a informação essencial
Pub
Partilha

Agência de S. João da Madeira ainda é pouco conhecida entre os sanjoanenses. Mas esta é uma situação que pode vir a alterar-se com a mudança da sede para o centro da cidade

Tags

Um banco onde se troca tempo por tempo

FOTO: Gisélia Nunes
Partilha

Agência de S. João da Madeira ainda é pouco conhecida entre os sanjoanenses. Mas esta é uma situação que pode vir a alterar-se com a mudança da sede para o centro da cidade

“Só precisamos de uma pequena sala com espaço para uma secretária para ter um computador, duas cadeiras e, se possível, um pequeno armário ou estante”, disse Américo Nunes, esclarecendo, no entanto, que não pretendem “acabar com as atividades que funcionam na sede em Fundo de Vila”, mais concretamente na biblioteca daquele lugar de S. João da Madeira.
No último sábado - aquando da inauguração da exposição de fotografia “Banco de Tempo: 15 anos, 15 histórias”, da autoria de Inês D’ Orey, patente ao público na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo até 19 de agosto - Américo Nunes falou em nome dos restantes membros da Agência do Banco de Tempo (ABdT) de S. João da Madeira, apelando “à boa vontade dos responsáveis da nossa cidade” para que os ajudem a “ter uma sede mais central”. Não é que já não tivessem na mão “as chaves do Elemento Arquitetónico, mas este, segundo as últimas notícias tornadas públicas, vai ser demolido já no próximo dia 27”, afirmou em tom de brincadeira.
“Demolição do ‘pirilau’ à parte”, a ABdT sanjoanense quer dar-se a conhecer e, nesse sentido, aproveitou a presença do vice-presidente da câmara para relembrar o assunto da sede. Paulo Cavaleiro ouviu o apelo e, embora não “se tenha descosido” quanto à localização, deixou antever que já tinha umas novas instalações em vista.
Na ocasião, o ‘vice’ da autarquia ainda aconselhou o desenvolvimento de ações de promoção do Banco de Tempo, nomeadamente da ABdT local: “É preciso explicar às pessoas o que é isto do Banco de Tempo”. Algo que Américo Nunes e colegas já estão a fazer. Aliás, a mostra “Banco de Tempo: 15 anos, 15 histórias” é “uma iniciativa que faz parte de um conjunto de ações que o Banco de Tempo de S. João da Madeira pretende vir a realizar, para divulgação da sua atividade social e cultural direcionada sobretudo, para as questões de cidadania solidária junto da comunidade que nos envolve”.

Banco de Tempo em S. João da Madeira há três anos

“A ideia inicial do Banco de Tempo em S. João da Madeira surgiu em finais de 2004 por iniciativa do saudoso Dr. Josias Gil, mas não teve sucesso”, começou por explicar Américo Nunes, acrescentando que a ABdT “só iniciou atividade em 14 de fevereiro de 2014 e foi oficialmente inaugurada a 25 de abril do mesmo ano, pela mão da atual presidente da junta Helena Couto, Rita Pereira e Margarida Barbedo, que formaram a primeira equipa de coordenação”.
Neste momento, conta com 84 membros, alguns dos quais institucionais como são os casos da junta de freguesia, CDN – Conservatório de Dança do Norte (Escola de Dança Ana Luísa Mendonça), Universidade Sénior do Rotary Club, Escola Inglesa, entre outros.

O que é o Banco de Tempo?

Mas afinal o que é isto do Banco de Tempo (BdT)? Não se pode comparar o BdT aos outros bancos, em que há cheques, saldos, estratos e movimentos de conta, créditos e débitos. No BdT não há juros, nem dinheiro, circulando apenas tempo. Troca-se tempo por tempo. É tão simples quanto isto. E todas as horas têm o mesmo valor, independentemente do serviço trocado. Os elementos do Banco de Tempo disponibilizam-se para fazer o que mais gostam e podem solicitar qualquer serviço disponível na sua agência.
A lista de serviços que podem ser trocados inclui coisas como tomar conta de crianças, acompanhar alguém a uma consulta médica, acolher temporariamente animais, regar as plantas de alguém que foi de férias, forrar armários, pregar quadros, ir à farmácia, fazer pequenas reparações, ensinar a fazer crochet, a bordar ou a tricotar, conversar numa língua estrangeira, ajudar a preencher impressos, etc..
O objetivo do Banco de Tempo é aumentar a participação das pessoas na vida da sua comunidade, criando ou fortalecendo laços entre os seus elementos e rentabilizando a sua boa vontade e espírito solidário.
Mais informações podem ser obtidas através do 256 824 305, 910018537, bancodetempo@fsjm.pt ou www.facebook.com/bancodetemposjm.

Comentários

Pub

Notícias relacionadas