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Os socialistas conquistaram pela primeira vez a maioria absoluta em todos os órgãos autárquicos

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A vitória do PS e a derrota do PSD/CDS

FOTO: Rui Guilherme
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Os socialistas conquistaram pela primeira vez a maioria absoluta em todos os órgãos autárquicos

As eleições autárquicas realizaram-se no dia 1 de outubro, domingo passado, de Norte a Sul do país.
Os resultados deste ato eleitoral foram surpreendentes em S. João da Madeira (SJM) com o PS a vencer com maioria absoluta os três órgãos autárquicos – Câmara Municipal (CM), Assembleia Municipal (AM) e Assembleia de Freguesia (AF) – derrotando assim a coligação PSD/CDS que venceu com maioria absoluta as eleições intercalares de 24 de janeiro de 2016.
De acordo com os resultados finais das eleições em SJM, o PS recebeu 6.148 votos (55,37%) para a CM, a seguir a coligação PSD/CDS arrecadou 3.579 votos (32,23%), a CDU 446 votos (4,02%), o Bloco de Esquerda (BE) 268 votos (2,41%) e o partido Pessoas - Animais - Natureza (PAN) 204 votos (1,84%).
Os socialistas conseguiram cinco mandatos com Jorge Sequeira a ser eleito o novo presidente da câmara, acompanhado de Irene Guimarães, Paula Gaio, José Nuno Vieira e Pedro Silva, e a coligação PSD/CDS conseguiu dois mandatos, elegendo Paulo Cavaleiro e Fátima Roldão.
Tendo em conta os resultados das eleições autárquicas de 2013 e as intercalares de 2016, houve uma reviravolta na CM de SJM. Ora, recordemos que o PSD venceu com maioria relativa as eleições autárquicas de 2013 ao recolher 3.808 votos (38,02%) e ao eleger apenas três dos quatro vereadores conseguidos em 2009. Logo a seguir, o PS recebeu 3.513 votos (35,07%) e conseguiu eleger também três vereadores, conseguindo mais um do que em 2009. A surpresa do sufrágio eleitoral de 2013 foi a eleição de um vereador do Movimento Independente SJM Sempre que conseguiu 1.000 votos (9,98%). Os restantes partidos – a CDU com 620 votos (6,19%), o CDS com 296 (2,96%) e o BE com 225 votos (2,25) – não conseguiram a eleição para a CM de SJM. Uma outra particularidade das últimas eleições foi o PSD meter abaixo a CM em 2015, alegando como razão o bloqueio da oposição e pedindo maioria absoluta para governar desbloqueado, provocando assim eleições intercalares a 24 de janeiro de 2016. As segundas eleições do género em SJM. O PSD coligou-se com o CDS para as eleições intercalares e o pedido de maioria absoluta para a CM foi concedido pelos sanjoanenses. A coligação PSD/CDS teve 5.239 votos e elegeu quatro vereadores, o PS teve 4.422 votos e manteve os três vereadores e o SJM Sempre com apenas 733 votos perdeu a representação na CM. A CDU recebeu 603 votos, o BE 291 e o PNR 33 votos.

Clara Reis vence a AM. Helena Couto volta a ser a líder da freguesia

Os números também mudaram na AM que passará a ser liderada por Clara Reis. Os socialistas elegeram 12 mandatos, mais quatro do que em 2013, ao receber 5.579 votos (50,25%), a coligação PSD/CDS elegeu oito mandatos, menos um do que o PSD conseguiu em 2013, ao ter 3.665 votos (33,01%), e a CDU elegeu um mandato, menos um do que em 2013, ao receber 681 votos (6,13%). Dos restantes partidos, o BE obteve 413 votos (3,72%), mais 113 votos do que em 2013, mas mesmo assim insuficientes para conseguir eleger um deputado municipal. Já o estreante PAN recolheu 328 votos (2,95%) que também não permitiram ter uma representação municipal. É importante recordar que os independentes do SJM Sempre conseguiram eleger dois deputados municipais nas eleições autárquicas de 2013, mas o movimento decidiu não concorrer às eleições de 2017.
A Junta de Freguesia de SJM volta a ser liderada por Helena Couto depois de ter surpreendido tudo e todos ao conseguir vencer este órgão autárquico ao PSD em 2013. Passados quatro anos, a vitória foi muito mais expressiva. O PS recebeu 5.822 votos (52,44%) elegendo 11 mandatos, mais três do que em 2013, a coligação PSD/CDS recebeu 3.713 votos (33,44%) elegendo sete mandatos, menos um do que o PSD conseguiu sozinho em 2013, e a CDU com 622 votos (5,60%) manteve um mandato tal como em 2013.
O BE teve 474 votos (4,27%), mais 152 votos do que em 2013, mas insuficientes para eleger um deputado com assento na AF. É importante mencionar que o movimento independente elegeu dois mandatos para este órgão autárquico em 2013.

