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“Não estamos aqui para anunciar decisões precipitadas, estamos aqui para apresentar decisões fundamentais“

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“Vamos introduzir alterações significativas ao projeto (da Praça)“

FOTO: Nuno Santos Ferreira
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“Não estamos aqui para anunciar decisões precipitadas, estamos aqui para apresentar decisões fundamentais“

Qual a maior conquista em seis meses de mandato?
Os primeiros seis meses de mandato foram muito importantes para conhecer os dossiers, o modo de funcionamento da câmara, os funcionários, os procedimentos, os parceiros, e para criar as condições para desenvolver as nossas políticas de futuro.
Mas há um conjunto de medidas que já aplicámos e que estão a provocar uma mudança na cidade.
Destaco o que está a acontecer na área da educação. Prometemos criar em S. João da Madeira (SJM) uma Assembleia Municipal Jovem (AMJ) que já foi eleita nas escolas num processo inovador, participado e democrático e já reuniu pela primeira vez na sala de sessões da Assembleia Municipal (AM).
Tenho marcado presença, tal como prometido durante a campanha eleitoral, nos conselhos gerais dos nossos agrupamentos escolares. Aprovámos já em reunião de câmara o programa de Erasmus Municipal, um programa que irá favorecer experiências no estrangeiro para jovens estudantes sanjoanenses. Adquirimos uma viatura híbrida para reforçar o programa Escola Segura. A viatura já se encontra neste momento nas instalações da PSP e entrará ao serviço dentro de alguns dias. Na área da educação vamos, este ano, capacitar as escolas com equipamento informático e vamos lançar um conjunto de empreitadas de recuperação de algumas escolas de 1.º ciclo.
Portanto, a educação é uma prioridade para nós. E destaco ainda uma outra medida, muito importante, de caráter estrutural, que coloca a nossa cidade na linha da frente.

“Decidimos que todos os estudantes de SJM passam a utilizar o TUS de modo gratuito“

Qual?
Nós decidimos que todos os estudantes de SJM passam a utilizar o TUS de modo gratuito. É uma medida de educação ambiental, uma medida radical, sabemo-lo, mas que incorpora a nossa visão de futuro. É necessário que a educação e a mudança de comportamentos comecem nos jovens e nas crianças, é necessário que os jovens e crianças tenham contacto, tenham uma experiência com o transporte coletivo para que no futuro optem por esse meio de transporte que é mais amigo do ambiente, mais económico e mais seguro para todos. Este conjunto de medidas na área da educação e da juventude são medidas que permitem colocar a cidade numa trajetória de futuro.

Esta medida do TUS já está implementada?
A medida já está implementada. Os alunos já podem aceder gratuitamente ao TUS desde que apresentem o cartão e o certificado de matrícula. A nossa intenção é que entre em vigor um sistema de creditação diferente no próximo ano letivo 2018/2019.

“Não tenho uma visão faraónica do exercício da atividade política, nem estou à procura de um projeto gigantesco“

Qual o projeto que quer que venha a ser "a marca" do seu mandato?
Não tenho uma visão faraónica do exercício da atividade política, nem estou à procura de um projeto gigantesco, impactante que seja uma demonstração de força, de poder ou de ostentação. Não me guio por esse tipo de objetivos. Há um conjunto de coisas muito importantes a serem feitas. Umas visíveis, outras invisíveis, que podem melhorar o funcionamento da nossa cidade, a experiência de vida dos nossos cidadãos, a nossa qualidade de vida. O meu objetivo é fazer justamente essas coisas visíveis, umas, e invisíveis, outras, que visam melhorar a qualidade de vida dos sanjoanenses.
Por exemplo, o Plano de Vacinação Municipal através do qual a câmara vai oferecer a todas as crianças que nasçam em SJM a vacina contra a rotavírus. Uma medida que não é traduzida numa obra física que todos possam ver, mas é uma medida muito importante para a saúde dos nossos cidadãos que fomenta também de algum modo a natalidade e que torna SJM numa cidade mais amiga dos seus cidadãos. Outra medida, é a revisão do nosso regulamento de apoio e de emergência social que também está em curso. Criámos uma nova linha de apoio medicamentoso para pessoas com incapacidade permanente e com idade inferior a 65 anos. E aumentámos os plafons anuais de apoios a pessoas carenciadas que estavam em cerca de 150 euros por ano e que deixavam muitas pessoas em situação insustentável. Portanto, mais do que realizar uma obra pomposa entendemos o nosso dever e a nossa missão como a construção de um tecido social mais equilibrado com medidas de ação social que façam de SJM uma cidade humanista e solidária.

