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Com este seu segundo livro Luís Quintino quer “demonstrar que continua a existir muita luz onde outros só diziam haver trevas”

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“O Amor é um Lugar Eterno”

FOTO: Direitos Reservados
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Com este seu segundo livro Luís Quintino quer “demonstrar que continua a existir muita luz onde outros só diziam haver trevas”

Depois d’ “A Geometria do Amor - na Luta Contra o Cancro”, surge pela mão de Luís Quintino “O Amor é um Lugar Eterno - diários”, com prefácio de Susana Magalhães, doutorada em Bioética e professora associada da Universidade Fernando Pessoa. São mais de 400 páginas escritas “a várias vozes”, “a minha (Luís Quintino), do Luís, dos amigos” e até de leitores d’ “A Geometria do Amor”.
Passados dias desde o lançamento do seu segundo livro, em S. João da Madeira, o labor foi ao encontro de Luís Quintino. Bem ao seu jeito, o escritor recebeu-nos de braços abertos e sorriso rasgado, abrindo as portas não só do seu escritório, mas também do seu “mundo”. Um “mundo” em que o filho Luís Lima, que perdeu há cinco anos vítima de cancro, continua vivo!
Em “O Amor é um Lugar Eterno” Luís Quintino mostra “aos outros aquilo que um pai que perde um filho reflete ao fim de um tempo”. Partilha “experiências dos dias que sucedem à perda”. Nele continua a história do filho, mas “agora é a vez de escrever sobre os meus dias”.
Com esta sua nova obra, o autor quer “demonstrar que continua a existir muita luz onde outros só diziam haver trevas” e que o sofrimento pode não ser “a única causa da consciência”, “mas é uma delas”. Além disso, proclama “bem alto aquilo que me fizeste descobrir com a tua ausência: apenas seremos capazes de suportar uma dor tão forte se o nosso caminho se fizer em direção aos Outros”.
Em “O Amor é um Lugar Eterno” Luís Quintino fala-nos da possível “beleza colateral” que pode eventualmente subsistir após a morte de um filho, que mais não é do que “a possibilidade de uma experiência traumática nos despertar para uma existência mais rica e feliz”.
O economista sanjoanense entende que “a solução está na aceitação”. E, por isso, “O Amor é um Lugar Eterno” “não é um livro de queixumes nem de desesperos”. Também “não é um livro de conselhos, mas estou disponível a mostrar na primeira pessoa o meu pensamento”, disse ao jornal, acrescentando que ao fazê-lo “sinto-me bem e curo-me da minha própria dor e da ausência do Luís”.
Luís Quintino começou a escrever a partir de dezembro de 2010, após a descoberta da doença do filho, e desde então “[escrever] tem funcionado como uma certa terapia”. A escrita é uma forma de se autoajudar “e também de ajudar os outros”, contou ao semanário.
Ainda a propósito de autoajuda, note-se - a título de curiosidade - que Luís Quintino é fundador e moderador de um grupo de autoajuda para familiares de doentes oncológicos, que se reúne em Lisboa e no Porto.
Quanto a um possível terceiro livro, “neste momento, não tenho projeto nenhum”. É verdade que continua “a escrever sobre este amor [ao seu filho]”, mas se o faz é porque a escrita continua a ser “uma necessidade”. “O texto está a pairar na minha cabeça e o Luís está lá como pano de fundo”, confidenciou ao labor.
“O Amor é um Lugar Eterno” pode ser adquirido na Livraria Santo António (S. João da Madeira), na FNAC do Norte Shopping (Porto) e ainda online (http://www.ageometriadoamor.com/intro/home).

Lançamento de livro esgotou auditório

No passado dia 18, cinco anos e um dia após a morte de Luís Lima, o seu pai, Luís Quintino, lança o livro “O Amor é um Lugar Eterno” em S. João da Madeira. A data - segundo Tiago Valente dos Santos - “ foi escolhida com grande critério por parte da Associação Cultural Luís Lima e do autor”. Porque “se o primeiro livro [“A Geometria do Amor - na Luta Contra o Cancro”] retratou os cinco anos que antecederam o falecimento do Luís. Este segundo livro revela os cinco anos” depois da sua “partida”, a 17 de novembro de 2012.
O auditório dos Paços da Cultura encheu completamente para uma sessão “bastante comovente e emocionante, mas, ao mesmo tempo, também “racional”. Durante duas horas houve lugar à poesia; à dança, por bailarinas da Escola de Dança Rita Grade; à reprodução de um vídeo exibido no primeiro Party Sleep Repeat; ao discurso do presidente da direção da ACLL; e, claro, à apresentação e subsequente discussão da obra. Neste último momento participaram a autora do prefácio, Susana Magalhães, e o escritor, com moderação de Emanuel Botelho, artista, radialista, produtor cultural e amigo de Luís Lima.
O facto de o lançamento d’ “O Amor é um Lugar Eterno” ter tido “casa cheia” mostra, no entender do jovem dirigente, “a elevada qualidade percepcionada pelas pessoas no que diz respeito às atividades produzidas pela ACLL e, principalmente, grande expectativa vivida em torno do segundo livro do autor”.

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