operadoras desde o dia 22 de janeiro.
Uns com a Cabovisão, agora Nowo, outros com a MEO, a Vodafone e a NOS, apurou o labor.
Os moradores com as operadoras Cabo Visão, Vodafone e NOS ficaram com os problemas resolvidos no próprio dia em que fizeram queixa ou um dia depois.
Dos quatro moradores com a operadora MEO, três estiveram desde o dia 22 de janeiro até ao dia 30 de janeiro, sem qualquer tipo de comunicação (Televisão, Telefone e Internet).
Um desses moradores é Virgílio Ferreira, 80 anos, reformado, que detetou e comunicou no próprio dia, 22 de janeiro, o problema às lojas MEO em S. João da Madeira.
“A mim disseram-me que havia uma avaria e que iam tentar resolver. Desde segunda-feira que fizemos a reclamação e até hoje não resolveram nada. Tenho insistido”, contou Virgílio Ferreira ao labor.
A falta de comunicações também levou o morador David Oliveira, na casa dos 80, também reformado, e alguns familiares a reportarem os problemas quer presencialmente, quer por escrito à MEO. “Eles disseram que só lá para domingo e se houver possibilidade”, disse o próprio no dia 26 de janeiro ao nosso jornal.
Voltamos a falar com David Oliveira esta segunda-feira, dia 29 de janeiro, quando tinha acabado de chegar da loja da MEO. “Não temos informação diferente da que temos dado até aqui. Vamos reforçar a sua reclamação”, responderam na loja a este morador, segundo o próprio.
Para David Oliveira o que poderá ter levado a tudo isto terá sido “um contencioso” que existe entre o senhor Agostinho Tavares, proprietário do terreno privado na Avenida do Brasil, onde está um poste da Portugal Telecom (PT) há mais de 10 anos com ligações de várias operadoras, e a PT.
De acordo com este morador, o senhor Agostinho terá deixado a PT instalar o poste provisoriamente no seu terreno até encontrar uma definitiva num outro local. O tempo foi passando, o poste foi ficando. O proprietário do terreno terá contratado um advogado para que o poste da PT saísse do seu terreno. Contudo, “a Portugal Telecom ignorou por completo as exigências do advogado. É isso que tenho conhecimento”, afirmou David Oliveira ao labor.
A partir do momento em que o senhor Agostinho deixou de ter disponibilidade para abrir as portas do seu terreno sempre que os técnicos precisavam de ter acesso ao poste para resolver problemas, tentaram fazê-lo a partir de outros terrenos. As possibilidades são a partir de uma casa de móveis antigos, mesmo ao lado terreno privado onde está o poste na Avenida do Brasil, ou a partir de duas casas sitas na Rua Teixeira de Pascoais.
Segundo David Oliveira, este problema com as comunicações estará relacionado com uma intervenção no terreno onde está o poste por parte do filho do proprietário. “Quem teve a ideia de plantar lá umas árvores levou a que abrissem uma vala com uma retroescavadora que apanhou os fios que passam por baixo”, contou o morador ao labor.
O certo é que entre quem fez a intervenção que levou ao problema e a operadora que não soluciona o problema, “quem está prejudicado somos nós. Estamos sem televisão e telefone desde segunda-feira. A operadora não dá satisfações nenhumas. Todos nós estamos a ser prejudicados e não é pouco”, lamentou David Oliveira, repudiando que “quem paga esteja sujeito a estas coisas. A PT é quem tem a inteira responsabilidade e quem tem de negociar com ele. Um compromisso de honra”.
O morador Isidro Silva, cliente da MEO, também esteve sem comunicações durante uma semana. Quando entrou em contacto com a operadora, depois do problema estar resolvido, a mesma terá dito que estaria em conversações com o dono do terreno para encontrar uma solução, confirmou o próprio ao labor.

Um dos moradores continua sem comunicações

Um quarto morador continuava até ontem, dia 31 de janeiro, fecho da nossa edição, sem comunicações.
A moradora é Irene Azevedo, 80 anos, reformada, cliente da MEO que está igualmente sem comunicações desde o dia 22 de janeiro. Eles “disseram que resolveriam o mais depressa possível”, mas sou “uma pessoa doente. Não posso estar sem telefone”, alertou Irene Azevedo ao labor.

Um acordo escrito entre as partes a comprovar que a solução é temporária

O filho do proprietário do terreno assumiu a intervenção no terreno, mas sem qualquer intenção de prejudicar ninguém quando interpelado pelo labor.
Ele não quis prestar declarações ao nosso jornal, mas fez questão de esclarecer que, pelo que sabe, a PT está a trabalhar numa solução provisória para a resolução do problema que passa por estabelecer uma nova ligação no mesmo terreno com a autorização do proprietário, ele próprio, na condição de que seja estabelecido um acordo escrito entre as partes a comprovar que a solução é temporária. A solução final deverá passar pela passagem da ligação para a Rua Teixeira de Pascoais, adiantou o mesmo quando falou com o labor.
Uma das funcionárias da loja MEO na Rua Padre Oliveira disse que ali apenas podem receber a reclamação e reportar a mesma aos serviços quando confrontada pela situação pelo nosso jornal. Já a PT não prestou declarações sobre o assunto até ao fecho da edição.

“Eles não se responsabilizaram pelos estragos”

“O senhor Agostinho tem toda a razão. Ele queria que lhe tirassem o poste de lá para fora. O advogado dele acho que já mandou uma série de cartas para lá”, afirmou Abel Silva, mais conhecido como “Abel das Chaves”, um dos moradores que chegou a dar acesso ao poste a partir do seu terreno. O morador tem um terraço com vedação e rede à volta através do qual os técnicos acederam ao poste. Eles “partiram a rede, o arame e um tubo que segura a rede. Eles não se responsabilizaram pelos estragos”, contou Abel Silva ao labor.

“Aquela rua em termos de comunicação é uma calamidade”

Um dos moradores da Rua Teixeira de Pascoais é Fausto Sá, dono do Centro Médico da Praça, que tem os serviços de comunicações da Cabo Visão e esteve desde o dia 22 e parte do dia 23 sem comunicações.
“Tive o mesmo problema, ao mínimo de ventania ficamos sem sinal”, revelou Fausto Sá, frisando que “o problema tem solução, mas não querem é gastar dinheiro”. A moradia onde está colocado o poste tem cerca de 40 anos e “nunca ninguém falou com ele (dono) para arranjar uma solução. Ou com outros moradores”, salientou o empresário ao labor.
Para Fausto Sá, a Câmara Municipal de S. João da Madeira deveria de ter uma palavra a dizer sobre o assunto. “A câmara municipal tem de tomar providência. Já falamos com a antiga câmara e não fizeram patavina, não estavam para se chatear”, referiu o empresário, terminando com a conclusão de que “aquela rua em termos de comunicação é uma calamidade”.

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