Quando entra em vigor o Plano de Vacinação?
O procedimento foi aberto na câmara. Está neste momento em curso o período de consulta pública, de acordo com a lei, face a um projeto de regulamento que já foi aprovado na câmara. Esse prazo de consulta termina no fim do mês de abril e depois iremos apresentar o regulamento à AM para aprovação.

Qual a estimativa de famílias que poderão usufruir desta medida?
O número de nascimentos que em média existe em SJM rondará por ano os 130 em números redondos.

O atletismo é uma das modalidades com mais títulos em SJM, mas os atletas não têm onde treinar. A construção de uma pista de atletismo estava no seu programa eleitoral. O que é a câmara está a fazer neste sentido?
Esse projeto é um objetivo que temos no nosso programa e os nossos serviços técnicos estão a estudar diversas soluções possíveis para enquadrar esse e outros projetos. Precisamos também de reabilitar os courts de ténis que estão muitíssimos degradados, as piscinas municipais, e todas essas matérias estão neste momento em equação, estudo e análise no quadro dos nossos serviços municipais.
Já estive com os serviços técnicos no terreno a ver locais possíveis quer para a pista de atletismo, quer para os courts de ténis, mas não temos ainda uma decisão final tomada.

A câmara pretende continuar com o Prémio 11 de Outubro? Uma vez que todo ele era organizado pelo falecido Alberto Batista.
A intenção é continuar com esse evento desportivo e fazê-lo inclusivamente para homenagear o grande promotor desse evento que foi o senhor Alberto Batista cujo falecimento constituiu uma grande perda para a câmara, para os serviços sociais da câmara e para os atletas que ele liderava de forma emblemática.

“Os equipamentos municipais de facto estão numa fase em que começam a exigir intervenções significativas“

Há um plano de manutenção dos equipamentos desportivos? Tanto o Complexo Desportivo Paulo Pinto, como o Pavilhão das Travessas receberam recentemente competições e tiveram problemas com infiltrações de água.
É verdade. A nossa cidade construiu um vasto conjunto de equipamentos desportivos e culturais e estamos neste momento numa fase da vida desses equipamentos em que por virtude da passagem do tempo, por virtude do contacto com os elementos da natureza, esses equipamentos começam a exigir manutenção. Temos problemas de infiltrações no edifício da Câmara Municipal, designadamente no meu gabinete, temos infiltrações na Biblioteca Municipal, no Museu da Chapelaria, na Casa das Associações, no Pavilhão Paulo Pinto, já tivemos de cancelar jogos porque chovia dentro do Paulo Pinto, no Pavilhão das Travessas, em vários locais do Pavilhão das Travessas. Portanto, temos um grande desafio pela frente. Olhar para os nossos equipamentos, fazer um levantamento sobre as suas necessidades de manutenção e tomar uma decisão a esse respeito. Os equipamentos municipais, de facto, estão numa fase em que começam a exigir intervenções significativas.

