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Entrevista a Rita Mendes, candidata da CDU à Câmara Municipal

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“O meu sonho é voltar a trabalhar na escola de Fundo de Vila”

Rita Mendes na Rua Manuel Luís da Costa, onde cresceu em S. João da Madeira
FOTO: Rui Guilherme
Rita Mendes na Rua Manuel Luís da Costa, onde cresceu em S. João da Madeira
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Entrevista a Rita Mendes, candidata da CDU à Câmara Municipal

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Rita Mendes
Tem 37 anos, nasceu e viveu desde sempre em S. João da Madeira (SJM). “Filha, neta e bisneta de sanjoanenses”, assim se apresentou Rita Mendes, contando, ainda, que o seu bisavô foi "um dos fundadores da Viarco”.
Andou no Jardim de Infância – Centro Infantil de SJM, mais conhecido por I.O.S da Santa Casa da Misericórdia, depois no antigo Jardim do Sol, atualmente Núcleo de Ensino Estrela Guia, na EB2,3 e na Escola Secundária João da Silva Correia. Rita Mendes é licenciada em Ensino Básico de 1.º Ciclo pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Concluiu o mestrado em Educação em Línguas na Universidade de Aveiro e o doutoramento em Educação com especialização em Supervisão Pedagógica na Universidade Portucalense.
Rita Mendes é professora de 1.º ciclo, deu aulas na EB1 de Fundo de Vila e tem alternado entre escolas no Porto e em Gondomar.
“O meu sonho é voltar a trabalhar na escola de Fundo de Vila, a escola que está no meu coração”, revelou Rita Mendes ao labor.
Rita Mendes é professora em Gondomar, vive em SJM e é a candidata da CDU à Câmara Municipal de SJM.

Quem é a candidata Rita Mendes?
Uma pessoa simples, generosa, honesta, frontal, mas educada, séria, determinada, sempre com muita vontade de ajudar os outros, de trabalhar em comunidade. Sou mãe, tenho duas filhas e gostava de ter muito mais. Sou comunista e sou professora com muito orgulho e com muito gosto.

O que a levou a ser professora de ensino básico?
Quando andava na escola secundária havia uma professora de Alemão, a professora Eva Cruz, muito conhecida em S. João, que me dizia, não sei se ela se lembra disso, que devia ir para advogada porque achava que eu argumentava bem e porque passava a minha vida a defender os outros e meter-me na causa dos outros. Se visse alguma injustiça era a primeira a intervir. Ela dizia isso muitas vezes. A verdade é que ela acabou por me influenciar para ir para professora e não para advogada.
A Dr.ª Eva conseguiu estabelecer com todos os seus alunos uma relação de afetividade muito profunda. Ela não tinha indisciplina na sala de aula, de certeza, porque os alunos gostavam dela. Como ela dizia no livro “Era uma vez em Outubro”: “Professora na vida. Um ato de amor com muito para dar”. Um livro que deveria ser de leitura obrigatória para todos os professores.

Como é seu dia a dia?
O meu dia começa cedo com todos os cuidados que preciso de ter com as minhas filhas, depois vou para Gondomar. Trabalho, aproveito as horas de almoço para trabalhar, para preparar as minhas aulas, para depois, ao fim do dia, quando regressar estar o mais disponível possível para as minhas filhas e para a minha outra atividade relacionada com o partido e com a assembleia municipal.

Qual o seu lema de vida?
Acho que o meu lema de vida é mudar, evoluir, não estar sempre presa a preconceitos.
Há uma música do Gabriel, O Pensador, chamada “Até Quando?”, que diz:
“Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!”.

Onde dá aulas?
Em Gondomar.

Há quanto tempo lá está?
Dois anos. Agora vamos ver os resultados em julho. Vamos ver se fico em S. João da Madeira.

O que a levou a entrar no movimento associativo?
Fui presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária João da Silva Correia. Na altura foi a vontade de fazer alguma coisa pela escola. Eu e um grupo de amigas que ainda hoje somos amigas, muito amigas, decidimos que tínhamos capacidade para integrar a associação de estudantes. Éramos um grupo muito extrovertido e muito criativo.
Também fui atleta da Associação Desportiva Sanjoanense (ADS) e da Associação Estamos Juntos (AEJ).

