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Na edição da semana passada assegurávamos que Ricardo Figueiredo anunciaria esta semana a sua recandidatura!
Fizemo-lo porque tínhamos certeza praticamente absoluta de que esse seria o desfecho esperado do processo que decorria internamente no PSD local.
Sabíamos – embora o tivéssemos reservado – que Ricardo Figueiredo es- taria a colocar algumas condições nessa recandidatura que passariam, compreen- sivelmente, pelo direito natural que assiste ao candidato – e que parecia ser natural no PSD – em ter uma palavra decisória sobre a ordenação da lista à câmara municipal que estava a decorrer no seio da família PSD!
Sabíamos também que a posição de Ricardo Figueiredo tinha pleno apoio da distrital social-democrata e foi também com essa garantia que avançámos a in- formação na edição anterior!
Contudo – e um tanto ou quanto inesperadamente – a situação conheceu uma reviravolta na quinta-feira passada, já depois da publicação do jornal, perante a “reivindicação” de que o segundo nome da lista deveria ser o do atual presidente da concelhia, o que contrariava a pretensão de Ricardo Figueiredo que chegou mesmo a apresentar um nome alternativo ao de Miguel Oliveira para número dois, um conhecido independente da cidade.
Perante uma rejeição dessa segunda alternativa Ricardo Figueiredo resolveu “bater com a porta” na terça-feira e deixar entregue aos responsáveis concelhios do PSD a escolha do novo candidato e conse- quente lista. E, desta forma, desconstruir parcialmente a informação anteriormente avançada pelo nosso jornal.
Con gura-se, desta forma, um novo cenário eleitoral na cidade que aumenta, em teoria, a probabilidade de acabar com hegemonia de 16 anos de poder local do PSD!
A democracia constrói-se de e com alternativas, com debate de ideias e aproveitando os que querem fazer do bem comum da cidade o seu objetivo e não tanto com os que querem que a cidade faça deles o centro das suas atenções e aspirações como as tentativas a que ainda há uns anos atrás assistíamos.
A política autárquica não pode nem deve ser entendida uma carreira política, mas antes e cada vez mais um serviço público de quem dela não precisa para ter uma carreira pro ssional. Deve criar raízes para a cidade, mas sem criar raízes políticas aos seus intérpretes.
Con rmada que está a renovação de nomes, candidatos e equipas, cará uma vez mais na mão dos eleitores sanjoa- nenses a tarefa de escolher entre os que se disponibilizam para ajudar construir e os que se oferecem para que os ajudem a construir-se!

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