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Povo vê “com bons olhos” mudança de cor da câmara

FOTO: Rui Guilherme
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Depois de uma noite de euforia para o Partido Socialista e “devastadora” para a coligação “Maioria por S. João da Madeira” em termos de resultados eleitorais, a cidade “acordou”, esta última segunda-feira, calma e serena, como em tantos outros inícios da semana. Mas obviamente a falar do assunto da atualidade e… dos próximos tempos.
Tal como nas redes sociais, as autárquicas, ou melhor “a vitória inequívoca” da candidatura liderada por Jorge Vultos Sequeira e a “derrota histórica” da equipa de Paulo Cavaleiro também eram tema de conversa na “vida real”, “esquina sim, esquina sim”. Nas esplanadas, nos bancos de jardim, entre outros locais, jovens e menos jovens trocavam impressões alto e bom som sobre a mudança de cor da câmara municipal de “laranja” para “rosa”, que aliás também aconteceu de forma igualmente expressiva no vizinho concelho de Oliveira de Azeméis.
O labor saiu à rua para ouvir o povo “dizer de sua justiça”, tendo a esmagadora maioria dos inquiridos se mostrado satisfeita com o desfecho destas eleições de 1 de outubro. Houve até quem desde a primeira hora tivesse “esperança que houvesse mudança, mas não com uma diferença tão grande”. Caso de Emanuel Silva, de 24 anos, que ainda disse acreditar que “vai fazer bem aos sanjoanenses”, sobretudo aos mais novos que se têm visto obrigados a sair da sua terra por falta de “políticas de juventude e até de [incremento à] natalidade” adequadas.
Também Hugo Meireles (37) é um jovem sanjoanense e, de igual modo, vê “com bons olhos” o facto de Jorge Sequeira ter sido eleito presidente da autarquia. Este é, em seu entender, “provavelmente a pessoa mais bem preparada [para assumir o cargo]”, pois, do que conhece do seu “amigo”, “o Jorge vai estar muito atento” aos problemas reais de S. João da Madeira como, por exemplo, a “pobreza envergonhada que há por aí”, sobretudo na periferia.

“Ganhou o melhor!”

Alinhando pelo mesmo diapasão, Alberto Pinho (54) afirmou que “ganhou o melhor!”. “Todos menos o PSD, que só destruiu a cidade”, prosseguiu, questionando de seguida: “Onde já se viu uma cidade destas não ter umas casas de banho públicas no centro?”, obrigando munícipes e forasteiros a terem de recorrer às instalações sanitárias de espaços comerciais privados para satisfazer as suas necessidades fisiológicas.
Já António Costa, de 66 anos, residente na Pedra Branca (Macieira de Sarnes), só espera que “o partido que ganhou seja mais feliz do que o que estava”. Na sua ótica, “o PS irá fazer o melhor possível para tentar convencer os sanjoanenses que estavam a votar naqueles que julgavam ser melhores e que afinal não conheciam”.
Imbuída do mesmo espírito otmista e também de Macieira de Sarnes, surgiu Ana Pinho. “Vai ser uma boa mudança”, referiu a macieirense de 34 anos, para quem terem demolido o Elemento Arquitetónico foi “terem deitado abaixo um bocadinho da história de S. João da Madeira” - ideia reforçada pelo seu companheiro David Amorim, de 30 anos e oriundo de Paredes, que se encontrava com ela na Praça Luís Ribeiro.
“Remando contra a maré”, digamos assim, a nossa reportagem encontrou José Tomé (76). Este septuagenário estava a contar que “a vitória fosse do Paulo Cavaleiro”, contudo, “há que aceitar a decisão do povo”.
Sílvia Sousa também foi outra das que não se queixaram dos antigos executivos municipais do PSD. Embora seja de Fornos, Santa Maria da Feira, a jovem de 27 anos trabalha em S. João da Madeira, cidade à qual acha que “só falta mesmo uma faculdade”. Aliás, “gostava do presidente [Ricardo Figueiredo} que estava cá”, confessou a feirense ao nosso jornal.

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