O que se passa com o projeto Academia dos Campeões?
Esse projeto encontrámo-lo numa situação em que se tornava impossível colocar o equipamento em funcionamento. Em primeiro lugar, o projeto não contemplava a instalação de vedações nem arranjos exteriores complementares. Em segundo lugar, não estava também solucionado um problema decisivo e vital para o seu arranque, designadamente dos balneários, que era a feitura da ligação do saneamento que conduzirá os resíduos dos balneários até a um emissário. Para isso é necessário ou adquirir ou expropriar uma parcela de terreno para fazer a ligação dos balneários a um emissário que conduzirá os efluentes à ETAR e esse asssunto não estava resolvido. Reuni com os proprietários do terreno para tentar chegar a um acordo com vista a uma cedência de passagem desse emissário pelos terrenos. Propusemos um preço para que essa cedência fosse levada a cabo, os proprietários não concordaram e vimo-nos, por isso, forçados a deliberar sobre a expropiação desses terrenos com vista à servidão administrativa que permita essa passagem. Já deliberámos isso em reunião de câmara, instruimos o processo com vista a que esse problema seja resolvido. Vai demorar ainda algum tempo, mas foi assim que encontrámos o assunto. Portanto, tínhamos ainda um conjunto de questões a resolver, designadamente a projetar que se tornavam necessárias à criação de condições adequadas para a abertura e para o funcionamento do equipamento.

No discurso de tomada de posse falou do alargamento do concelho até Milheirós de Poiares. O que é que a câmara pretende fazer em relação a este assunto?
Esse processo não caiu no esquecimento, como é evidente, e já tive a oportunidade de realizar várias diligências a esse respeito quer reunindo com membros do Governo, quer reunindo com deputados à Assembleia da República (AR). Portanto, esse assunto está, neste momento, na esfera da AR porque é a AR que tem a competência para aprovar uma lei que resolva essa questão. O que lhe posso dizer é que tenho mantido contactos frequentes com a Junta de Freguesia de Milheirós de Poiares e já fiz diligências junto de deputados na AR para que a questão seja abordada a breve trecho.

“Temos um problema de território e de oferta de espaços para grandes projetos industriais“

Enquanto isso não acontece como é que o Município pretende fazer face a situações em que as empresas querem ampliar as instalações, mas não têm espaço, ou querem construir, mas não têm espaço?
Na realidade temos um problema em SJM de território e de oferta de espaços para grandes projetos industriais. Já reuni com a Molaflex para compreender o que se estava a passar. Não há uma definição sobre se se tratará de uma deslocalização total ou parcial. Estamos a falar de uma decisão que já estava tomada em 2017, há bastante tempo, e que vinha a ser estudada já há alguns anos. Essa indústria tem um projeto de criação de uma nova unidade industrial que reclama cerca de 70 mil metros quadrados e não encontrou em SJM o terreno, digamos, adequado a esse efeito. Mas é verdade que temos em SJM a médio e longo prazo um problema de escassez de oferta de terreno para criação de novas indústrias. Temos mantido contactos com muitos empresários que olham para diversas ofertas em Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis, e o que fazemos diariamente é tentar criar condições de atratividade no nosso concelho para que os empresários se instalem em SJM.

Como está o processo dos lotes da Zona Industrial das Travessas?
Agarrei pessoalmente esse dossier e conjuntamente com os nossos serviços técnicos e jurídicos estamos a fazer um grande esforço para desbloquear um problema que tem muitos e muitos anos de pendência e que aflige muitos empresários. É um assunto no qual penso praticamente todos os dias e que tem uma chamada de atenção e intervenção minha praticamente todos os dias para que esse assunto se resolva e para que possamos começar a alienar os lotes que estão ali na Zona Industrial das Travessas. Tomei contacto com esse dossier logo na primeira semana de mandato e desde então que temos vindo a fazer tudo o que está ao nosso alcance para que essa questão seja ultrapassada, incluindo o recurso a uma ação judicial que está pendente e que visa resolver uma questão que bloqueou a realização do registo predial da operação de loteamento que não pode ser feita em virtude do registo de uma penhora.

Então não depende só da câmara?
Infelizmente é uma questão que não depende só da câmara.

