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"Os animais que ao longe parecem moscas" é descrita pelo Público como “uma experiência marcada pelo espanto, o humor e a perplexidade"

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Exposição do Núcleo de Arte entre as melhores de 2017

FOTO: Direitos Reservados
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"Os animais que ao longe parecem moscas" é descrita pelo Público como “uma experiência marcada pelo espanto, o humor e a perplexidade"

Produzida pelo Município de  S. João da Madeira, através do Núcleo de Arte da Oliva (NAO), com a participação da Coleção Norlinda e José Lima, “Os animais que ao longe parecem moscas”, de João Maria Gusmão e Pedro Paiva, foi eleita uma das melhores exposições realizadas no país em 2017.
No suplemento cultural Ípsilon​, do jornal Público​, aquela mostra - inaugurada a 25 de março e patente ao público até 29 de agosto no NAO - aparece em terceiro lugar numa lista de 10 selecionadas. “Facto revelador de que o Núcleo de Arte tem vindo a criar uma programação ambiciosa e que deverá continuar o trabalho de aposta em exposições de qualidade e relevância nacional e internacional”, disse em exclusivo ao labor Andreia Magalhães.
Em declarações ao jornal, a diretora do NAO ainda adiantou que “Os animais que ao longe parecem moscas” foi concebida e comissariada pelos próprios artistas. Estes, numa das galerias do equipamento municipal sanjoanense, desenharam uma radical  transformação do espaço, escurecendo-o e criando quatro imponentes palcos onde foram expostas as suas obras: vários objetos e esculturas cinéticas, muitos deles acessórios, figurantes ou protagonistas dos seus filmes, pelos quais são mais notoriamente conhecidos.
Em exposição, segundo Andreia Magalhães, estiveram também sete filmes de 16 mm realizados entre 2009 e 2013, um deles “A Sopa” (2009) uma das obras que esta dupla artística levou à 53.ª Bienal de Veneza quando representou Portugal, integrante da Coleção Norlinda e José Lima em depósito no Núcleo de Arte da Oliva e que incorpora mais obras da sua autoria.
João Maria Gusmão e Pedro Paiva trabalham juntos desde 2001 e são desde o início identificados como autores em ascensão de uma obra mágica, fascinante e concetual. Sobretudo reconhecidos pelos seus filmes mudos de 16 mm, remanescentes das primeiras obras do cinema, criaram um universo artístico que escapa a géneros ou categorias,  encontrando-se antes num território onde se sobrepõem o encantamento e a magia com a ciência e o registo das mais diversificadas atividades humanas e dos fenómenos, entre a ilusão e a mais estranha realidade, cheios de referências de distintos campos do conhecimento e pensamento. A sua obra é também formada por escultura, instalação,  fotografia e projetos editoriais.
Apresentaram em 2014 “Papagaio”, comissariada por Vicente Todoli, no Hangar Biccoca (Milão) e, depois, na galeria KW - Institute for Contemporary Art (Berlim) e no Camden Arts Center (Londres), sendo em 2015 considerada uma das melhores exposições do ano pela crítica britânica.

Programação do Núcleo de Arte
Atualmente, no Núcleo de Arte, também com base em obras da Coleção Norlinda e José Lima, está patente a mostra “Limiar da Vida”, com curadoria de Pedro Lapa, que foi diretor artístico do Museu Coleção Berardo e diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado.
No mesmo espaço cultural podem ser vistas, de igual modo, “In and out of Africa”, apresentando quase uma centena de obras de arte bruta e outsider de artistas de origem africana, que integram a Coleção Treger/Saint Silvestre; e "Silvestre Pestana: um Artista de Contraciclos", que se integra num programa de apresentação de obras da Coleção de Serralves com o objetivo de tornar o acervo acessível a públicos de diversas regiões do país.
Situado na Rua da Fundição, o NAO encontra-se aberto de terça-feira a domingo, das 10h30 às 18h00. Mais informações através dos seguintes contactos: 256 004 190 e/ou nucleoarteoliva@cm-sjm.pt.

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