Os brancos, os nulos e a abstenção diminuíram

Dos 20.190 eleitores inscritos, apenas 11.103 (54,99%) eleitores votaram nas eleições autárquicas de 2017. Um número relativamente superior aos 10.016 (49,28%) votantes de 2013.
Nestas eleições autárquicas, o número de votos brancos e nulos e a abstenção diminuíram.
Na votação para a CM foram registados 297 (2,67%) votos brancos, menos do que os 363 (3,62%) de 2013, e 161 (1,45%) votos nulos, menos do que os 191 (1,91%) de 2013. A AM recebeu 298 votos brancos (2,68%), menos do que os 431 (4,30%) em 2013 e 139 votos nulos (1,25%), menos do que os 198 (1,98%) em 2013. A AF teve 307 votos brancos (2,77%), menos do que os 438 (4,37%) em 2013 e 165 votos nulos (1,49%), menos do que os 218 (2,18%) em 2013.
A abstenção rondou os 45,01%, um valor alto, mas manifestamente inferior aos 51% registados nas eleições autárquicas de 2013 e aos 42,54% registados nas eleições intercalares de 2016.


Os eleitos da Assembleia Municipal

PS: Clara Reis, Rodolfo Andrade, Teresa Correia, Leonardo Martins, Vítor Cabral, Rita Pereira, Artur Nunes, Márcia Lopes, Teresa Oliveira, Pedro Santos, Pedro Fernandes e Susana Gomes

PSD/CDS: Pedro Ventura, Pedro Gual, Lília Laranjeira, Susana Lamas, Manuel Correia (CDS), Paulo Barreira, Bruna Soares e João Neves

CDU: Jorge Cortez


Os eleitos da Assembleia de Freguesia

PS: Helena Couto, Pedro Silva, Paulo Silva, Filipa Ribeiro, Renato Santos, Daniel Oliveira, Filomena Sousa, Ricardo Santos, António Costa, Marisa Brandão e Danilo Fernandes

PSD/CDS: Deolinda Nunes, José Miguel Dias, Germano Oliveira, Rita Azevedo, Marco Fernandes, António Belo e Maria da Conceição Leite

CDU: Joana Dias


As mesas com maiores e menores votações

O PS recebeu o maior número de votos, mais precisamente 438, na primeira mesa de voto e o menor, mais concretamente 214, na 16.ª e na 18.ª mesa para a CM.
A coligação PSD/CDS teve o maior número de votos, especificamente 266, na segunda mesa de voto e o menor, 120, na 18.ª mesa de voto para a CM.
Quando seguimos para os resultados na AM reparamos que a pontuação do PS desce ligeiramente e a coligação PSD/CDS aumenta ligeiramente o número de votos.
O PS teve o maior número de votos, 416, na primeira mesa de voto e o menor, 190, na 18.ª mesa de voto para a AM. A coligação PSD/CDS teve o maior número de votos, 270, na segunda mesa de voto e o menor, 128, na 18.ª mesa de voto para a AM. Já a CDU conseguiu o maior número de votos, 64, e o menor, 19, na quinta e na 16.ª mesa de voto, respetivamente.
Nos resultados da AF é possível perceber que tanto o OS como a coligação PSD/CDS voltam a aumentar o número de votos.
O PS recebeu o maior número de votos, 428, na primeira mesa de voto e o menor, 194, na 18.ª mesa para a AF. A coligação PSD/CDS teve o maior número de votos, 275, na segunda mesa de voto e o menor, 134, na 18.ª mesa de voto para a AF. A CDU conseguiu o maior número de votos, 54, e o menor, 17, na quinta e na 17.ª mesa de voto, respetivamente.

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