Quais os planos deste novo executivo para a Praça?
Desde que tomámos posse reunimos com os autores desse projeto. Os autores do projeto tiveram a oportunidade de nos explicar os objetivos e a racionalidade do próprio projeto, a sua visão para a Praça. Para além dessa reunião com os autores do projeto, já ouvimos vários arquitetos que nos deram a sua opinião e a sua visão para aquele local e já temos algumas ideias consolidadas sobre o que deverá ser a Praça. Vamos agora materializá-las num projeto que iremos apresentar e discutir com a cidade.

Então o projeto vencedor não vai avançar?
Vamos introduzir alterações significativas ao projeto porque entendemos que não materializava objetivos de futuro para a nossa cidade. E queria dizer uma coisa. Muitas pessoas têm insistido para que tenhamos uma decisão rápida sobre esse assunto. É preciso perceber que estamos a falar de uma decisão estratégica e decisiva para a cidade e não queremos que aquilo que vai ser feito na Praça seja mau, precário, temporário e sujeito a mudanças num novo ciclo político. Queremos um projeto de longo prazo que evite o derramamento de dinheiro público na Praça à semelhança do que aconteceu para trás.
Queremos apresentar um projeto que tenha condições para ser aceite por todos ou pela grande maioria das pessoas. É isso que vamos fazer, mas é preciso que nos deem tempo para isso. As pessoas têm de perceber que não estamos aqui para anunciar decisões precipitadas, estamos aqui para apresentar decisões fundamentais.

Quais as questões que levaram a não avançar com o projeto?
O trânsito de atravessamento na Praça, por um lado. A existência ou não de um parque infantil e a existência de um parque de estacionamento ao ar livre são questões que estamos a equacionar e sobre as quais não temos uma decisão concordante com a visão do projeto que foi aprovada. Em todo o caso é preciso apresentar uma solução com um desenho, uma imagem, uma configuração e é nisso que iremos trabalhar.

A questão não deve ser apressada, mas quando haverá novidades sobre essas alterações?
Temos um prazo que diz respeito à candidatura a fundos comunitários que termina a 31 de dezembro de 2018 e seguramente que antes teremos fechado o projeto de arquitetura necessário para esse efeito.

Até lá a Praça continua como está?
Até lá a Praça continuará como está. Neste momento, a Praça está numa fase transitória, mas não fomos nós que a colocámos assim. O Elemento Arquitetónico foi retirado da Praça e de facto não fazia sentido estar ali a colocar um piso que estaria sujeito a ser retirado uns meses depois quando se fizesse uma intervenção definitiva. Portanto, a Praça hoje está naquele ponto porque vai ser sujeita a uma intervenção de fundo para a colocar num estado definitivo e final.

“Estamos a estudar novamente a possibilidade de concessão do estacionamento à superfície“

Como está o processo do estacionamento à superficie?
O que encontrámos foi uma situação em que não existia fiscalização do estacionamento à superfície desde 2014. E, desde essa data, a receita municipal oriunda do estacionamento tem vindo a diminuir significativamente. A câmara anterior tinha projetado designar um conjunto de funcionários municipais para realizar funções de fiscalização. Analisámos esse processo que não estava concluído ainda de um ponto de vista jurídico a levar a cabo, designadamente ao nível da alteração do quadro de pessoal, e verificámos que esse processo continha inúmeros constrangimentos. Portanto, neste momento estamos a estudar novamente a possibilidade de concessão do estacionamento à superfície e de incluir nessa concessão a implementação em SJM de soluções típicas de uma smart city ao nível do estacionamento, designadamente pagar o estacionamento através de uma app informativa e outras ferramentas digitais de relação das pessoas com o estacionamento.
Paralelamente a isso, pedimos à PSP que reforçasse a fiscalização do estacionamento porque o dever de pagar o estacionamento à superfície não cessou. Por isso, apelo a todos os cidadãos para que cumpram com os seus deveres e que paguem o estacionamento à superfície porque isso é fundamental para garantir o equilíbrio dos lugares de estacionamento disponíveis e favorecer o comércio local.

