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Onda de assaltos a empresas sanjoanenses

FOTO: Diana Familiar
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Todas assaltadas pela primeira vez

Uma onda de assaltos atingiu durante a madrugada do dia 19 de janeiro, sexta-feira passada, entre as 5h00 e as 5h30, pelo menos quatro empresas sanjoanenses.
Entre essas estão as empresas Paulo Renato e Multicouro sitas na Zona Industrial da Devesa-Velha e as empresas Humberpeças e Cavadas & Filhos na Zona Industrial das Travessas em S. João da Madeira.
Todos os empresários tiveram conhecimento de que tinham sido assaltados quando chegaram às empresas. Uma delas não tem sistema de alarme e videovigilância, as restantes três têm, mas o sistema de alarme não disparou.
As imagens de videovigilância das empresas Cavadas & Filhos, Multicouro e Paulo Renato mostram dois homens com capuz preto e um lenço branco na cara, apurou o nosso jornal junto dos empresários.
A primeira empresa a ser assaltada poderá ter sido a Humberpeças já que as outras três, analisando o horário das câmaras de videovigilância, foram assaltadas com horários muito próximos.
Um dos proprietários da Humberpeças percebeu que a empresa tinha sido assaltada apenas quando lá chegou por volta das 8h00. A empresa não tem alarme e nunca tinha sido assaltada durante os mais de 20 anos em que está na Zona Industrial das Travessas, confirmou João Lopes, um dos proprietários, ao labor.
Neste momento, “ainda estamos a fazer o inventário do material” pelo que não podem avançar com números relativamente aos prejuízos provocados pelo assalto, informou o diretor comercial.
O assalto à empresa Cavadas & Filhos está registado por volta das 5h00/5h05 nas câmaras de videovigilância, mas Serafim Cavadas, o proprietário, apenas deu conta do sucedido quando lá chegou por volta das 8h00/8h05 e deparou-se com a porta arrombada.
A empresa Cavadas & Filhos ocupa as mesmas instalações desde fevereiro de 2008 e nunca tinha sido assaltada. “Às vezes mexem nos pneus ou coisas que estão cá fora, mas dentro nunca”, afirmou Serafim Cavadas ao labor.
“Eles entraram pelo balcão de atendimento, foram diretos à caixa registradora que tinha cerca de 60 euros”, relatou o empresário, considerando como prejuízo “os danos provocados na porta e caixa registadora mais o dinheiro”.

“Dois indivíduos encapuzados, de pé de cabra, arrombaram tudo, partiram tudo”
As câmaras de videovigilância da Multicouro registaram o assalto “por volta das 5h00/5h10” em que “dois homens encapuzados e com pés de cabra” estroncaram a porta, “remexeram no escritório, mas não levaram nada”, comunicou Rodolfo Andrade, um dos proprietários, ao labor.
Desde que mudaram a empresa para as novas instalações, é “a primeira vez que isto acontece”. “Tivemos conhecimento do assalto quando cá chegámos por volta das 7h30 e encontrámos a porta estroncada. O assalto demorou cerca de um minuto e 40 segundos. Não encontraram dinheiro, nem nada de especial”, adiantou o empresário sanjoanense. Os danos prendem-se com a porta estroncada com o pé de cabra pelos assaltantes.
A empresa Paulo Renato tem um pavilhão há cerca de 10 anos e ao lado do mesmo uma loja há cerca dois/três anos. Nunca tinham sido assaltados, algo que aconteceu pela primeira vez e apenas à loja.
“É a primeira vez até neste local a nível de pavilhões, é a primeira vez que aconteceu um caso destes aqui”, garantiu Paulo Renato, contando que “quando o meu pai chegou cá à volta das 7h20 da manhã e deparou-se com este espetáculo”.
As câmaras mostram “dois indivíduos encapuzados, de pé de cabra, arrombaram tudo, partiram tudo por volta das 5h20/5h30 da manhã”, acrescentou o empresário, momentos depois de ter sabido da ocorrência, considerando que “a entrada foi muito rápida, foram muito eficazes”.
O “maior prejuízo” está nos “estragos” provocados como o partir de uma porta de vidro e furto de alguns bens. “Levaram algumas carteiras, alguns sapatos, principalmente de homem, e o caixa foi vandalizado”, detalhou Paulo Renato ao labor.
As autoridades estiveram no próprio dia em todos os locais das ocorrências em S. João da Madeira.

“Os processos estão em investigação”
A Polícia de Segurança Pública (PSP) confirmou a denúncia de todas as situações anteriormente mencionadas, não confirmando a existência de mais alguma denúncia de assalto, no mesmo dia, em S. João da Madeira, ao labor.
“No entanto, em pelo menos dois casos ainda não se confirma que a tentativa de furto tenha sido bem-sucedida. Neste momento, também não é possível confirmar que exista ligação direta entre estas ocorrências”, afirmou o Gabinete de Imprensa e Relações Públicas da PSP.
“De momento os processos estão em investigação, pelo que nada mais poderemos adiantar”, conclui a mesma fonte ao labor.

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