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Prevê-se que obra esteja concluída dentro de 30 dias

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“Pirilau” demolido em nome de “uma Praça Luís Ribeiro ampla”

FOTO: Diana Familiar
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Prevê-se que obra esteja concluída dentro de 30 dias

“Uma Praça Luís Ribeiro ampla”, como contempla o projeto “S. João da Madeira, Cidade Mais Verde” escolhido em concurso público para a revitalização do centro da cidade de S. João da Madeira, “implica necessariamente a retirada do Elemento Arquitetónico existente”, defende a autarquia em declarações ao labor. E, de facto, “meu dito, meu feito”.
Conforme anunciado através dos órgãos de comunicação social e de circular entregue em mãos na semana passada, os trabalhos preparatórios da remoção tiveram início na última segunda-feira. Mas contrariamente ao previsto, o “pirilau”, como é vulgarmente conhecido o monumento que há anos fora erigido em homenagem à indústria local, começou a ser demolido na terça-feira e não hoje, dia 27, atraindo ao local, como já seria de esperar, muitos curiosos.
“Dado o bom andamento dos trabalhos preparatórios”, a câmara municipal (CM) prevê que a obra “possa ficar concluída num prazo de 30 dias”. E, ao longo do próximo mês, “apela à compreensão de todos os comerciantes e cidadãos em geral pelos incómodos que as obras possam causar”, assegurando que a área de intervenção está “devidamente” vedada e circunscrita para que “os estabelecimentos na zona envolvente possam continuar a funcionar”.
Depois da remoção do Elemento Arquitetónico, “a área em causa - segundo informações da CM - será provisoriamente pavimentada com solo-cimento, ficando nivelada com a zona circundante e permitindo a fruição do espaço na sua plenitude e em boas condições”. “Solução” provisória que “facilitará a posterior pavimentação, definitiva e integral, em lajetas  de granito, tal como previsto no projeto”.

Coberturas metálicas também vão ser removidas

Além do “pirilau”, numa fase posterior, também a cobertura metálica existente em torno das esplanadas e todo o mobiliário urbano vão ser removidos. A ideia é “abrir visual e fisicamente a praça, permitindo a criação de um novo espaço público central, uma nova praça, em que todo o espaço seja uno e funcione em conjunto e harmonia”.
De acordo com a memória descritiva do projeto da autoria dos arquitetos Nuno Pedrosa e Vasco Cortez, que, após algumas alterações, foi aprovado por unanimidade na reunião extraordinária de Câmara de 29 de junho, “é necessário reafirmar a praça como o espaço público por excelência da cidade, como o centro da polis que outrora foi”. E, nesse sentido, “são necessárias intervenções a vários níveis (económico, social, cultural, etc.), mas também é necessário que arquitetonicamente este seja um espaço convidativo e atraente e que esteja preparado para grandes reuniões e grandes eventos”.
O objetivo é haver “espaço para uma zona plana em volta, não só para a zona de esplanadas dos edifícios em semicírculo, mas que também poderia ser utilizada para a instalação de barracas temporárias ou outro tipo de equipamentos de apoio aos eventos a realizar”.

Criação de um corredor de árvores em frente ao Parque América

Na futura Praça Luís Ribeiro, o “verde”, que agora é quase inexistente em toda a área de intervenção e tanta falta faz para a criação de espaços públicos de qualidade”, vai ter um lugar de relevo, dando, inclusive, “um novo enquadramento à praça”. Assim como assim, vai ser criado um corredor de árvores ao longo da fachada do Parque América, procurando-se “atenuar a desproporcionalidade de escala entre esse edifício e a restante praça”.
Nota ainda para o trânsito que vai voltar a circular em frente ao Parque América, tal como acontecia antes daquele troço da antiga EN1 ter sido fechado à circulação rodoviária, e para a criação de estacionamento próximo (ruas Padre Oliveira e Júlio Dinis e Praceta Júlio Dinis).

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