O que impede a transferência da Universidade Sénior para o Palacete dos Condes?
O Palacete dos Condes (PC) neste momento não tem condições físicas e estruturais para acolher a Universidade Sénior (US). A esse respeito encontrámos uma situação muito complexa. O PC foi objeto de uma empreitada de reabilitação em que o dono da obra foi a empresa municipal Águas de S. João. Essa empreitada ainda não tinha sido objeto de receção provisória e estava pendente uma discussão com o empreiteiro sobre se a obra estava bem ou mal realizada. A empresa municipal entendia que a obra tinha defeitos, o empreiteiro entendia que não tinha defeitos e estava em curso essa disputa entre o empreiteiro e a Águas de S. João.
A empresa acionou a garantia bancária que o empreiteiro tinha apresentado para assegurar a reparação desses defeitos e sucedeu até que o banco que prestou essa garantia não honrou essa garantia. Portanto, antes de resolver os problemas desta empreitada não era possível levar a cabo as obras de adaptação para fazer a instalação da US. Tivemos de agarrar esse processo e, em primeiro lugar, resolver o contrato da empreitada e só depois de resolvido esse problema é que estão criadas as condições para então fazer o estudo da obra de adaptação. Dei instruções à Águas de S. João para contratar um advogado para estudar este assunto e à data de hoje já foi resolvido o primeiro contrato de empreitada e temos a informação de que o banco finalmente manifestou vontade de honrar a garantia bancária. Vamos ver se isso acontece ou não. Se isso não acontecer iremos acionar judicialmente o banco para que ele entregue ao Município, neste caso à Águas de S. João, a garantia bancária que prestou para garantir a reparação dos defeitos.
Entretanto, ao longo do tempo, o edifício esteve fechado e foi-se degradando. Já comuniquei tudo isto aos rotários e à US que compreenderam que é impossível neste momento proceder à entrega desse palacete para a utilização da US porque estas questões ainda não estavam resolvidas.

“Não determinarei a abertura daquele parque enquanto estas matérias não estiverem resolvidas“

Desde que iniciou o mandato anunciou uma nova imagem, um jardineiro, um grupo de voluntários e guias do Parque do Rio Ul. O se passa com o parque de “recreio verde“ deste espaço?
A grande questão é saber se se trata de um parque infantil ou de um parque de recreio. Já agarrámos esse dossier. O que lhe posso dizer é o seguinte: a obra material/física está concluída. Todavia, quando uma autarquia coloca um equipamento à disposição das pessoas é obrigada pela lei a assegurar que esse equipamento reúne condições de segurança. E, portanto, foi necessário verificar esse processo e constatámos que nenhum dos equipamentos está certificado, não constam de um processo de termos de responsabilidade sobre a segurança dos equipamentos, não se sabia a que público se destinava os equipamentos, que carga suportavam os equipamentos, e, portanto, estas matérias não estavam acauteladas no processo. E como sou o responsável pela segurança dos equipamentos e dos municípes não determinarei a abertura daquele parque enquanto estas matérias não estiverem resolvidas.
Do nosso ponto de vista e legalmente aquele parque é considerado um parque de recreio onde os equipamentos têm de estar certificados. Aquilo que fiz foi solicitar colaboração às entidades competentes para fazer a certificação e enquanto a certificação não estiver feita esse equipamento, infelizmente, não poderá abrir. É uma questão de legalidade, é uma questão de segurança, peço às pessoas que compreendam, mas não temos a este respeito qualquer outra alternativa responsável que não seja esta.

