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Agora através da elaboração de um calendário solidário, instituições estreitam o “vínculo” que as liga há já alguns anos

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Ani e CERCI juntas pela inclusão

FOTO: Gisélia Nunes
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Agora através da elaboração de um calendário solidário, instituições estreitam o “vínculo” que as liga há já alguns anos

Rita Sol é irmã de Cláudia, uma jovem da vizinha Vila de Cucujães, de 33 anos, que frequenta a CERCI - Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas há cerca de 20. Ao labor, Rita disse-se “felicíssima” com o trabalho que está a ser feito pela CERCI, em particular com os resultados desta última iniciativa levada a cabo em parceria com a Ani São João - Associação dos Amigos dos Animais de S. João da Madeira que contou com o apoio da junta de freguesia (JF).
“Este projeto é interessantíssimo”. Aliás, “tudo o que façam com estas crianças [e jovens], por mais pequeno que seja, é muito importante”, referiu ao nosso jornal, acrescentando que, no caso da irmã, “embora ela não fale, notámos em casa que ela está bastante feliz e que começou a perder o medo aos animais”.
Cláudia é um dos rostos dos calendários solidários que a Ani São João e a CERCIA fizeram em conjunto na sequência de “um laço social” que já existia entre as duas instituições. Além dela e de outros clientes da CERCI, também são protagonistas alguns animais para adoção que se encontram albergados na Ani São João.
Recorde-se que, desde há alguns anos, “ocasionalmente, os animais albergados na Ani São João visitam os utentes da CERCI ou estes utentes vão até uma zona de passeio com os animais”. Uma “parceria” com a qual se pretende “estruturar a inclusão social, tanto dos utentes, como dos animais não-humanos: os primeiros demonstram resultados muito positivos ao nível das competências adquiridas, através destes contactos, e os segundos aumentam o seu bem-estar convivendo salutarmente com cidadãos que lhes oferecem uma entrega sem precedentes”.
Este ano, a Ani e a CERCI decidiram então “estreitar o vínculo” que as liga “através da elaboração de um calendário solidário com fotografias [da autoria de Zé Pedro Durão] que evidenciam a simbiose perfeita entre o animal e o cidadão portador de deficiência”. E foi precisamente deste projeto que nasceu a exposição “Cão. Inclusão. Acção”, inaugurada na passada quinta-feira no piso 0 do Centro Comercial 8ª Avenida.
O objetivo desta mostra, patente ao público até dia 11 de dezembro, é dar a conhecer “à população em geral o ‘making of’ desta produção como meio de promoção da inclusão social e sensibilização para a solidariedade conjunta”.

Venda de calendários reverte a favor da Ani

Por cinco euros cada, os calendários de mesa podem ser adquiridos na sede da junta, CERCI, Ani, Clínica Veterinária São João e no piso 0 do 8ª Avenida (local da exposição e loja de animais ZooFeira). A receita da venda reverte totalmente a favor da Ani São-João, depois de a CERCI lhe ter cedido o dinheiro angariado - gesto, aliás, reconhecido publicamente aquando da inauguração da exposição.
Para a concretização desta viagem inesquecível pelos 12 meses de 2018 contribuíram, além dos “modelos” (clientes da CERCI e animais da Ani) e do fotógrafo Zé Pedro Durão, Vanda Novo, maquilhadora profissional; Ana Hoo, responsável pela edição fotográfica e ilustração digital; Raquel Gomes de Pinho, voluntária da Ani São-João e autora das frases de motivação e promoção da solidariedade social; Abílio Pinho, voluntário da CERCI responsável pelo “making of”; Dulce Santos, diretora técnica da CERCI e, tal como Raquel Gomes de Pinho, responsável por toda a concetualização deste trabalho; entre outros.

Prevista nova intervenção no albergue

Jorge Sequeira marcou presença no ato inaugural da mostra “Cão. Inclusão. Acção”. Além de apelar à aquisição dos calendários solidários, o presidente da câmara defendeu, em nome do executivo municipal, que “queremos ser uma cidade inclusiva e vamos trabalhar nesse sentido”.
Na altura questionado pelo labor sobre o albergue para animais errantes, o autarca sanjoanense adiantou que já fez “uma visita técnica ao local, acompanhado da Ani”, estando “neste momento” o Município “a planear uma nova intervenção, quer para vedar o espaço, quer para alargar o número de boxes”.
Relativamente a quando poderá abrir o novo equipamento camarário, não deu “timings”. Até porque, conforme reforçou a ideia, “o espaço só pode ser aberto quando for vedado e quando alargarmos o número de boxes de acordo com informações técnicas da Ani”.

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