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Hoje, pelas 18h30, na Casa da Criatividade, sobem ao palco 64 jovens músicos de 13 escolas do país para o Concerto de Encerramento do I Estágio de Orquestra de Sopros organizado pela Academia de Música

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Academia de Música promove estágio onde alunos “saem a ganhar”

FOTO: Gisélia Nunes
FOTO: Gisélia Nunes
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Hoje, pelas 18h30, na Casa da Criatividade, sobem ao palco 64 jovens músicos de 13 escolas do país para o Concerto de Encerramento do I Estágio de Orquestra de Sopros organizado pela Academia de Música

No âmbito de um concerto inserido na iniciativa camarária Ciclo Raízes (ver caixa), com entrada gratuita, estes alunos de música vão mostrar o resultado de “uma semana de trabalho intenso” sob a batuta do maestro convidado Fernando Marinho. Além dos “ensaios tutti” pela mão do maestro das Orquestras do Conservatório de Música do Porto, os “estagiários”, com idades entre os 11 e os 20 anos, também trabalharam com “uma série de professores de naipe, cá da Academia de Música, dos diferentes instrumentos, que estiveram a fazer trabalho parcial de forma a preparar as peças separadamente”, explicou ao labor Fernando Marinho.
Ao todo, são 64 músicos pertencentes a 13 escolas do Norte e Centro do país, desde Arcos de Valdevez até Cantanhede, que estão a participar no I Estágio de Orquestra de Sopros organizado pela Academia de Música de S. João da Madeira (AMSJM). E vão ser esses que hoje, dia 13, pelas 18h30, vão subir ao palco da Casa da Criatividade para um espetáculo de “cerca de uma hora”, cujo programa foi pensado por Fernando Marinho “de uma forma bastante pedagógica”, mas, ao mesmo tempo, também com um sentido artístico bem direcionado”.
“Flourish”, de Ralph Vaughan Williams, “First Suite”, de Gustav Holst, “The Sun Will Rise Again”, de Philip Sparke. “A Little Tango Music”, de Adam Gorb, “Serenade”, de Derek Bourgeois, e “Requiem”, de David Maslanka, são os temas que compõem o repertório “de grau de dificuldade médio, alicerçado “em cinco compositores ingleses de música para orquestra de sopros, nomes incontornáveis da escrita para esta formação”.

“Acho que vão aprender mais nestes quatro dias do que, se calhar, durante um período inteiro”
É a primeira vez que a AMSJM faz “algo do género”, conforme contou o diretor José Resende, acrescentando que ele e a sua equipa diretiva promoveram este estágio inédito no seio da instituição “para, primeiro, dar uma formação diferente aos nossos alunos”. Estes, em seu entender, “só ficam a ganhar conhecendo metodologias novas, professores novos, maestros novos e também contactando com outros alunos”.
“Acho que vão aprender mais nestes quatro dias do que, se calhar, durante um período inteiro”, prosseguiu, uma vez que, na sua ótica, “não é que o professor habitual não seja um bom professor, mas o facto de os alunos terem esta experiência, conhecerem e trabalharem obras novas, diferentes, maneiras diferentes de as abordar, visões diferentes, só os enriquece”.
Interpelado pelo labor apenas no segundo dia de estágio, José Resende não hesitou em fazer já um balanço positivo desta organização com a assinatura da AMSJM. Tanto que não põe de parte a hipótese de estender esta boa experiência a outras orquestras da Academia de Música como, por exemplo, a de cordas.
“Os jovens são impecáveis, extremamente pontuais. Têm um comportamento impecável com o maestro e já perceberam o que ele quer. Aliás, sei que alguns não se limitam às aulas. Depois das 17h30, vão para casa trabalhar melhor aquilo que aprenderam aqui durante o dia”, disse com orgulho ao labor.

Fernando Marinho regressa à Academia de Música quase 20 anos depois
Natural de Amarante, a trabalhar no Porto e atualmente a residir “algures entre Felgueiras [de onde é natural a esposa], Amarante e Lisboa”, Fernando Marinho regressou à Academia de Música de S. João da Madeira onde participou num masterclass de flauta, já lá vão quase 20 anos, mas agora na qualidade de maestro do I Estágio de Orquestra de Sopros. Uma experiência que está a ser “positiva, porque os alunos estão a reagir muito bem”.
“É sempre um risco para um maestro, um educador ou um professor arriscar programar sem conhecer os alunos, como foi o meu caso. No entanto, acho que foi um risco bem calculado porque o programa parece-me bem adequado. Está a ser saudável, está a ter momentos pedagógicos muito válidos”, referiu, continuando: “É uma aprendizagem que seguramente lhes vai deixar algo para o futuro”.
Questionado sobre a qualidade dos alunos, assegurou que “tenho aqui pessoas extraordinariamente talentosas. À vista desarmada percebe-se isso”. Porém, é de opinião - e deu-a ao labor - que para que possam vir a fazer uma boa carreira tem de haver muito trabalho, dedicação, entrega, rigor no estudo, etc.. “O poder construir uma carreira, projetar o futuro, depende cerca de 10% do talento e 90% do trabalho. O talento puro ajuda a resolver algumas coisas, mas não é suficiente”, deixou claro.


Concerto integrado no Ciclo Raízes
Este concerto da Academia de Música de S. João da Madeira, que tem lugar na Casa da Criatividade esta quinta-feira, insere-se no Ciclo Raízes. Iniciativa no âmbito da qual as associações e instituições sanjoanenses são convidadas pela câmara a subir ao palco daquele equipamento cultural municipal para apresentarem à cidade um espetáculo diferenciador.
Dando testemunho do dinamismo cultural de S. João da Madeira e contribuindo para a preservação do património imaterial do município, este ciclo camarário integra-se nas comemorações do 90.º aniversário da criação do concelho, que se iniciaram em 11 de outubro de 2016 e se prolongam por um ano.
Relativamente a 2017, para além do concerto do dia de hoje, há mais 10 espetáculos programados até ao mês de setembro, que serão protagonizados por outras tantas associações/instituições concelhias e oportunamente divulgados.

VOX POP

Rui Camões, Academia de Música de Oliveira de Azeméis
“Este estágio é bastante bom para nós, principalmente porque temos um bom maestro. É uma boa oportunidade para experimentarmos repertório novo e modos de ensaiar diferentes”.

Maria Milheiro, Escola Profissional de Música de Espinho
“Estou a gostar. É diferente. Nunca tinha participado num estágio de orquestra. O maestro é muito bom. Está a ser uma boa experiência”.

Rita Sousa, Academia de Música de S. João da Madeira
“É uma experiência boa. A Academia de Música nunca fez nada parecido. É uma experiência nova, de que estou a gostar bastante, sobretudo pelo facto de o maestro e a companhia serem bons”.

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