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A história do Brasão Municipal

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O brasão municipal foi concebido depois da emancipação concelhia de S. João da Madeira em 1926 pelo padre sanjoanense Dr. Serafim Leite.
"Não foi, contudo, aprovado oficialmente, por contrariar as normas de heráldica, na divisão do escudo em palas e barra sobreposta e na representação dos símbolos. Mas, tem-se mantido à revelia", lê-se na "Monografia de São João da Madeira - Cidade do Trabalho" da autoria de M. Antonino Fernandes publicada em 1996.
Por curiosidade, a primeira monografia sobre o município sanjoanense foi "Monografia da Vila de S. João da Madeira" da autoria de Mário Resende, José Fernando S. Teixeira e Manuel Dias da Silva publicada em 1944.
O brasão municipal sanjoanense deve ser analisado em três partes: armas, bandeira e selo. As armas pelo "escudo partido em pala, sobrepondo-se-lhe uma barra de negro: esmaltado de prata, à direita, em que sobressai o perfil numa fábrica, a vermelho vivo; à esquerda, esmaltado de verde, com um feixe erguido de parras de trigo dourado; na barra negra sobressai a palavra labor. Coroa mural de cinco torres de prata. Listel branco, com os dizeres a negro: S. João da Madeira", segundo a monografia de M. Antonino Fernandes.
Já a bandeira "esquartelada de preto e amarelo, com as mesmas armas ao centro; cordões e borlas de ouro e púrpura; fita branca com alinhavos pretos; haste e lanças douradas" e o selo "circular, tendo ao centro as mesmas peças das armas, sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos: Câmara Municipal de S. João da Madeira", esclarece a monografia mais recente sobre a cidade do trabalho.
De acordo com a leitura dos símbolos heráldicos, "as cinco torres da coroa mural ou timbre significam que tem a categoria de cidade. A barra de negro, em chefe, no escudo, contendo a palavra Labor, pretende significar que foi à custa do trabalho dos seus ´Unhas Negras´ que S. João da Madeira se desenvolveu e emancipou; a fábrica, na pala direita, recorda o ânimo industrioso e empreendedor do seu povo; o feixe, na pala esquerda, aponta a sua base agrícola inicial e o bairrismo dos seus naturais. Os esmaltes de prata e verde coadunam-se com os símbolos nele representados".

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