a informação essencial
Pub
Partilha

Os passos do processo da emancipação concelhia sanjoanense

Tags

De paróquia, a vila e até à cidade

FOTO: Diana Familiar
Partilha

Os passos do processo da emancipação concelhia sanjoanense

A autonomia administrativa de S. João da Madeira em relação a Oliveira de Azeméis foi oficializada a 11 de outubro de 1926.
Um processo que resultou de "uma lenta estratificação histórica local", tal como é possível perceber "nos considerandos do diploma n.º 12.456, de 11 de outubro de 1926, que sancionou o funcionamento autárquico na antiga paróquia e recente vila urbana sanjoanense. Aliás, tal diploma decorre da existência duma comunidade económica e socialmente capaz de se gerir a si própria, o que mesmo é dizer que pressupõe uma situação preexistente e não criada naquela data", segundo a monografia sobre S. João da Madeira de Maurício Antonino Fernandes.
As "aptidões da terra e o extraordinário desenvolvimento promovido pelos sanjoanenses" permitiram dar "jus à ´carta de alforria´ e respetivo estatuto de autonomia", reforça o autor.
"Foi, porém, preciso que se implantasse a República Portuguesa, para que o povo sanjoanense tomasse mais consciência do seu poder e força imanente, se desse conta de que estava a ser lesado nos seus legítimos interesses e pudesse reclamar a sua soberania", deu a conhecer Maurício Antonino Fernandes.
Após "se ter instalado o descontentamento geral, o seu forte brado explodiu". Primeiro, "em julho de 1922, a pretexto da supressão da iluminação pública local, ordenada pelo órgão autárquico superintendente, que era a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, por alegada falta de verbas". Em segundo, "no alvorecer de 1924, por a mesma administração oliveirense se ter negado a comparticipar na reparação da rua que dava acesso à estação da Linha do Vale do Vouga, não obstante a enorme receita de contribuições que recebia daqui e então aumentadas", informa a monografia sobre a cidade do trabalho.
Neste processo, "desempenhou um papel relevante a imprensa local, sendo de destacar ´o grupo de rapazes com sangue a estuar nas veias e ansiosos do progresso constante de S. João da Madeira´, ao qual se deve ´O Regional´", revelou Maurício Antonino Fernandes, esclarecendo que o grupo de rapazes constituiu o "Grupo Patriótico Sanjoanense".
O "impacto" causado pelo grupo de jovens levou à aprovação da lei n.º 1.617 de 5, de Julho de 1924, pela qual S. João da Madeira passava à categoria de Vila e, a 11 de Outubro de 1926, à aprovação do Decreto n.º 12.456, que daria a tão desejada soberania ao Povo Sanjoanense.

Comentários

Pub

Notícias relacionadas