Quando entrou para a política?
Sou filha de dois comunistas. O meu pai e a minha mãe conheceram-se no Partido Comunista Português (PCP) em SJM. O meu pai é transmontano. Portanto, toda a minha educação, todos os valores que me transmitiram foram determinantes para formar a minha personalidade. Sempre estive ligada ao Partido Comunista Português.
Eu vinha com o meu pai a miude a esta casa onde estamos (sede do PCP em SJM), é a minha infância também. Sempre vim às iniciativas do partido, fiz parte dos Pioneiros de Portugal.
Mas, atenção, penso pela minha cabeça. Se dissesse que não houve influência por parte dos meus pais, estava a mentir. Penso pela minha cabeça, mas a educação que tive, como a educação que toda a gente tem, foi influenciada pelos meus pais.
Entrei para a JCP por volta dos 12/13 anos. Depois comecei a participar nas iniciativas, nas reuniões e nos debates. Pronto, em tudo que tinha a ver com a JCP. Mais tarde entrei para o partido, assumi responsabilidades no partido. Desde os 18 anos que integro as listas da CDU para as autarquias. Já integrei a lista da CDU pelo distrito de Aveiro à Assembleia da República também. Sou membro da Comissão Concelhia do PCP de SJM, integro o organismo das autarquias da CDU em SJM e sou membro da Direção da Organização Regional de Aveiro do PCP.

Porquê o Partido Comunista?
Como acabei de dizer porque a minha personalidade se definiu através da influência de dois comunistas que me ensinaram muito. Por outro lado, o Partido Comunista tem uma história incrível de luta e de resistência.
Há histórias incríveis que não estão escritas, não estão narradas, que ouvimos pelos camaradas mais antigos. É um partido que defende o povo, é contra a exploração do homem pelo homem, defende os valores da igualdade, liberdade, solidariedade, fraternidade e isso é muito importante. Depois pelo próprio percurso atual do PCP, pela coerência.

Nunca a desiludiu?
O meu partido nunca me desiludiu.

Como concilia a vida pessoal, profissional e política?
Os meus pais e a minha avó são a minha retaguarda porque trabalho, o meu companheiro trabalha. Portanto, agradeço muito aos meus pais o facto de segurarem as pontas com as minhas filhas. Depois sou muito organizada. Organizo e planifico muito bem o meu tempo. Depois, como disse, tenho uma retaguarda familiar fabulosa.

O que está “mais” na cidade sanjoanense?
O povo sanjoanense, o dinamismo das gentes da nossa terra e a nossa história ligada ao trabalho e aos trabalhadores.

O que está “menos” na cidade sanjoanense?
É preciso humanizar a cidade e, por isso, há ainda muito por fazer. Assim o queiramos. E nós estamos cá para isso. Determinados.

O que a levou a aceitar o convite para ser a candidata da CDU?
Sou sanjoanense, comunista e acho que tenho condições para assumir o compromisso. Tenho um partido que me apoia, trabalhamos em coletivo e nunca vou estar sozinha.

O que é que os sanjoanenses podem esperar da candidata Rita Mendes?
Trabalho, honestidade e competência. Determinação também. Podem esperar sempre que coloque o interesse dos sanjoanenses à frente de tudo.
A CDU tem um projeto autárquico excelente, está visto noutras zonas do país e que se pauta pelo trabalho, honestidade e competência.
Nós não estamos na política para nos servirmos, mas para servir os outros. A prova da nossa honestidade e do nosso despreendimento total é o facto de todos os eleitos da CDU, militantes do PCP, no desempenho dos cargos para que foram eleitos, não devem ser beneficiados nem prejudicados financeiramente, tal como está previsto no ponto 4 do artigo 54 dos estatutos do PCP.
As senhas de presença que recebemos de representação nos cargos locais e nacionais para os quais fomos eleitos entregamos ao PCP. Somos um partido empreendedor e capaz de se sustentar.

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