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Entrevista ao candidato do BE

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"Falta ambição" a quem tem dirigido a câmara

FOTO: Direitos Reservados
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Entrevista ao candidato do BE

Com 73 anos de idade e natural da freguesia vizinha de Macieira de Sarnes, Fernando Sousa é o candidato do Bloco de Esquerda à câmara municipal. Apesar de não ter nascido em S. João da Madeira, aqui estudou e tem feito grande parte do percurso da sua vida pessoal e profissional e, por isso, sente que é chegada a hora de “defender as ideias que tenho em relação à cidade”.
Depois de tirar o Curso de Formação de Serralheiro Mecânico na antiga Escola Industrial de S. João da Madeira, trabalhou durante quase 20 anos na Molaflex. Quando saiu desta empresa sanjoanenses deu aulas de Mecanotecnia e Trabalhos Manuais, na Escola EB 2,3 de Fajões, e de Mecanotecnia, na ex-Escola Industrial de Oliveira de Azeméis, mantendo sempre a atividade de técnico de desenho.
Após o 25 de Abril, esteve ligado à fundação do Movimento de Esquerda Socialista (MES). Mais tarde, foi membro da Assembleia de Freguesia de Macieira de Sarnes, secretário e presidente da junta da mesma freguesia e ainda membro da Assembleia Municipal de Oliveira de Azeméis.
Em termos associativos, o seu nome consta da história de associações como a ADEC-MS - Associação Desportiva e Cultural de Macieira de Sarnes e o Clube de Campismo de S. João da Madeira.

Quem é o candidato Fernando Sousa?
O homem que sempre defendeu a liberdade e a democracia, desde muito novo. A minha consciência política formou-se nos anos 60, na luta contra a ditadura salazarista, pela liberdade, pela justiça social e contra a guerra colonial.

O que o levou a ter sido técnico de desenho?
Estudei na antiga Escola Industrial de S. João da Madeira, onde fui o melhor aluno de desenho de máquinas (20 valores no exame final), daí ter seguido essa via profissional.

Como é o seu dia-a-dia?
Estou reformado. Mas continuo a ter uma atividade social, sendo presidente da MACICOOPE – Cooperativa de Consumo de Macieira de Sarnes, presidente da mesa da assembleia-geral (AG) da ADEC-MS - Associação Desportiva e Cultural de Macieira de Sarnes e presidente da mesa da AG do Clube de Campismo de S. João da Madeira.

Qual o seu lema de vida?
Defender a liberdade em todas as circunstâncias, pois sem liberdade não existe qualquer avanço da Humanidade.

Onde trabalhou? E quanto tempo lá esteve?
Durante 18 anos trabalhei na Molaflex. Quando saí, dei aulas de Mecanotecnia e Trabalhos Manuais, na Escola EB 2,3 de Fajões, e de Mecanotecnia, na antiga Escola Industrial de Oliveira de Azeméis, mantendo sempre a atividade de técnico de desenho.

O que o levou a entrar no movimento associativo?
Militei antes do 25 de Abril no movimento cooperativo. Fui um dos fundadores da MACICOOPE, fui sindicalista, antes e depois do 25 de Abril, e sou um dos mais antigos membros do Clube de Campismo de S. João da Madeira.

Quando entrou para a política?
Entrei para a política nos anos 60. Depois do 25 de Abril estive ligado à fundação do Movimento de Esquerda Socialista (MES), do qual fui membro da comissão política do comité central. Em Macieira de Sarnes, fui membro da Assembleia de Freguesia durante três anos e também três anos secretário da Junta de Freguesia (JF). Fui ainda, 12 anos, presidente da JF de Macieira de Sarnes e membro da Assembleia Municipal de Oliveira de Azeméis, por inerência do cargo.

Porquê o Bloco de Esquerda?
Não sou filiado. Digamos que sou um companheiro de estrada.

A política, em geral, e o partido, em particular, nunca o desiludiram?
Desde a extinção do MES nunca mais me filiei em mais nenhum partido, mas sou uma pessoa que nunca se desligará da política. Nunca me arrependi de ter feito o que fiz durante a minha vida.
Como concilia a vida pessoal, associativa e política?
Estou “desligado” da vida política ativa há vários anos, pois a minha vida tem sido preenchida pela atividade associativa.

O que está “mais” na cidade sanjoanense?
A cidade tem como mais-valias a rede escolar, razoáveis serviços de saúde. Culturalmente desenvolveu-se bastante e tem uma grande dinâmica industrial.

E o que está “menos”?
Falta ambição aos políticos que têm dirigido a câmara municipal, principalmente por não terem chamado a comunidade sanjoanense para um debate sobre a questão do alargamento do concelho, que é estratégico e vital para o seu futuro. Os pisos das ruas estão degradados, bem como os passeios.
Falta a esta cidade uma ligação, em via rápida à A1 e ao Hospital de S. Sebastião. Falta a construção de uma pista de atletismo, uma piscina olímpica, a remodelação dos courts de ténis, bem como a resolução da questão da linha do Vale do Vouga, que é uma realidade que envergonha qualquer sociedade desenvolvida.
Não posso deixar de salientar a ausência de uma política de habitação social, com todos os prejuízos que tem vindo a causar a uma parte da população sanjoanense.

O que o levou a aceitar o convite para ser o candidato do Bloco de Esquerda?
Ter a possibilidade de, na câmara municipal, defender as ideias que tenho em relação à cidade, tornar a gestão da câmara mais transparente. Pugnar pelo regresso à gestão camarária das águas de S. João, um bem público que foi vendido a uma empresa que não serve os interesses da população.

O que é que os sanjoanenses podem esperar de si?
Trabalho, competência, honestidade e transparência na minha atuação. Pretendo ainda trabalhar pela humanização da cidade.
É, para mim, uma honra esta candidatura, pois, apesar de não ter nascido em S. João da Madeira, aqui estudei, trabalhei e aqui tenho feito grande parte do meu percurso de vida.

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