Para quando a terceira fase de ampliação do Parque do Rio Ul?
Neste momento estamos em conversações com dois proprietários com vista a assegurar a propriedade e a posse desses terrenos para que a obra possa começar. Portanto, o início da intervenção está dependente da aquisição da propriedade e da posse dos terrenos para a esfera do município. Isso ainda não estava acautelado na totalidade também. Já estabelecemos contactos com os proprietários envolvidos, inclusivamente já levámos à reunião de câmara uma alteração do projeto com vista a facilitar o processo de aquisição dos terrenos para o Município, o que fizemos com base também em concordância com o autor do projeto, o professor Sidónio Pardal, e enviámos notificações aos proprietários com uma proposta de aquisição e se de facto não chegarmos a um entendimento seremos forçados a avançar com um processo de aquisição por via expropriativa, deixando ao tribunal fixar o montante da indemnização.

Qual o estado do Plano de Inclusão para Pessoas Sem Abrigo?
Um plano que está em execução contínua. Estamos a fazer acompanhamento e monitorização da situação dos sem abrigo com a nossa Divisão de Ação Social, com a Santa Casa da Misericórdia (SCM) que tem o acompanhamento de muitas das pessoas que infelizmente estão nessa situação. Já reunimos com a SCM, já temos uma proposta nas nossas mãos para estudar a reabilitação individual de cada um dessas pessoas.

O novo executivo planeia criar um novo site e com um módulo de transparência, mas ele continua igual...
Os nossos serviços estão a trabalhar ativamente na criação de um novo site. Portanto, a imagem do site municipal vai mudar completamente, vai ter um módulo de transparência de divulgação de vários campos de atividade municipal. O módulo está também em construção. Um processo que está em curso, demora algum tempo, mas vai estar seguramente no ar.

Ainda este ano?
Espero que sim. Repare. Não conseguimos mudar o mundo em seis meses. Acho muito importante que as pessoas façam pressão sobre a câmara, as pessoas exijam, sejam rigorosas, mas creio que todos compreendem que problemas que têm anos e anos e são difíceis de resolver não se resolvem em meia dúzia de meses. Se a câmara resolvesse todos o problemas em seis meses, resolvia mal. De certeza absoluta e estaríamos a prestar um mau serviço à comunidade. Por isso, estou traquilo, muito tranquilo, porque aquilo que estamos a fazer estamos a fazer é com a visão de um mandato de quatro anos e com qualidade.

Qual o estado da exploração de rede elétrica em baixa tensão?
Esse processo foi lançado pelo anterior executivo. Analisámos, fizemos uma alteração ao caderno de encargos que foi aprovada em reunião de câmara por unanimidade, foram apresentadas propostas e neste momento estamos em fase de análise das propostas. Estamos a falar de uma operação de altíssima complexidade e, paralelamente à análise das propostas, já tive reuniões com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), a Direção-Geral da Energia e um encontro com secretário de Estado da Energia para analisar este assunto. Também integro uma comissão da Área Metropolitana do Porto (AMP) que reuniu com a ERSE, há poucos dias, em Lisboa para apreciar esta matéria da distribuição da eletricidade em baixa tensão pelos municípios. Estamos a trocar informações com a ERSE, informações que estavam em poder da ERSE e que são muito importantes para podermos fazer uma análise das propostas e oportunamente iremos tomar uma decisão sobre esse procedimento.

Qual o estado das obras no Orreiro?
As obras nos quatros fogos de habitação do Orreiro estão em curso. A adjudicação já foi efetuada e o contrato já foi assinado no decurso deste mandato. O que é importante também destacar é que nestes seis meses procedemos à análise de um vasto conjunto de processos que estavam pendentes, assinámos nove contratos. A reabilitação dos espaços exteriores no Bairro do Orreiro, da Cooperativa 11 Outubro, na Rua José Régio, da Ex. Fundação Salazar, da Rua de Arouca, na Rua Manuel Luís da Costa, a construção da Casa da Eira, da Casa do Forno e da Casa do Moinho no Parque do Rio Ul e a reabilitação da Zona Industrial da Oliva. Para além disto, procedemos à adjudicação da obra de reabilitação da Escola Secundária Dr. Serafim Leite. Ainda não está assinado o contrato enquanto o empreiteiro não apresentar a garantia bancária. Portanto, estamos a falar já de um vasto conjunto de obras que avaliámos e decidimos dar sequência. Para além disso, também aprovámos o anteprojeto na câmara de reabilitação do Mercado Municipal.

