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À terceira edição Gargalhão já é um caso de sucesso na nobre missão de elevar os “índices de felicidade interna bruta”

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Humor vai às fábricas

FOTO: Gisélia Nunes
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À terceira edição Gargalhão já é um caso de sucesso na nobre missão de elevar os “índices de felicidade interna bruta”

Até ao próximo sábado S. João da Madeira volta a ser a capital do humor. Contando com o apoio da câmara municipal, o Gargalhão está aí de novo e traz “cartas na manga” em relação às duas edições anteriores. Com destaque para uma “Peregrinação Humorística” por fábricas sanjoanenses, que pela primeira vez decorreu ontem e foi protagonizada pelos “comediantes de serviço” Paulo Baldaia, Joel Ricardo Santos, Zé Pedro e Joca Silva
O inédito périplo começou bem cedo, logo pelas 09h00, na Helsar, seguindo-se, depois, ainda de manhã, a Academia de Design e Calçado e a Cartonagem Trindade. Também a Bulhosas e a Sinflex, indústrias que fazem parte do Turismo Industrial, foram outras das “felizes contempladas”, digamos assim.
Em declarações exclusivas ao labor, José Augusto Correia e a sua filha Patrícia Correia, da Helsar, adiantaram que estão “sempre abertos a este tipo de iniciativas”. Aliás, já não é a primeira vez que a sua empresa de calçado abre as portas a algo do género. Já o fazem, por exemplo, com a “Poesia à Mesa”, organizada pela autarquia.
Relativamente ao “Humor Industrial” que receberam nas suas instalações, “foi muito agradável”, sendo “sempre bom para as relações entre empregadores e empregados”, afirmou ao nosso jornal José Augusto. Já a sua descendente referiu que a escolha do horário (09h00) não foi por acaso, tendo “a motivação para um dia de trabalho” sido o objetivo quando escolheram o período da manhã.
Além da academia e destas fábricas que na quarta-feira “estiveram com humor em alta”, as escolas do primeiro ciclo de S. João da Madeira recebem hoje, dia 16, a visita do humorista João Seabra com a iniciativa “Seabra vai à escola”. Esta foi “o momento alto” do segundo Gargalhão, realizado no ano passado, e que assim sendo “jamais poderá deixar de existir”, conforme disse o mentor do festival de comédia Pedro Neves aquando da apresentação pública do evento na semana transata.
Ainda esta quinta-feira há uma outra novidade: pelas 21h45, o humor negro toma conta da Sala dos Fornos da Oliva Creative Factory - o principal palco dos três dias de festival - com o espetáculo “Overdose de Tourette”, que tem como protagonistas Rui Cruz, Paulo Almeida, Manuel Cardoso e Diogo Batáguas.
Como o humor negro agrada cada vez mais a um determinado público, mas também desagrada a um tanto outro, o comediante Pedro Neves decidiu dedicar um dos dias ao humor negro e os outros dois (sexta-feira e sábado) ao humor generalista.

Fernando Rocha amanhã em S. João da Madeira

Amanhã, o Gargalhão traz à Sala dos Fornos Carlos Moura, que é pouco conhecido pelo facto de estar maioritariamente “atrás das câmaras”; Francisco Menezes, que “dispensa apresentações”; e Fernando Rocha, que é nada mais nada menos do que “o melhor humorista em Portugal”.
Já o sábado conta com a estreia do humor no feminino com Sofia Bernardo, que é “uma querida amiga, belíssima comediante e extraordinária atriz que pouca gente conhece e que pode ser uma das surpresas humorísticas do nosso festival”, e Dário Guerreiro, que tem “milhares de seguidores” e pertence a “uma nova geração de comediantes”, Miguel Sete Estacas, numa “forma incrível”, e Aldo Lima, que é ator e especialista em stand up comedy “muito conhecido e com muito público”, conforme revelou Pedro Neves na conferência de imprensa divulgada pelo labor na edição anterior.
Sendo já uma marca da cidade de S. João da Madeira e da região, o Gargalhão vai ter um serviço de bar, em que estará disponível a cerveja Alma (criada por João Seabra), o vinho Gargalhão, lançado na edição anterior, e a ginjinha Gargalhão, a novidade deste ano.

Bilhetes à venda nos locais habituais

Os bilhetes custam entre sete (no caso do espetáculo desta quinta-feira) e 10 euros (na sexta-feira e no sábado) e ainda podem ser adquiridos na Bilheteira Online (www.bol.pt), na Casa da Criatividade, nos Paços da Cultura e no Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory.
Se bem que relativamente ao dia mais concorrido até ao momento (sexta-feira) dos 800 ingressos postos à venda, já só há cerca de 200 disponíveis. Por isso, se ainda não comprou o seu o melhor mesmo é apressar-se para não perder a oportunidade de dar umas valentes gargalhadas. Até porque, afinal, rir continua a ser o melhor remédio!

VOX POP

Abílio Assunção, 54 anos, colaborador da Helsar


“É uma iniciativa espetacular, que vem no seguimento quer do Turismo Industrial, quer da Poesia à Mesa. É muito salutar, porque acordamos ainda a ‘dormir’ e começamos a manhã logo a dar umas boas gargalhadas. Isto é muito bom, num país que não é muito virado para a cultura. Maior parte dos espetáculos não são acessíveis ao povo, dado o seu preço”.

Elisabete Cunha, 39 anos, colaboradora da Helsar

“Achei muito divertido. Eles são muito engraçados. Isto ajuda a que o dia de trabalho corra melhor. Devia haver mais iniciativas do género, pois quebram a rotina e deixam-nos mais motivados para o trabalho”.

António Pereira, 56 anos, colaborador da Helsar

“Adorei. Fez-nos rir e quando é assim é muito bom. O dia de trabalho, pelo menos para mim, começou da melhor forma”

Susana Moreira, 45 anos, colaboradora da Helsar

“Gostei imenso. Ainda estou a rir-me sozinha. Trata-se de iniciativas que contribuem para melhorar o nosso dia-a-dia. Ajudam-nos a ‘libertar-nos’ um bocadinho, por isso, são sempre bem-vindas”.

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