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Estacionamento não é ilegal, mas provoca constrangimentos

FOTO: Diana Familiar
FOTO: Diana Familiar
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Rua Oliveira Figueiredo

A falta de estacionamento existente na Rua Oliveira Figueiredo leva a que todos os dias úteis exista carros estacionados de um lado e do outro das faixas de rodagem. O que parece à partida um estacionamento ilícito não é, desde que os carros não estacionem nas margens onde estão desenhadas umas linhas e/ou estrias amarelas para que permitam um melhor acesso e saída dos pesados às empresas existentes.
Os carros que estacionem nestas margens não têm direito a multa monetária, mas a remoção do automóvel.
De acordo com o código da estrada, “o estacionamento dentro das localidades é feito no sentido da marcha de trânsito o mais à direita possível”, explicou Hélder Andrade, comissário da PSP, durante uma visita ao local, ao labor.
Além disso, o sinal existente do lado esquerdo ao fundo da rua, no sentido em que vai para o quartel dos bombeiros, é de que é proibido parar e estacionar veículos pesados. Ou seja, todos os carros estacionados são veículos ligeiros pelo que é permitido o seu estacionamento naquela rua.
Chegados a este ponto percebemos que o estacionamento é permitido, mas provoca constrangimentos de trânsito aos veículos ligeiros e pesados, principalmente às viaturas dos bombeiros que saem em emergência.
“Está previsto em decreto de lei a criação de corredores de emergência, mas a única coisa que existe é a definição de corredor de emergência”, disse o comissário da PSP, reconhecendo que “as viaturas de emergência passam”, mas “as viaturas em emergência não passam”.
Ao longo da visita, Hélder Andrade partilhou uma ou outra solução que lhe saltaram à vista, mas deixando claro que este tipo de situação tem de ser tratado com todas as entidades competentes sanjoanenses.
Entre as soluções poderá estar a “transformação desta rua em sentido único” e “garantir o tal corredor de e em emergência de saída dos bombeiros”. As vantagens desta solução são a criação do “corredor de emergência sempre garantida com trânsito num só sentido e cria-se mais lugares de estacionamento”, explicou o comissário da PSP. Já as desvantagens estão no “acesso de cargas e descargas às empresas que é feito num só sentido” e a “informar a população sobre a mudança”. “No final da faixa de rodagem há uma rotunda e há um risco acrescido a por em cima da mesa e a discutir com as instâncias locais de aumentar o acesso de viaturas em sentido contrário ao do trânsito”, apontou Hélder Andrade, com a nota de que “a população de S. João da Madeira é de 27 mil pessoas flutuantes e chega ao dobro em dias úteis”.
Uma outra solução está na criação de um parque de estacionamento. Se for uma parceria entre o erário público e privado, “toca para a frente. Estamos cá para ajudar”, afirmou Hélder Andrade, destacando a importância de ter em conta determinadas condições como “um vigilante, gerir os danos, desgastes, as reclamações e tudo isso tem custos materiais e humanos”.

“Uma via daquela dimensão põe em risco a circulação rodoviária”

Os constrangimentos de trânsito sentidos pelos bombeiros na Rua Oliveira Figueiredo representam “uma preocupação” partilhada com “as autoridades locais”, deu a conhecer o comandante Normando Oliveira.
No seu entender, “o que está em causa é que tem de se encontrar uma solução” não só para os bombeiros, mas também para “toda a gente que trabalha na Zona Industrial”.
A falta de estacionamento é, cada vez mais, sentida pelo de facto de hoje em dia quase todas as pessoas terem um carro particular, ao contrário de “há muitos anos em que as pessoas se deslocavam de autocarro, bicicleta ou de motorizada” para o local de trabalho, constatou Normando Oliveira ao labor.
Para o comandante dos bombeiros, uma solução deve ser encontrada seja pela autarquia, pelas empresas ou por ambas.
Apesar do estacionamento nesta rua não ser ilegal, “uma via daquela dimensão põe em risco a circulação rodoviária” e “a saída dos veículos de e em saída de emergência” do quartel dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira, assumiu Normando Oliveira.

“Já fizemos vários pedidos às câmaras para resolver o assunto”

A Zarco de Carlos Santos é uma das empresas instaladas na Rua Oliveira Figueiredo. O estacionamento dos dois lados da faixa de rodagem que provoca constrangimentos de trânsito é algo que não passa ao lado desta empresa. “Já fizemos vários pedidos às câmaras para resolver o assunto”, mas perdura desde então, disse Raquel Santos, gestora de marca da Carlos Santos, ao labor.
Um dos “transtornos maiores” é sentido pelos “bombeiros porque só é possível passar um carro” e depois pelos cidadãos que devido ao passar “à tangente de muitos carros partem espelhos” dos carros estacionados, contou Raquel Santos.
Tendo em conta as empresas e os trabalhadores existentes só naquela rua, “podíamos ter outras infraestruturas”, considerou a gestora de marca da Carlos Santos ao labor.
A câmara municipal foi interpelada sobre este assunto pelo labor, mas não fez chegar nenhuma informação até ao fecho da nossa edição.

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