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Anteprojeto, que prevê um investimento de cerca de um milhão e 215 mil euros, foi aprovado ontem em sede de executivo municipal

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S. João da Madeira vai ter um “novo” Mercado Municipal

FOTO: Gisélia Nunes
FOTO: Nuno Santos Ferreira
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Anteprojeto, que prevê um investimento de cerca de um milhão e 215 mil euros, foi aprovado ontem em sede de executivo municipal

Depois de ter sido apresentado à comissão de vendedores para “recolha de opiniões”, o anteprojeto da empreitada de remodelação e reabilitação do Mercado Municipal de S. João da Madeira, situado na Avenida Dr. Renato Araújo, foi aprovado ontem, quarta-feira, em sede de executivo municipal. Isto, tendo em vista a sua candidatura a fundos comunitários, no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), “ainda este ano”, conforme adiantou Jorge Sequeira.
Note-se, no entanto, que o projeto final, depois de concluído, poderá vir a apresentar soluções arquitetónicas diferentes, como advertiu o presidente da autarquia.
“Possíveis alterações à parte”, o edil vincou que com esta empreitada, cujo prazo de execução previsto é de 24 meses, “estão criadas as condições para um grande salto em frente do nosso Mercado Municipal”. Aliás, a ideia é mesmo tornar aquele equipamento municipal, com uma área aproximada de 6.100 m2 que se estende a três pisos, numa “âncora de atração à nossa cidade”, num “novo pólo de atração de visitantes”.
Trata-se - prosseguiu o autarca sanjoanense - de um “projeto importante” que resolverá “o problema dos animais vivos, resíduos”, etc., e reformulará “a imagem interna, mas também externa do Mercado Municipal”, sublinhou ainda propósito deste “processo” iniciado no mandato anterior.
Por falar em mandato anterior, Paulo Cavaleiro interveio neste ponto da ordem de trabalhos. Não fosse este um “processo” que acompanhou bem de perto desde o início.
Para o vereador da coligação PSD/CDS-PP, “mais do que a obra, com este projeto queremos mudar o conceito” de mercado no sentido de o tornar “também numa zona de lazer e estar”. O elemento da oposição ainda defendeu que, depois de requalificado, “o Mercado Municipal vai ter de ter uma gestão profissional” com o objetivo de o potenciar.

O que poderá vir a mudar no Mercado Municipal?

Além da requalificação do edifício e da aquisição de todos os equipamentos e mobiliário comercial necessários, bem como a promoção da revitalização, dinamização e requalificação da atividade dos atuais operadores retalhistas de produtos alimentares, pretende-se dotar o Mercado Municipal de S. João da Madeira de uma gestão e organização capaz de responder aos desafios colocados aos operadores e às exigências de comodidade, de qualidade e segurança alimentar dos consumidores, através de uma renovação, requalificação e redimensionamento da atividade comercial e da estrutura onde esta decorre.
Nesse sentido, é intenção da câmara deslocalizar o setor dos animais vivos (para o acesso Sul do Mercado, designadamente com a adaptação de dois módulos comerciais existentes). É também objetivo reformular o setor do pescado (localizado no piso 1): a solução proposta prevê a reformulação do layout dessa zona, restringindo ao estritamente necessário a área de venda e exposição, privilegiando uma correta circulação de pessoas e produtos.
Quanto ao setor hortofrutícola, a ideia é concentrá-lo no piso 1, com supressão de bancas fixas e aumento de espaços comerciais amovíveis. Além disso, a casa de resíduos poderá ser transferida para junto do acesso Norte, libertando assim o atual espaço ocupado com esta função, junto aos elevadores, para um espaço comercial.
Para o piso 2 estão programadas a transferência da maioria dos operadores do setor florícola, a abertura das lojas exteriores para o interior do Mercado Municipal e novas atividades, bens e serviços.
Quanto ao piso 3, neste espaço será remodelado o setor dos têxteis, através de uma intervenção ao nível da cobertura, colocação de nova iluminação e de novas lonas que constituem e identifiquem os espaços comerciais.
Recorde-se que - de acordo com informações facultadas pelo Município ao labor - a última intervenção no Mercado Municipal, “essencialmente de cariz físico”, remonta a 2007/2008, a qual não pôs fim a “problemas funcionais e estruturais que condicionam a sua competitividade no universo atual do comércio e distribuição locais”.

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