“Estou muito apaixonado pelo trabalho que estou a desenvolver e estou a adorar a minha relação com os sanjoanenses“

Acha que quatro anos são suficientes para fazer todo o trabalho que tem no seu programa eleitoral?
Vamos tentar. O nosso programa foi pensado para ser um programa realista. Estou convencido de que em quatro anos poderemos concretizar as linhas gerais do nosso programa. Vamos trabalhar imenso para que isso aconteça. Se não conseguirmos concretizar a totalidade do programa iremos ser claros e transparentes com as pessoas, explicando com muito detalhe e verdade o que sucedeu para que as pessoas percebam as razões pelas quais alguma coisa possa a não vir ser concretizada. Essa será a nossa política, uma política de transparência e comunicação da verdade.

Caso não consiga realizar todo o trabalho em quatro anos, vai recandidatar-se para levar a cabo todo o trabalho a que se propôs?
Daqui a quatro anos irei analisar a situação política local e decidirei se serei recandidato ou não. Mas posso desde já dizer que estou muito apaixonado pelo trabalho que estou a desenvolver e estou a adorar a minha relação com os sanjoanenses.

“Neste momento, só penso em cumprir o programa que contratualizei com os sanjoanenses“

Agora é presidente da câmara e recentemente tornou-se presidente da Federação Distrital de Aveiro do PS. Tem a ambição de ser deputado ou até de integrar um governo socialista?
A minha ambição política, como foi confirmado no comício de 10 de setembro pelo secretrário-geral do PS António Costa, era a de ser presidente de câmara. Portanto, concretizei essa ambição política, estou realizado politicamente. Acho que estou a cumprir um dever cívico, político e social muito importante. Neste momento, só penso em cumprir o programa que contratualizei com os sanjoanenses.


Desde 85 até então

Intervenções na Praça custaram 11 milhões de euros

Uma vez que a realibitação da Praça Luís Ribeiro é um dos temas fraturantes de S. João da Madeira quisemos saber qual o valor gasto ao longo dos anos. “É importante que os sanjoanenses saibam que desde 85 até a esta data nas sucessivas intervenções que se fizeram na Praça gastaram-se seis milhões 371 mil 712 euros. Se atualizarmos esse valor fazendo a correção monetária ao dia de hoje estamos a falar de um dispêndio público de 11 milhões 45 mil 167 euros“, respondeu o presidente da câmara Jorge Sequeira. “Portanto, eu disse durante a campanha eleitoral que ia revelar aos sanjoanenses este valor e estou a fazê-lo agora para que as pessoas percebam que qualquer decisão que se tome sobre a Praça deve ser uma decisão bem fundamentada“, continuou. “Eu não fui eleito para ser um presidente precipitado nem imponderado“, frisou Jorge Sequeira ao labor.

Junta de Freguesia vai para os Paços da Cultura

As relações com a Junta de Freguesia são “excelentes, estamos a trabalhar em iniciativas em conjunto, uma delas é o Programa Idoso Ativo, e posso dizer-lhe que finalmente a câmara municipal vai resolver um problema antigo que são as instalações da junta de freguesia. Já está acordado entre mim e a senhora presidente promover a deslocalização da junta de freguesia para os Paços da Cultura, preservando as demais funcionalidades dos Paços da Cultura, a galeria de arte e o auditório ao serviço da cultura sanjoanense". Quanto às atuais instalações, "estamos a pensar em utilizá-las", adiantou Jorge Sequeira em exclusivo ao labor.

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